Pára-brisa - Solução simples e econômica

Em carros sem ar-condicionado, vidros dianteiros com microfilamentos invisíveis produzem mesmo efeito que os desembaçadores traseiros, mas sem afetar o consumo

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postado em 27/12/2006 00:16 Rafael Bozzolla /Estado de Minas
Metade do pára-brisa equipada com sistema de aquecimento elétrico fica livre de embaçamento - Fotos: Saint-Gobain/Divulgação Metade do pára-brisa equipada com sistema de aquecimento elétrico fica livre de embaçamento
Quem tem carro, certamente já passou por uma situação de redução da visibilidade em dias de chuva, com vidros fechados e pára-brisa embaçado, obrigando a usar o paninho, ligar a ventilação com ar quente etc. Mas a solução nem sempre é satisfatória. Uma maneira eficiente de desembaçar os vidros é ligar o ar-condicionado, mas, além de aumentar o consumo, o equipamento ainda é artigo de luxo e boa parte dos carros nacionais ainda não é equipada com esse sistema.

Uma solução relativamente simples foi apresentada recentemente, mas só deve chegar ao mercado em 2008. É o chamado pára-brisa térmico, desenvolvido pela empresa de autopeças francesa Saint-Gobain Sekurit. O princípio é o mesmo do desembaçador do vidro traseiro: uma resistência elétrica aquece o vidro, impedindo a formação da condensação na superfície.

Apesar da utilidade do equipamento em tempestades tropicais, sua origem está nos climas frios do hemisfério norte. Roberto Holzeim, diretor geral da Saint-Gobain no Brasil, explica que o princípio de aquecimento elétrico do pára-brisa é usado para derreter o gelo, evitando assim ter que raspar o vidro com uma espátula.
Produto aplicado no vidro permite que água escorra melhor - Produto aplicado no vidro permite que água escorra melhor

Tropicalizado

A idéia de tropicalizar o sistema veio da constatação de que seria possível oferecer um equipamento bem mais barato do que o ar-condicionado, sem afetar o consumo. Do mesmo jeito que na versão feita para derreter o gelo são instalados filamentos invisíveis de tungstênio entre as duas camadas de vidro, esclarece Roberto. O equipamento desenvolvido no Brasil tem potência menor e exige um mínimo de alterações nos carros já em produção, como, por exemplo, no chicote.

Como o pára-brisa térmico não será vendido no mercado de reposição, sua chegada ao mercado depende da adoção pelos fabricantes. O diretor da Saint-Gobain afirma que a empresa já assinou um contrato com uma montadora e outra já está desenvolvendo um estudo de viabilidade, mas não tem idéia de quanto elas vão cobrar pelo sistema. A forma de funcionamento pode variar de acordo com cada veículo. O aquecimento pode ser acionado por um botão específico, junto com o limpador de pára-brisa, ou no mesmo comando que liga o desembaçador traseiro.

Reposição

Para o mercado de acessórios, há outro produto para melhorar a visibilidade em dias de chuva: o Aquacontrol, que pode ser aplicado por instaladores ou pelo próprio usuário. Desenvolvido a partir de tecnologia aeronáutica, o produto diminui o arrasto aerodinâmico no pára-brisa, fazendo com que a água deslize com mais facilidade pelo vidro. A eficiência é maior a partir de velocidades acima de 60km/h e, de acordo com o fabricante, o produto tem uma vida útil de até 20 mil quilômetros.
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