Burocracia - A culpa agora é do sistema

Novela da numeração dos motores de reposição ganha capítulo extra com demora na criação do programa que contemple critérios da resolução publicada em agosto

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postado em 01/11/2006 00:05
Problema de Geraldo persiste depois da mudança da lei devido à letargia do Detran - Marcelo Santanna/EM - 31/8/05 Problema de Geraldo persiste depois da mudança da lei devido à letargia do Detran
A máxima de que o remake é sempre pior que o original vale para a novela da numeração de motores de reposição. Depois de quase dois anos de duração, a lengalenga teve seu fim anunciado com a publicação da Resolução 199 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) em agosto deste ano. Porém, mais de dois meses se passaram e os prejudicados continuam com o problema pendente. O chefe da vistoria da delegacia do Detran de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, Flávio Silva, explica que, para cumprir a resolução, aguarda a disponibilização na tela. Isso significa que depende da Prodemge empresa que desenvolve os sistemas de informática para o estado atualizar o sistema com os critérios da Resolução 199.

O cerne da trama era que o número do motor deveria ser idêntico ao que saía da linha de montagem. Só que, quando era necessário repor o componente, Volkswagen e General Motors enviavam os motores sem número para as concessionárias, que faziam a marcação. Mesmo com as notas fiscais, os motores marcados pelas revendas eram barrados no momento da transferência, o que criava um impasse para o consumidor.

O imbróglio impedia que motoristas, que agiram corretamente, compraram o motor com procedência garantida e que possuem todas as notas fiscais do processo, consigam transferir o carro. O transportador escolar Geraldo Cássio da Silva é um dos atacados pela burocracia e inércia, as grandes vilãs do enredo. Vítima da demora, ele aguarda que o comprador de sua VW Kombi consiga legalizar o veículo e conclua o pagamento. É chato porque, desse jeito, parece que eu estou errado. Mas fiz tudo certo. A única forma de resolver isso era comprando um novo motor para a Kombi, que não custa menos de R$ 7 mil, lamenta.

Desprezo

O constrangimento de Geraldo não sensibiliza os órgãos responsáveis. A Prodemge informou, via assessoria de imprensa, que não há uma previsão de quando o sistema ficará pronto. Disse apenas que, em setembro, houve uma reunião com o Detran e que precisam ser feitas outras para definir detalhes necessários.

Já o delegado Geraldo Maria Brandão, responsável pelo Registro Nacional de Veículos (Renavan) do Detran-MG, não atendeu a reportagem do Veículos. Os três números de telefone informados pela assessoria de comunicação da Polícia Civil não foram atendidos em nenhuma das inúmeras tentativas. Enquanto a novela se arrasta, e prejudica as pessoas que agem corretamente, o chefe da vistoria do Detran de Contagem, Flávio Silva, explica o modo operante: Os veículos vêm aqui e fazem a vistoria e, quando vemos que o motor foi marcado fora do padrão, pedimos para voltar depois de 15 dias. Quem sabe a resolução já estará disponibilizada na tela.
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