Sonda lambda - Bom para o pulmão e o bolso

Componente também chamado de sensor de oxigênio, fica escondido e quase esquecido mas, se não funcionar corretamente, o carro vai consumir e poluir mais

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postado em 22/09/2006 22:59 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Paulo Miranda/EM
Se o motorista quiser ver a sonda lambda, vai ter que colocar o carro em um elevador ou fazer um pouco de esforço, pois o componente está localizado no escapamento, logo após o coletor de escape (uma peça única, que fica junto ao motor e com um tubo para cada cilindro, por onde saem os gases queimados) e antes do catalisador. Talvez por isso, muitos não percebam sua importância, seu papel fundamental de informar à central do sistema de injeção o que está sendo expelido pelo cano de descarga.

A sonda lambda é, na verdade, um sensor, que foi criado para fornecer à central eletrônica, que controla o sistema de alimentação e de ignição, a informação relativa à quantidade de oxigênio presente no gás liberado pelo escapamento. Trata-se de um componente fundamental para os carros flex, que consomem álcool, gasolina ou a mistura dos dois em qualquer proporção, pois é por meio dele que o sistema detecta qual combustível há no tanque e informa à central do sistema de injeção.

Variação

Seu funcionamento baseia-se na variação da resistência elétrica do sensor, diante da presença de mais ou menos oxigênio. Essa variação da resistência elétrica é lida e compreendida pela central eletrônica, que providencia as correções da mistura a cada centésimo de segundo. Dessa forma, o sistema eletrônico pode manter a composição da mistura ar/combustível mais próxima do ideal: 14 partes de ar para uma de gasolina.

De acordo com o engenheiro mecânico da Fiat, Carlos Henrique Ferreira, se a sonda lambda apresentar algum problema, o sistema de injeção vai se basear em leituras erradas dos gases, fazendo com que o carro gaste mais combustível e polua mais. A Bosch (fabricante desse componente) afirma que, dependendo do defeito, o consumo pode aumentar em mais de 15%. Outro problema é que, caso a mistura ar/combustível esteja muito rica constantemente (como se o motor estivesse sempre afogado), o catalisador sofrerá as conseqüências, pois o excesso de gasolina acaba danificando a peça, resultando em um bom desfalque na conta bancária.

Mas, na maioria das vezes, quando ocorre um problema, a central eletrônica percebe a falha da sonda lambda e, automaticamente, entra no modo volta para casa (para preservar os componentes), no qual o carro funciona sem o desempenho ideal e informa ao motorista sobre a anomalia por meio de uma luz no painel, que tem o desenho de uma válvula injetora ou bico injetor. Nesse caso, deve-se levar o carro rapidamente a uma oficina (de concessionária ou independente), onde o mecânico vai instalar aquele aparelhinho de checagem eletrônica (analisador eletrônico da central) para descobrir se o defeito é realmente na sonda.

Cuidados

O funcionamento da sonda lambda deve ser checado a cada 30 mil quilômetros, pois a oxidação e a carbonização gera crostas e entupimentos na entrada de oxigênio do componente, que acaba enviando sinais errados à central da injeção eletrônica. Carlos Henrique afirma que a previsão é de que a sonda tenha a mesma durabilidade do veículo. Mas, esse prazo pode ser reduzido em função de vários fatores, como combustível adulterado, queima de óleo lubrificante no motor, batidas em lombadas etc. Porém, antes de gastar dinheiro trocando a sonda lambda, é melhor descobrir se o problema é realmente com ela. E isso só é possível por meio do analisador eletrônico da central, que verifica se tudo está dentro dos parâmetros estipulados pelo fabricante.

Como se trata de um componente selado, a sonda não deixa muita opção de reparo ou manutenção. Mas você pode pedir ao mecânico para tomar alguns cuidados, como retirá-la para limpar os orifícios de entrada de oxigênio, caso estejam obstruídos; e checar o contato eletrônico, chicote e a fixação da sonda no escapamento. A troca é simples: basta desligar a fiação, soltá-la com chave apropriada e colocar a peça nova, ligando a nova fiação. A substituição (é claro!) deve ser feita com motor e escape frios.

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