Revisão - Pão-duro não pára na ladeira

Fazer economia com a manutenção de itens de segurança do carro pode resultar em grandes prejuízos ou até provocar acidentes. Os freios merecem atenção especial

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postado em 11/03/2007 18:59 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Pastilhas devem ser verificadas e trocadas com espessura igual ou menor do que 2 mm - Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 23/11/05 Pastilhas devem ser verificadas e trocadas com espessura igual ou menor do que 2 mm
Ter um carro implica obrigatoriamente em gastos que vão desde o pagamento de impostos e seguro às despesas com manutenção. E não tem como ser diferente. Mas há sempre aquele cidadão que se acha mais esperto e tenta economizar de alguma forma, deixando de lado providências importantes, como a revisão do sistema de freios. Para Cláudio Vidigal, da Martha Veículos, o brasileiro tem o péssimo hábito de se esquecer da manutenção de alguns sistemas do carro. E quando o faz, muitas vezes tenta economizar usando componentes de qualidade duvidosa, que podem resultar em prejuízo bem maior. Ele faz um alerta para a importância da manutenção de todo o sistema de freio, incluindo disco, pastilha, tambor, lona, cilindro e fluido.

Pastilhas
Alguns veículos são dotados de pastilhas com dispositivo que indica o fim da durabilidade do material de atrito, mas a maioria usa o sistema mecânico. Elas emitem um chiado quando chegam no limite, alertando o motorista, mas é aconselhável verificá-las a cada 5 mil quilômetros. Devem ser substituídas sempre que atingirem a espessura de 2 mm. As pastilhas novas demoram um tempo para assentar completamente e, por isso, emitem um chiado. Portanto, evite frenagens fortes nos primeiros 300 quilômetros, procurando frear de forma mais progressiva.

Lonas
As lonas devem ser substituídas por outras de mesmo coeficiente de atrito, pois se ele for mais baixo, vai reduzir o poder de frenagem do veículo (o pedal fica duro), e se for mais alto, provocará frenagem muito forte, desequilíbrio da traseira do carro e desgaste excessivo dos tambores. Portanto, não compre uma lona apenas pelo preço mais baixo! Leve em consideração a qualidade do produto e se ele tem as especificações exigidas pelo fabricante do veículo. Cláudio lembra que as lonas ideais são as que têm pequenos furos, que facilitam a ventilação.

Fluido
Não é preciso abrir a tampa do reservatório do fluido de freio para verificar o nível. Ele é transparente exatamente para evitar isso, pois, ao abrir a tampa, o fluido, por ser higroscópico, absorve umidade do ar, formando bolhas que irão prejudicar a eficiência da frenagem. De acordo com Cláudio Vidigal, o fluido deve ser trocado a cada dois anos (independentemente da quilometragem rodada). A GM, por exemplo, recomenda a troca a cada ano ou 15 mil quilômetros. Cuidado ao comprar um fluido, pois há muito produto de baixa qualidade no mercado.

Discos
É preciso verificar se os discos estão empenados, se apresentam sulcos na superfície ou rebarbas nas bordas e se a espessura está dentro do limite permitido. Lembre-se: existe um limite para a retífica do disco. Se ultrapassar esse limite, pode ocorrer a quebra do componente numa frenagem mais forte. O discos devem ser retificados sempre na mesma medida ou substituídos aos pares. Trepidações no pedal de freio podem ser indicações de problemas no disco.

Alerta
Um ruído semelhante a um sopro constante quando se pisa no pedal de freio, com o motor alterando de rotação, pode ser sinal de que o servo-freio está com problemas (diafragma furado). Cláudio Vidigal faz um alerta de que tem sido muito comum o problema de vazamento no cilindro traseiro de diversos modelos, provavelmente por má qualidade da borracha de vedação.

Alavanca
O freio de estacionamento deve ser regulado sempre que a alavanca estiver muito alta. Mas a altura varia de acordo com o modelo do veículo, podendo ocorrer diferenças de dois ou três cliques.

Ponto morto
Ao colocar a marcha em ponto morto, principalmente em descidas longas, o motorista abre mão do freio-motor, que ajuda (e muito) na redução da velocidade do veículo, além de sobrecarregar o sistema de freios, podendo causar fadiga (perda da eficiência devido ao superaquecimento).

Agarrado
Às vezes ocorre de as lonas agarrarem nos tambores, prendendo as rodas traseiras. Isso normalmente ocorre devido a um choque térmico: o sistema fica aquecido, o freio de estacionamento é puxado e depois ocorre o resfriamento, fazendo as lonas colarem nos tambores. Para resolver o problema, basta engatar a primeira marcha e arrancar suavemente, para que elas se soltem. Uma arrancada forte nessa situação pode provocar danos no sistema.

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