Free Choice - Nem automático nem manual: câmbio robotizado

Caixa automática é mais pesada e cara, aumenta o consumo e prejudica desempenho. Mas já existe um interessante meio-termo: a caixa manual automatizada, que chega este ano

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postado em 10/01/2007 10:00 Boris Feldman /Estado de Minas
Arte/EM
Várias marcas européias já adotam a nova solução. No Brasil, quem está desenvolvendo a caixa de câmbio automatizada é a Magneti Marelli. A empresa não confirma (nem a Fiat), mas o primeiro automóvel a usá-la será o novíssimo Fiat Grande Punto, ainda este ano. Mas outras montadoras nacionais estão também interessadas em aplicá-la em seus veículos.

Como funciona

O motorista não tem nem embreagem nem alavanca de mudança. Mas a caixa de marchas é rigorosamente idêntica às que equipam os carros com câmbio manual. O que muda é que a caixa tem acoplado um conjunto elétrohidráulico (fixado em sua carcaça) encarregado de acionar a embreagem e mudar as marchas. Para o motorista, é exatamente como se fosse uma caixa automática. Sensores instalados no motor e nas rodas percebem que a embreagem deve ser acionada e a marcha trocada, enviando essas informações para o sistema que se encarrega da operação.
Troca das marchas é feita eletronicamente, na rotação precisa - Fabíola Sanchez/Magneti Marelli/Divulgação (inferior) Troca das marchas é feita eletronicamente, na rotação precisa

O motorista tem a opção de deixar o sistema funcionar completamente automático ou sob seu comando, por paletas no volante ou com toques na alavanca, para cima ou para baixo. Por isso, a Magnetti Marelli batizou o sistema de Free Choice ou livre escolha. Um display no painel informa seu funcionamento e o sistema adotado. O motorista pode também escolher entre um estilo normal ou esportivo, que estica mais as marchas.

Sem conversor

As vantagens da caixa robotizada ou automatizada é que não existe o conversor de torque das automáticas, que aumenta o peso e o consumo de combustível. Além disso, a troca das marchas é feita eletronicamente, no momento e na rotação precisa, reduzindo o consumo. Seu custo é inferior ao de um câmbio automático convencional, sendo a manutenção (com exceção do sistema eletrônico) é idêntica à das caixas manuais.

No Brasil, dois modelos já usaram um sistema semelhante, que só dispensa o pedal da embreagem, mas exigie a mudança das marchas: o Mercedes Classe A e o Palio Citymatic. Na Europa, Ferrari, Mercedes, BMW, Aston Martin, Fiat e outras montadoras já adotaram a caixa robotizada. Ela é mais barata, leve e eficiente, levando analistas do setor a prever que, brevemente, vai praticamente fazer desaparecer o câmbio automático convencional.

A Magnetti Marelli apresentou o sistema Free Choice em São Paulo, em novembro, durante o congresso da Sociedade dos Engenheiros Automobilísticos (SAE), em dois modelos europeus, um Fiat Punto e um Lancia Ypsilon. Ela ainda não informa quanto a nova caixa custará a mais do que a convencional, alegando que a decisão será da montadora.
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