Viagem noturna - Quem voa no escuro é coruja

Tem motorista que prefere viajar à noite, quando o tráfego não é tão intenso e a temperatura menos alta. Mas, para não embarcar em vôo cego, é preciso alguns cuidados

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postado em 06/01/2007 10:00 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Arte de Paulinho Miranda/EM
Em época de férias, a viagem noturna acaba sendo uma opção forçada. E, se nessa condição, a visibilidade já não é boa (especialistas afirmam que a visão noturna é de cerca de 1/6 da diurna), fica ainda pior com as freqüentes chuvas nesse período do ano. Portanto, saiba como se preparar para encarar essa verdadeira aventura.

Lâmpadas

A primeira providência antes de viajar à noite é conferir todas as luzes externas do veículo, incluindo faróis (lanterna, alto e baixo), setas, freio, posicionamento e ré. A troca é até simples, mas, para evitar problemas (como encostar o dedo no vidro de uma lâmpada de quartzo-halógeno, o que cria um ponto quente, devido à oleosidade, e que vai reduzir a sua durabilidade), peça a um eletricista de confiança para fazê-lo.

Faróis

Regular os faróis é, antes de tudo, uma questão de sobrevivência, pois, além do motorista não enxergar o caminho à sua frente, a falta de regulagem vai provocar a perigosa (e muitas vezes fatal) guerra dos faróis altos, que, por deixar os condutores momentaneamente cegos, pode levar a uma batida de frente ou a uma saída de pista. Assim, leve o carro a uma oficina com equipamento apropriado para a regulagem. Para os veículos que têm regulagem interna de altura dos fachos dos faróis, basta virar para a posição mais baixa, quando estiver carregado, pois isso vai evitar o ofuscamento da visão dos motoristas que trafegam em sentido contrário. E não esqueça de voltar a regulagem para a posição normal, quando encerrar a viagem.

Neblina

Tem muito motorista que, quando surge neblina à noite, usa o farol alto. Isso não traz nenhum benefício, pois, nessa situação, o condutor precisa de iluminação numa área mais próxima do carro, principalmente para os lados, para melhorar a visibilidade. O certo é usar o farol baixo, conjugado com as luzes de neblina.

Lanterna

Um objeto essencial em uma viagem noturna é a lanterna, e (claro!) com pilhas novas. Imagine como ela será útil em uma troca de pneus durante a noite, naquele breu da estrada? Se o motorista quiser ser ainda mais precavido, existem lanternas maiores no mercado que incluem, além da função normal, a de pisca-alerta, o que pode ser muito útil, em caso de pane elétrica no carro (nesse caso, nem o pisca-alerta funcionará).

Fusível

Além da lanterna, é bom levar fusíveis de reserva no porta-luvas, de diversas amperagens (4A, 10A, 25A, 30A etc.), para casos de panes elétricas. Normalmente, esses componentes ficam no interior do carro, no lado esquerdo do volante, na parte de baixo do painel. Para identificá-los, o motorista deve consultar o manual do proprietário do veículo, que traz o diagrama da caixa de fusíveis, identificando por número a sua função (buzina, farol, motor do ventilador, limpador, bomba de combustível etc.) e amperagem (geralmente as cores indicam a amperagem).

Palhetas

Se elas são fundamentais para garantir boa visibilidade na chuva durante o dia, imagine à noite? Por isso, é essencial trocar anualmente as palhetas do limpador do pára-brisa e do vidro traseiro. O motorista vai evitar, por exemplo, o embaçamento (parecendo gordura no vidro), quando a palheta passa de um lado para o outro.

Remédios Quem toma remédio controlado deve perguntar ao médico sobre os efeitos dele em uma longa viagem à noite. Alguns medicamentos são incompatíveis com a direção de um veículo, provocando sonolência, embaçamento da visão, estímulo em excesso ou redução dos reflexos do motorista, podendo levá-lo a cometer um erro fatal. E à noite esses efeitos podem ser potencializados.

Rebite

Em hipótese alguma o motorista deve tomar os chamados rebites - que são estimulantes à base de anfetamina - para ficar por mais tempo acordados. Esses medicamentos são perigosos, porque a pessoa pode ficar sedada ou estimulada demais. No primeiro caso, o motorista fica lento e demora para reagir a qualquer fato e para executar qualquer operação (desviar, frear etc.). No segundo, fica mais negligente, impulsivo, joga o carro em cima dos outros, expõe-se mais ao perigo. Os rebites têm uma fase de efeito aquela na qual se dá a concentração máxima da substância ativa no sangue , que deixa o motorista realmente ligado. Durante esse período, a pessoa gasta muita energia, mas, depois, fica exausta e pode simplesmente apagar de uma hora para outra, ou seja, em uma reta a mais de 100km/h, em uma curva fechada ou em uma ultrapassagem, provocando um acidente de conseqüências imprevisíveis.

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