Concorrência - Barato escondido

Uniroyal, Barum, Ceat e Kelly são marcas de pneus dos grandes fabricantes, que não recebem investimento em marketing, tornam-se úteis para conter o avanço chinês

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 28/04/2007 15:47
Pesquisa no mercado é essencial para encontrar melhor relação custo/benefício - Eduardo Rocha - 11/4/02 Pesquisa no mercado é essencial para encontrar melhor relação custo/benefício
Os principais fabricantes de pneus instalados no Brasil mantêm linhas alternativas e mais baratas que servem como opção para enfrentar a concorrência chinesa e dos remoldados. Nos últimos quatro anos, os fabricantes nacionais perderam 8% do mercado de 40 milhões de unidades por ano. Grande parte se deve ao ataque asiático, comandado pelos chineses, que chegam com produtos entre 30% a 40% mais baratos que os vendidos no país.

O contra-ataque das fabricantes brasileiros pode estar nas próprias fileiras das revendas. Apesar de não contar com a divulgação institucional, o que vale é a lábia do vendedor, para convencer o cliente de que um pneu com outro nome, mas sob o abrigo de uma marca conhecida pode ser mais vantajoso que encarar uma aventura chinesa ou um pneu usado, chamado de remoldado, que tem apenas revestimento novo, mas carcaça velha. A tática é a mesma adotada pela Bridgestone Firestone, que usa os pneus Bridgestone para os carros topo de linha e os Firestone para os demais veículos.

Michelin
A gerente de Marketing da Michelin, Priscila Araújo, explica que a marca comercializa três tipos de pneus: Michelin, BF Goodrich e Uniroyal. O primeiro é a topo de linha, o segundo tem um perfil voltado para o segmento de picapes com tração 4x4 e o último não é divulgado, e, por isso, tem diferentes faixas de preço. Outra diferença se dá na qualidade do material usado na fabricação do pneu, o que influi na durabilidade. Priscila exemplifica que se um pneu Michelin custa R$ 100, um BF Goodrich da mesma medida custará, R$ 85, e o Uniroyal, R$ 77.

Continental
A estratégia da Continental com a linha alternativa é usar uma tecnologia anterior, barateando o custo com tecnologia já paga. O gerente de Produtos e Serviços, Gilberto Viviani, explica que a tática é adotada desde que a empresa adquiriu a companhia checa Barum. "Conseguimos preço menor com uma tecnologia já testada e utilizada", afirma Gilberto. A diferença de preço, para pneus da mesma medida, é de cerca de 15%. Entretanto, ele ressalta que as características de segurança não são alteradas.

Pirelli
A Ceat é a segunda linha da Pirelli e a diferença de preços é de cerca de 15%. O gerente da loja Pneusola no Bairro Carmo, na Região Sul da cidade, Valdinei dos Santos, explica que a procura é maior no interior de Minas e em bairros afastados do Centro de BH. "Aqui eu não tenho no estoque. Só se o cliente pedir", explica. Um pneu Pirelli P4 165 70 aro 13 custa R$ 155,92, enquanto o Ceat da mesma medida sai por R$ 133,20.

Goodyear
Já o gerente de Produto da Goodyear, Leandro Silva, garante que não há diferença na composição dos pneus Goodyear, Kelly e Ômega, as três marcas do mesmo grupo. "Todos usam a mesma borracha e a mesma máquina", afirma Leandro. Porém, ele explica que a tecnologia aplicada nos pneus Kelly e Ômega é diferente: "São destinados para veículos de pequena e média potência, por isso, não precisam de tudo que um pneu que equiparia um carro 2.0 necessita". Entretanto, explica que a diferença de preço se deve aos investimentos em marketing, concentrados na linha Goodyear. Na loja da TC Pneus da Avenida Silva Lobo um pneu 165 70 aro 13 Goodyear custa R$ 152, um Kelly R$ 133 e um Ômega R$ 120.
Encontre seu veículo

Últimas notícias

ver todas
10 de janeiro de 2011
18 de dezembro de 2009

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação