Lei do menor esforço

Cresce no Brasil o número de veículos com esse tipo de transmissão, que aumenta o conforto e a segurança, principalmente no tumultuado trânsito das grandes cidades

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postado em 31/12/2006 10:35 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Marlos Ney Vidal/EM - 24/8/05
Atualmente, câmbios automáticos custam bem menos do que há duas décadas, estão bem mais sofisticados e evoluídos e não são mais oferecidos apenas em carros de luxo ou do segmento superior. A maioria dos modelos médios, e uma boa parte dos compactos, tem a opção da transmissão automática. Como cresceu o número de proprietários de veículos com esse equipamento, também aumentou o número de pessoas interessadas em saber a melhor maneira de usá-lo.

MANUAL
As transmissões mais sofisticadas têm a opção de troca manual das marchas, o que pode ser feito pelo deslocamento da alavanca de marchas para um determinado ponto em que será movida para cima ou para baixo, para engatar marchas altas ou reduzidas. Agora, as que estão num nível ainda mais acima oferecem teclas ou pequenas alavancas (com símbolos de + para subir de marcha e de - para descer) próximas ao volante, facilitando o trabalho do motorista.

AUTO-ADAPTATIVOS
O gerenciamento eletrônico permitiu grande avanço no desenvolvimento dos câmbios automáticos e, atualmente, a maioria das transmissões tem sistemas que se adaptam à maneira de dirigir do motorista; e funciona em conjunto com sistemas de controle automático de velocidade (os chamados popularmente de piloto automático).

MUDANÇA INIBIDA
Os câmbios automáticos trazem alguns números na escala de posicionamento da alavanca do câmbio, que variam de 1 até 4 opções. Ao colocar a alavanca na posição 2, por exemplo, o motorista estará limitando as trocas em primeira e segunda marchas. Embora seja um recurso pouco usado pela maioria dos motoristas, ele é bastante útil em descidas mais fortes, pois se o motorista deixa a alavanca em D nessa situação, a transmissão entende que o veículo está rolando e vai engatar uma marcha mais alta, terceira ou quarta. Isto inibe a atuação do freio motor, sobrecarregando os freios.

TROCA ESPORTIVA
A maioria dos câmbios oferece a opção de troca esportiva, geralmente acionada por comando próximo à alavanca de marchas, que traz a inscrição S ou Sport (alguns câmbios utilizam o S para indicar o modo standard, padrão em inglês). Neste modo, a transmissão efetua as trocar em rotações mais elevadas, priorizando o desempenho esportivo.

PÉ NO FUNDO
O recurso denominado kick-down que está presente em todos os câmbios automáticos, é acionado pelo pedal do acelerador, quando o motorista o leva até o fundo (ele chega a sentir um pequeno degrau bem no final do curso) e o segura por alguns segundos. O recurso é muito útil quando o condutor necessita de potência imediata, como em ultrapassagem, por exemplo. Ao acionar o pedal desta forma, com a quarta marcha engatada, por exemplo, o sistema reduz para segunda, em vez de engatar a terceira. Isto é feito por meio de um interruptor, que fica no cabo de acelerador e envia um sinal para o comando eletrônico (ou somente mecânico e hidráulico) da transmissão.

BAIXA ADERÊNCIA
Geralmente, as transmissões automáticas um pouco mais sofisticadas têm modo de troca específico para ser usado em pisos de baixa aderência, como lama, calçamento, asfalto molhado, neve, etc. Como se trata de um recurso que foi desenvolvido mais para o uso em países de clima mais frio, a tecla (que normalmente fica ao lado da alavanca) traz como símbolo um floco de neve ou a letra W, de winter (inverno, em inglês). Neste caso, o conjunto entra no modo antipatinação e, em vez de arrancar em primeira ou segunda marcha, vai sair em terceira. Ou seja, com um pouco menos de força nas rodas para evitar que os pneus fiquem patinando.

LUBRIFICANTE
Usado em condições normais, o óleo da transmissão automática não precisa ser trocado. Mas, se o carro for usado em condições mais severas, como no caso dos taxistas, recomenda-se a troca aos 45 mil quilômetros. De qualquer forma, é importante conferir o nível do óleo a cada 15 mil quilômetros, pois o fluido é responsável pela lubrificação e pressurização dos chamados pacotes de embreagem (multidiscos), que ficam dentro da caixa. Se o óleo estiver abaixo do nível, a bomba hidráulica não vai conseguir pressurizar os pacotes, que vão se queimar. Com isso, o carro vai patinar. O motor sobe de giro, mas o veículo não sai do lugar. O conserto fica bem caro, pois é necessária a abertura da caixa de marchas. O nível elevado do óleo também é ruim para a transmissão. Nesse caso, o óleo começa a bater dentro da caixa, gerando espuma, que não seria bombeada (pressurizada) pela bomba. Assim como acontece com o nível baixo, os pacotes de embreagem ficariam sem pressurização e seriam danificados. Portanto, é preciso procurar uma oficina com mão-de-obra especializada, seja de concessionária ou não.

P DE PARADO
Ao parar um veículo com transmissão automática, o correto é primeiro acionar o freio de estacionamento e, em seguida, posicionar a alavanca no P. Nesta posição, o câmbio estará travado, não permitindo giro nas rodas. Essa posição libera a partida do motor, pois os câmbios automáticos mais modernos têm sistema que bloqueia a partida se a alavanca de marcha não estiver posicionada em P ou N. Este recurso foi criado para evitar que o veículo se movimente logo que o motorista vire a chave no contato e atinja algum veículo ou obstáculo. Essas transmissões ainda exigem que o motorista pise no pedal de freio para retirar a alavanca da posição P.

R DE RÉ
Nesta posição, ocorre um aumento da pressão interna do fluído da transmissão, garantindo força total para o motor.

N DE NEUTRO OU DE PERIGO!
A posição permite, por exemplo, que o carro possa ser movimentado, na garagem, com o motor ligado ou desligado, pois os componentes internos da transmissão estão desaplicados. Também deve ser usada nas paradas mais longas, como semáforos demorados e congestionamentos. Mas não se deve manter o câmbio em N com o motor ligado e o carro parado em uma garagem, pois alguém, principalmente uma criança, pode acidentalmente engrenar uma marcha. Outra situação de risco é colocar a alavanca nessa posição em uma descida, pensando em economizar combustível. Nesse caso, a transmissão pode ser seriamente danificada, já que o sistema não terá uma lubrificação eficiente. Isso ocorre porque há um desequilíbrio entre a rotação das rodas (que vão estar em velocidades mais elevadas) e a da saída da transmissão, que estará girando na rotação de marcha lenta. Com isso, a bomba não tem fluxo suficiente para lubrificar todo o conjunto.

D DE DIRIGIR
Nos câmbios automáticos mais simples, ao colocar a alavanca na posição D o motorista estará optando pelo modo padrão de troca, ou seja, o modo econômico, que busca otimizar o consumo de combustível. Mas, o conceito de que basta colocar a alavanca em D para enfrentar qualquer situação no trânsito é equivocado, pois as outras posições existem exatamente para proporcionar melhor desempenho e economia em determinadas circunstâncias, aumentando a segurança e o conforto. Por exemplo, não se deve usar essa posição em subidas/descidas acentuadas. Na descida, o veículo ficará todo o tempo retido pelo sistema de freios, acentuando o desgaste do mesmo e reduzindo a segurança.
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