Segurança - Cuidado na hora da ré

Estudo do Cesvi analisa visibilidade traseira dos veículos nacionais. Sedãs têm pior desempenho

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postado em 29/08/2006 16:03 Rafael Bozzolla /Estado de Minas
Luis Porto/Divulgação Cesvi - 10/8/06
Muitos fatores devem ser levados em consideração na hora de comprar um carro. Entre os mais comuns estão consumo, preço de seguro e valor de revenda. Mas o item segurança vem assumindo um peso cada vez maior para os futuros proprietários. No Brasil, alguns equipamentos são pouco difundidos devido ao custo elevado. Mas há um item que não se mede em dinheiro, mas que pode pesar na balança, sobretudo para quem tem crianças. É a visibilidade traseira.

O Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) fez estudo para verificar o campo de visão do motorista quando realiza manobras em marcha à ré. A experiência foi baseada em pesquisa semelhante na Austrália, cujo mercado tem grande porcentagem de utilitários-esportivos e picapes. O objetivo era ir além da norma estabelecida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece que o motorista deve ver o chão a uma distância de, pelo menos, sessenta metros do pára-choque traseiro.

Um obstáculo de 65cm de altura - que corresponde à estatura de uma criança de dois anos - por dez de largura foi colocado a diferentes distâncias do último ponto da traseira do veículo (pára-choque ou estepe fixado na tampa traseira). Na simulação, foi medida a distância a partir da qual um motorista de 1,8m consegue identificar o obstáculo. Também foi levado em conta o ângulo de visão permitido pelo retrovisor interno, para definir a área visível. A classificação final foi uma média da área total não visível, em m², pelo último ponto visível, medido em metros. A nota máxima foi de cinco pontos, representados por estrelas, em uma escala que progrediu de meio em meio ponto.
Uno permitiu visão de obstáculo a 2,5m do pára-choque - Marlos Ney Vidal/EM - 30/5/06 Uno permitiu visão de obstáculo a 2,5m do pára-choque

Resultado

Os carros de dois volumes (hatchs, peruas, monovolumes e SUVs) tiveram, na média, os melhores resultados, enquanto a categoria dos sedãs teve o pior resultado geral. O vencedor do teste foi o Uno Mille, que permitiu a visão do obstáculo a 2,5m do pára-choque. O carro da Fiat também foi o único que teve a pontuação máxima. Na seqüência, aparecem o Clio hatch cinco portas, Palio cinco portas, Peugeot 206 cinco portas e Renault Scénic.

Os quatro últimos classificados foram Chevrolet Vectra e Montana, Volkswagen CrossosFox e Ford Fusion, todos com apenas meio ponto. De acordo com Emerson Feliciano, coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento do Cesvi, os sedãs médios tiveram resultados ruins porque, além de terem a traseira alta, são equipados com brake light na base do vidro traseiro, o que afasta em até três metros o último ponto não-visível. Outro problema destes modelos foi o vidro com inclinação acima de 30º.

O CrossFox, apesar de fazer parte de uma categoria com boa média, foi prejudicado pelo estepe do lado de fora. Os outros utilitários também têm pneu na porta, mas, como isso faz parte do projeto, o pára-choque é mais baixo. No CrossFox, o pneu tira mais ou menos 35% da área visível, explica Emerson.

Já no caso da Montana o que prejudicou a visão foi a altura da área de carga e a pequena área do vidro traseiro. A caçamba tem a mesma altura da S10, mas o motorista fica sentado muito mais baixo, conclui o coordenador. Uma equação com resultado previsível.
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