Salão de SP - Na mesma arena

Alguns modelos apresentados no motorshow debutam justamente ao lado de rivais diretos, um sinal de renovação dos segmentos. A concorrência vai dos pacatos sedãs aos esportivos

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postado em 03/11/2010 16:21 Julio Cabral /Estado de Minas
Fotos: Marcello Oliveira/EM/D.A PRESS
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De São Paulo - Aos 50 anos, o Salão do Automóvel de São Paulo vive em um mercado plural, muito diferente do que foi em 1960, quando reuniu 12 marcas nacionais, contra as 42 de 2010. Se não foi efervescente em lançamentos mais acessíveis – a faixa abaixo de R$ 40 mil foi dominada pelos chineses –, o motorshow mostrou que alguns segmentos estão em renovação. Não por acaso, vários modelos já surgiram no salão com os seus concorrentes a poucos metros. Saiba o que liga alguns destes carros.

DESTINO Alguns rivais nasceram também com os mesmos objetivos de vida. Os exemplos mais próximos são, sem dúvida, o Peugeot 408 e o Renault Fluence. Produzidos na Argentina, os hermanos têm como missão substituir a imagem pouco difundida do antigo Peugeot 307 sedã, que não recebeu a linha 2011, e do Renault Mégane, médio que não disparou em vendas, mas deixa como descendente a perua Grand Tour. A outra coincidência é a concepção oriental de ambos. O Peugeot foi concebido na China, enquanto o Fluence nasceu como SM3 nas mãos da Samsung, subsidiária sul-coreana da Renault.

Ambos ganharam um banho de loja. O Fluence pode oferecer itens antes indisponíveis, como ar-condicionado com duas zonas de ajuste, câmbio CVT e teto solar elétrico, além de um estilo que, se não é inovador, goza de frescor. O design é justamente o ponto de evolução do 408, cuja solução do terceiro volume é integrada perfeitamente ao perfil longilíneo do carro, que estreia a nova logomarca da Peugeot.

Outro Peugeot que vai encarar a concorrência de pronto é o 3008. O crossover, que parte de R$ 79.900 na versão Allure e vai aos R$ 86.900 na Griffe, chega com motor 1.6 THP de 156cv e câmbio automático para enfrentar o Kia Sportage, entre R$ 83.400 e R$ 103.900, além do Mitsubishi ASX, que fica entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, ambos com motor 2.0 e opção de tração integral, indisponível no Peugeot.

NADA FRATERNOS O Hyundai Sonata e o Kia Optima compartilham mais do que a apresentação no Brasil, já que usam a mesma plataforma e base mecânica – além do público. Algo perfeitamente natural, já que a Hyundai é dona da Kia, que foi comprada em 1999 após a crise financeira dos Tigres Asiáticos. O motor 2.4 16V MPI é o mesmo, com potência de 178cv no Hyundai e 180cv no Kia.

O duelo se repete até na faixa superior, em que o novo Kia Cadenza substitui o esquisito Opirus e chega com motor V6 3.5 de 290cv por preço a partir de R$ 119 mil. O Hyundai Genesis, apresentado no evento, será lançado neste mês, mas sem preço definido, dois anos após a apresentação no salão de 2008. Mas deve custar mais em razão da plataforma com tração traseira e o maior luxo interno.

FISIOCULTURISTAS Na edição passada, nenhum deles era importado oficialmente para o Brasil, embora tivessem feito a cabeça dos presentes. No salão deste ano, o Chevrolet Camaro foi lançado oficialmente pela General Motors por R$ 185 mil, uma presença que foi seguida de perto pelo Dodge Challenger, que chega em 2011, e pelo Shelby GT 500, versão mais brava do Mustang que está no estande da Shelby Brasil e também no da Ford. Por aqui, os antigos pony cars reeditam a luta pela cavalaria de antigamente. Na frente do páreo está o Shelby, no alto dos seus 557cv, seguido de longe pelo Camaro, com os seus 405cv, que também será ultrapassado em 2011 pelo Challenger, já com motor V8 Hemi 6.4 de 481cv.

O Dodge Challenger só chega no ano que vem, já na versão 2011, com motor V8 Hemi 6.4 de 481cv - O Dodge Challenger só chega no ano que vem, já na versão 2011, com motor V8 Hemi 6.4 de 481cv


O jornalista viajou a convite da Anfavea
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