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postado em 03/03/2007 00:35
Paulo César (foto superior) aposta no cliente do interior. Já Alexander, da Aladin Retrovisores, reclama da concorrência desleal - Fotos: Emmanuel Pinheiro/EM Paulo César (foto superior) aposta no cliente do interior. Já Alexander, da Aladin Retrovisores, reclama da concorrência desleal
Sucatas, peças usadas e até bem desgastadas são comercializadas ao lado de novas, seminovas e idênticas às que estão nas vitrines das revendas autorizadas nas diversas lojas da Avenida Pedro II, na região Noroeste de Belo Horizonte. O conceito que melhor define a avenida é o de shopping a céu aberto. Um shopping sem mármore e glamour, mas com a vantagem de ser um centro de compras com todo tipo de produto automotivo.

O advogado Luiz Henrique Batista precisava de um jogo de calotas para o Chevrolet Corsa Classic. Foi à Pedro II no fim da tarde de quarta-feira e passou primeiro na Concessionária Chevrolet Orca e depois em diversas lojas. "Na concessionária, o jogo custava R$ 100. Aqui, eu estou comprando as quatro por R$ 20", conta Luiz. Ele diz que é preciso olhar bem e que dá preferência às peças de acabamento no mercado paralelo, mas que, no geral, a qualidade é boa. Tanto que acabou levando uma coifa para alavanca de câmbio.

Porém, o excesso de lojas não agrada aos vendedores. Para Alexander Nonato, da Aladin Retrovisores, a concorrência "é violenta demais". Ele explica que nem todas as lojas emitem nota fiscal dos produtos e, que, em muitos casos, é preciso desconfiar da procedência, pois alguns vendedores alimentam o comércio de produtos roubados. "Antigamente, éramos seis funcionários e hoje são apenas dois", afirma.
Luiz Henrique levou jogo de calotas e coífa para o Chevrolet Corsa - Luiz Henrique levou jogo de calotas e coífa para o Chevrolet Corsa

Nordeste

Na Avenida Cristiano Machado, há 45 lojas de veículos usados e seis concessionárias de veículos novos. Para Paulo César de Oliveira, gerente da revenda Linha Verde, a concorrência é sadia e ajuda, inclusive, a buscar os clientes do interior. "É comum os revendedores de um mesmo quarteirão se unirem para fazer promoção", ressalta.

A maioria dos carros comercializados nas revendas, segundo Paulo César, está na faixa de preço entre R$ 10 mil e R$ 25 mil e 90% são vendidos com financiamentos. O gerente executivo do Sincodiv, Carlos Barreto, explica que a variedade da Avenida Cristiano Machado é grande. Porém, nela só não há concessionárias e revendas de veículos importados e de luxo.
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