Design - Estrelas do futuro

Salão de Los Angeles mostrou competição de projetos de carros de corrida para 2025 e o vencedor foi concebido pela Mazda, com dinâmica inspirada nos pelotões de ciclistas

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postado em 03/12/2008 19:00 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Mazda Kaan - Mazda/Divulgação Mazda Kaan
A realidade da indústria automobilística norte-americana é mais do que suficiente para minimizar a amplitude dos sonhos. Entretanto, é na mente dos criadores que a esperança se renova e a indústria pode almejar um futuro mais limpo - ambientalmente pensando - e com soluções que tomem o lugar de formas que se mostram ultrapassadas e decadentes. Lugar ideal para isso é o Salão do Automóvel de Los Angeles, que terminou no domingo e revelou nove conceitos virtuais projetados pelos estúdios situados na Califórnia.

Veja fotos dos modelos!

A proposta do concurso, chamado de Esportes Motor 2025, foi a de criar como serão os automóveis de corridas daqui a 16 anos. O óbvio seria relacionar carros de corrida com motores de grande proporção, assim como os poluentes por eles emitidos. Porém, as fontes pensadas para a locomoção estão mais do que antenadas com as necessidades atuais.

Kaan
O campeão da mostra deste ano foi o projeto da Mazda, chamado de KAAN. Para isso, os projetistas vislumbram que em 2025 as rodovias da Califórnia serão entranhadas por polímeros de condutores elétricos, que não emitem poluentes e permitiram que o KAAN chegue a cerca de 400 km/h. O veículo terá apenas um piloto, mas quando se valer da estratégia de pelotões de ciclistas, se unindo em um grupo de 30, torna-se mais aerodinâmico e potente.

Bio Runner
A corrida de fora-de-estrada mexicana Baja 1000 permitirá que os participantes usem apenas um galão de combustível, segundo a imaginação dos projetistas da VW. Para isso, foi preciso desenvolver um projeto que superasse o desafio. O Bio Runner é um híbrido equipado com dois motores alimentados por combustível sintético e ligados a geradores elétricos. O piloto fica em uma célula, que, em caso de acidente, fica intacta e pode ser recolocada em outra estrutura. Além disso, não há volante, mas cabos conectados aos braços e às pernas, que dirigem o veículo com a percepção dos movimentos.

Great Race 2025
A corrida do século completou 100 anos este ano. A Honda se valeu da efeméride e criou um modelo para comemorar o feito de 17 homens, em seis veículos, que partiram de Nova York e dirigiram por três continentes, até chegar a Paris, levando seis meses na jornada. Supondo que ela fosse reeditada em 2025, os japoneses criaram um modelo capaz de dar a volta no planeta em 24 horas. Assim, o carro (?) seguiria por mar até a Ásia, voaria sobre a Europa. Tudo feito graças a um sonar, que detecta mudanças de velocidade, terreno e altitude, permitindo que mude a configuração rapidamente. A justificativa da Honda para tamanha viagem é sua experiência no mar, com robôs e jatos.

Lemans Racer
O objetivo do modelo da Toyota é nunca precisar de parar. Isso acontece graças às células a combustível, que fornecem energia aos motores elétricos do protótipo e são alimentadas por energia solar. Outro trunfo é a transformação da carroceria, que pode ficar estreita, com menos resistência ao ar e chegar à velocidade de quase 600km/h. Quando a necessidade for estabilidade, principalmente em curvas, o veículo se alarga. Há também a possibilidade de um co-piloto robô.

PRAIA DOS BAMBAS

Vários fatores contribuem para que a Califórnia seja um centro mundial de design, com 15 grandes estúdios. A profusão se deve a itens como a diversidade cultural, que inclui uma forte presença de latino-americanos e asiáticos; o clima quente e a geografia variada, que permitem o uso do automóvel durante todo o ano e em diferentes situações; a cultura de liberdade e a interação com a fortíssima indústria de filmes, televisão e música, além da presença do The art center college of design, em Pasadena, uma das mais reconhecidas escolas de design no mundo.

A primeira a inaugurar seu centro de estilo na região foi a Toyota, em 1972, o Calty Design Research. Depois seguiram BMW (1972), Nissan (1979), Hyundai (1984), Isuzu (1984), Mitsubishi (1984), Honda (1985), Volvo (1986), Mazda (1988), Mercedes-Benz (1990), Volkswagen (1991), General Motors (2000), Hyundai (2003) e por último a Honda, há dois anos. Veja os outros projetos apresentados:

Chaparral Volt
O projeto da GM usa de dois nomes da história da marca, o primeiro remete ao Chaparral 2J, construído no fim da década de 1960 e que usava dois ventiladores na traseira. Já o sobrenome diz respeito à grande esperança da marca para o futuro (se ele de fato ocorrer), que é o aguardado híbrido elétrico Volt. O Chaparral Volt foi concebido para uma possível reedição da corrida LA Times 2025 e tem seu apelo por ser movido por três fontes da natureza: terra, vento e fogo. Da terra vem a energia que é aproveitada das frenagens e transformada em combustível; o vento alimenta as turbinas traseiras, e o fogo é o sol, abundante na Califórnia, e que alimenta células pela carroceria e as transforma em energia.

Formula Zero
As corridas seriam disputadas em pisos transparentes, podendo ser mostradas em todos os ângulos e a vitória não se daria apenas pela velocidade, mas também pelo consumo de combustível. Por isso, o Formula Zero da Mercedes mistura diferentes influências, do trenó ao iate, e tem inovações como motores elétricos movidos por raios solares e hélices no formato da estrela da marca.

Salt Flat Racer
No uso de materiais bizarros, o projeto da BMW leva nota máxima. Sua estrutura é formada por itens como tampas de churrasqueiras usadas e velhos barris de petróleo, além de ter um aquário com peixinhos ligado ao sistema de escapamento, o que é a prova viva de que dali não sai nenhum poluente, pois o combustível é hidrogênio. As rodas são de nylon, o que permite que os pneus sejam revulcanizados.

MMR25
O projeto da Mitsubishi traz no lugar de uma roda convencional, oito, que são controladas por motores independentes. Assim, o MMR25 pode seguir para qualquer direção, com tração 8x4. A suspensão é formada por lâminas metálicas maleáveis e podem, dependendo da situação, oferecer diferentes graus de conforto ao rodar.

R25
Pensar em energia elétrica já é lugar-comum. A Audi se vale desse sistema no R25, mas projeta o abastecimento via wireless, ou seja, sem fio. O visual esportivo traz o conhecimento da marca nas corridas de longa duração e inova com tecnologias que dão alto grau de flexibilidade à carroceria e melhoram o fluxo de ar no monoposto.
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