Monitoramento - Belo Horizonte tem sistema inovador

Mudanças de programação dos semáforos em tempo real, de acordo com a necessidade, com controle da área central e principais corredores, são destaques na capital mineira

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postado em 12/01/2007 23:43 Paula Carolina /Estado de Minas
Sistema fornece informações importantes para os controladores - Fotos: Cristina Horta/EM Sistema fornece informações importantes para os controladores
Totalmente implantado desde agosto, o sistema de monitoramento do trânsito de Belo Horizonte está ganhando destaque nacional. Com capacidade de promover mudanças nos tempos dos sinais em tempo real não só nos principais cruzamentos da área central, mas também nos importantes corredores da cidade, o sistema permite agilidade, na busca da fluidez do trânsito. Dos 731 principais cruzamentos da capital, 600 são monitorados pelo centro de controle da BHTrans, que pode intervir, de acordo com a necessidade. Vinte deles são também observados, graças à instalação de câmeras, que levam as imagens para dentro das salas de controle, nas quais se pode girá-las em até 360°, aproximando-as ou afastando-as, conforme o interesse. O sistema também emite mensagens educativas e de alerta sobre congestionamentos que aparecem nos painéis eletrônicos da cidade.

A supervisora de Controle Centralizado de Tráfego da BHTrans, Gabriela Pereira, afirma que, atualmente, Belo Horizonte é a única capital brasileira a ter o sistema completo: Em São Paulo, há um sistema parecido, mas houve um problema de manutenção e hoje não funciona da mesma forma. Em Fortaleza, o sistema também está avançado, mas o controle em tempo real é apenas da área central. Outras capitais, como Rio de Janeiro e Curitiba, acompanham continuamente o tráfego, mas os ajustes são feitos por uma pré-programação, que entra em ação, se houver demanda. Não é em tempo real.

Retenções
Câmeras, que podem girar 360º, levam imagens para salas de controle - Câmeras, que podem girar 360º, levam imagens para salas de controle

Oito operadores se revezam, em dois turnos (que vão das 6h30 às 23h), no controle dos cruzamentos. Ao verificarem retenções, procuram identificar o motivo, que pode ser uma parada em fila dupla ou até um acidente grave. Se há necessidade, entram em contato com a central de rádio, que se comunica com as equipes de campo. Em uma sala ao lado, outra equipe mantém contato, também por rádio, com setores como polícia, bombeiros e prefeitura, que são acionados, se necessário. Já quando a retenção decorre do excesso de veículos, os operadores verificam vias próximas, procurando verificar onde está mais livre para redirecionar os tempos dos semáforos. Há possibilidade de se gravar imagens ou fotografar, em casos extremos.

Às vésperas do Natal, houve uma situação típica na região Centro-Sul: no cruzamento das avenidas Nossa Senhora do Carmo e Contorno, a retenção era grande. Mas num cruzamento próximo, de Contorno e Cristóvão Colombo, o trânsito estava tranqüilo. Para fluir melhor na Nossa Senhora do Carmo, que teve o tempo do verde ampliado para melhor escoação, o procedimento foi também aumentar o tempo de verde na Contorno e reduzi-lo na Cristóvão Colombo. Antes do controle automatizado dos semáforos, era necessário ir até o local para se fazer a mudança manualmente.

Aviso

Os painéis de mensagem variável comunicam, em tempo real, condições como congestionamentos, obras, passeatas e demais obstruções, permitindo ao motorista mudar de trajeto, quando possível. Foram a primeira etapa do Controle de Inteligência de Tráfego (CIT), tendo sido inaugurados em dezembro de 2003. As câmeras entraram em funcionamento em outubro de 2005 e o sistema, com possibilidade de operação em tempo real, em agosto de 2006.
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