Salão de São Paulo - Minimalismo compacto

A Ford apresentou no evento paulistano o conceito Start, que servirá de base para a nova geração de compactos, que começa a ser produzida no Brasil a partir de 2012

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postado em 03/11/2010 17:56 Julio Cabral /Estado de Minas
Fotos: Julio Cabral/EM/D.A PRESS
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De São Paulo - Entre os conceitos exibidos no Salão
de São Paulo, alguns estavam tão datados que já deram origem a modelos
de produção lá fora. Mas foram exibidos alguns exemplares que ainda vão
estar nas ruas, como é o caso do Ford Start, cujo nome, que significa
início em inglês, não poderia ser mais apropriado. O modelo, que dará
origem a um novo compacto mundial, foi apresentado originalmente no
Salão de Pequim (China Auto Show), em maio deste ano. A Ford apregoa o
novo mote de um mesmo carro para todo o mundo: one world, one car, one
name.

É o que foi feito com o New Fiesta e também será com a
terceira geração do Focus, que começa a ser vendida em 2011 nos mercados
“maduros”, mas que estará aqui em 2012. E também com o novo compacto
mundial da marca, que poderá ser inspirado no Start, dando origem a um
novo Ka diferente do europeu atual, que é construído na Polônia em uma
joint venture com a Fiat e que deu origem também ao 500. O primeiro
membro brasileiro desta nova geração de compactos será o novo EcoSport,
que começa a ser produzido em Camaçari (BA), com vendas previstas para
2012.

IDEIAS BÁSICAS Os projetistas do modelo
revelaram que havia dois clássicos no estúdio a inspirá-los, como musas
do ideal de um desenho simples, porém atraente: um Porsche 356
Speedster, da década de 1950, e um Alfa Romeo Zagato, dos anos 1980. Do
carro de Stuttgart, o Start traz um vinco que delineia as bordas do
carro e desce em direção à traseira, replicando em parte o estilo do
roadster. O teto aparentemente flutuante poderia ter sido retirado do
arrojado cupê Zagato. As colunas laterais, vazadas para melhor
visualização, são ideia herdada do conceito Volvo SCC, de 2001, época em
que o fabricante escandinavo pertencia à Ford. Os faróis e lanternas em
LEDs formam filetes embutidos nas linhas arredondadas, sem muitos
adornos.

O interior também é clean. O painel tem console central
elevado, o que deixa a alavanca de marcha bem à mão. Um arranjo que
privilegia a esportividade, também realçada pelos instrumentos em copos
individuais e pelos bancos envolventes do tipo concha. O banco traseiro,
por sua vez, cede aos caprichos do desenho moderninho e abdica dos
encostos de cabeça, algo que não é censurável em um dream car. O
espírito despojado dita alguns detalhes, como os frisos vermelhos que
recortam e contornam os bancos e chegam a atravessar o teto.

ECOBOOST
Atrás da grade do Start há uma nova geração de motores de três
cilindros, que será produzida em Taubaté, São Paulo. Com apenas 1 litro
de deslocamento, o motor EcoBoost investe em tecnologias como injeção
direta e turbocompressor para ter rendimento semelhante a um 1.6
aspirado. Mas tem emissões inferiores a 100g de dióxido de carbono por
quilômetro. Uma sensibilidade ecológica que se reflete na construção. A
estrutura do Start é construída em aço e alumínio, enquanto a carroceria
é formada por material composto reciclável, tal como os painéis
internos, feitos de sisal. O emprego desses materiais também é positivo
pela economia de peso: são 140kg a menos que um modelo convencional do
mesmo porte, o que influencia no desempenho e consumo.

Rodas de alumínio aro 17 polegadas, com pneus 205/45, ficam nas extremidades da carroceria, como no primeiro Ka de 1996 - Rodas de alumínio aro 17 polegadas, com pneus 205/45, ficam nas extremidades da carroceria, como no primeiro Ka de 1996


O jornalista viajou a convite da Anfavea.

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