Que venham as pedras do caminho

Tem gente que não se preocupa com o protetor de cárter, importante componente para evitar que parte de baixo de motor seja atingida por objetos, causando danos

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postado em 03/09/2006 10:45 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Modelos como o Fiat Doblò Adventure já saem de fábrica com o protetor. - Marlos Ney Vidal/EM - 18/7/06 Modelos como o Fiat Doblò Adventure já saem de fábrica com o protetor.
Tudo corria muito bem na viagem de férias do vendedor Alberto Fontes Silva com a família, até que seu carro precisou enfrentar um trecho de estrada para chegar a uma fazenda. Como o Palio 1.0 (ano 2005) estava com muito peso e mais próximo do chão, a tampa do cárter acabou sendo atingida por uma pedra, fazendo com que o óleo vazasse, impedindo a continuaçao da viagem. Resultado: uma espera de quase quatro horas para que o carro pudesse ser rebocado para a cidade mais próxima e de mais duas para que a peça fosse encontrada e os reparos feitos (incluindo a reposição de óleo), além de um prejuízo de mais de R$ 300 (sem incluir o preço do reboque, que foi pago pelo seguro).

O caso de Alberto ilustra bem como geralmente as pessoas não se lembram de instalar um peito de aço (nome comum do protetor de cárter) no momento da compra do veículo. Geralmente, o componente já é item de série em modelos mais sofisticados (como é o caso do Chevrolet Vectra), com apelo esportivo (como a linha Adventure da Fiat) ou aqueles que já saem de fábrica com disposição (tração 4x4, pneus para terra, suspensão mais elevada, bons ângulos de ataque e saída etc.) para encarar trilhas e trechos mais difíceis, como jipes, utilitários-esportivos e picapes.
Peito de aço evita danos no cárter. - Umberto Cerri/Fiat/Divulgação - 31/8/06 Peito de aço evita danos no cárter.

Nos casos dos veículos que não oferecem esse item de fábrica, o proprietário geralmente tem que procurar o setor de acessórios das concessionárias, para encontrar o equipamento original. O peito de aço também é vendido no mercado paralelo, em lojas de acessórios, e chega a custar até menos da metade do preço (veja tabela) da concessionária. Mas é preciso muito cuidado, pois o protetor de cárter tem um projeto específico para cada modelo e alguns inescrupulosos vendedores tentar empurrar uma peça de outro carro com o seguinte argumento: "fazemos uma adaptação e fica exatamente como o original".

Fixação O comprador não deve acreditar no vendedor, pois o peito de aço deve estar fixado em pontos reforçados, que foram preparados para resistir a eventuais impactos. Já imaginou o que pode ocorrer se alguns parauma chapa reforçada em aço, ficar batendo de um lado para outro. O componente pode atingir o próprio cárter, que deveria proteger, ou outras partes debaixo do veículo, ou até mesmo outros carros, caso se solte completamente.

Mas o problema de uma peça não original não é apenas esse. Segundo o engenheiro mecânico Carlos Henrique Ferreira, da Fiat, o projeto original prevê uma abertura para a passagem de ar, destinada à refrigeração do motor. "Uma peça que não tenha essa abertura ou que tenha uma que seja insuficiente, pode causar problemas de superaquecimento, causar sérios danos ao motor", alerta. Carlos Ferreira acrescenta que o peito de aço tem que manter uma distância (em torno de 15mm) do cárter, para evitar que ele possa ser atingido em caso de deformação, gerada por um impacto.
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