Segurança - Investimento que vale a pena

Fórum Volvo busca sensibilizar transportadores, mostrando que redução de acidentes gera economia. Experiência nos EUA revela dificuldades semelhantes do setor

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postado em 07/07/2007 14:00 Paula Carolina /Estado de Minas
Das ocorrências em rodovias federais, 35% envolvem caminhões - Letícia Abras/EM - 8/1/04 Das ocorrências em rodovias federais, 35% envolvem caminhões
São Paulo (SP) - No ano em que completa 30 anos de Brasil e 20 anos do Programa Volvo de Segurança no Trânsito, a marca sueca escolheu o tema segurança nas estradas, com enfoque no transporte de cargas, para alertar especialistas e empresários do setor e discutir alternativas para a redução de acidentes, durante o Fórum de Segurança 2007, realizado na última quinta-feira, em São Paulo. Dados apresentados pela montadora indicam que 35% dos acidentes que ocorrem nas rodovias federais brasileiras envolvem caminhões, matando 8,5 mil pessoas (dados de 2005), dentro de um total de 35 mil mortos por ano. Na tentativa de reduzir a carnificina e sensibilizar o setor, relatos de empresários brasileiros e americanos buscaram mostrar que, além da preservação da vida, investir em acidentes implica economia para as empresas.

"O transporte rodoviário de cargas responde por 60% de tudo o que é transportado no país. Mas, no Brasil, o trânsito não é prioridade nem para o governo nem para a sociedade. Temos uma frota com idade média alta e perigosa. Mas queremos mostrar que investir em segurança é um bom negócio. E ser seguro não custa necessariamente mais caro", afirma o consultor do programa, Jota Pedro Corrêa.

Redução
Com treinamento de motoristas, reuniões de segurança, acompanhamento e avaliação do motorista, programas de premiação, assistência médica e psicológica, a transportadora Veronese conseguiu reduzir em 70% o número de acidentes, em 10 anos. Além de evitar altos custos, a empresa ganhou na imagem. "Os custos com acidentes estão cada vez mais caros e geram desgaste para a empresa que, sendo mais segura, tem mais oportunidades no mercado. As multinacionais exigem trabalho responsável. Sem programa de segurança, não tem negócio", afirma o gerente de Segurança, Saúde e Meio Ambiente, José Guilherme Carvalho.

A empresa limita a idade média da frota - hoje no Brasil em 16 anos - em 10 anos, investe em manutenção preventiva e adota, como padrão para aquisição de novos veículos, freios ABS, computador de bordo, rastreador, espelho de ponto cego e luz de neblina para cavalos; freio ABS, proteções laterais e brake-light para carretas. Também com adoção de programas de segurança, a transportadora Schio reduziu o índice de acidentes em 50% de 2003 para 2006. "Os números mostram que o investimento é válido. O caminho para que possamos atender o mercado da melhor maneira possível é a segurança", avalia o gerente de frota da empresa, Rui Gasparetto.

Tecnologias
A adoção de novas tecnologias para acompanhamento do motorista na direção é outra ação para reduzir acidentes, na visão da federação de transportadoras americana American Trucking Associations (ATA). Durante o fórum, o vice-presidente de Segurança Patrimonial e Pessoal e Operações, Dave Osiecki, e o presidente do Conselho de Administração, Ray Kuntz, citaram o uso de sistemas de aviso de saída de pista, de controle de estabilidade, controle ativo de proximidade, entre outros, como importante forma de prevenção de acidentes. Segundo a entidade, transportadoras dos EUA investem maciçamente em treinamentos, visando à segurança.

Nos EUA, além dos custos normais advindos de acidente, uma das principais preocupações são os processos, cujos valores podem falir uma transportadora. Embora seja o país com o segundo menor índice de mortes no trânsito do mundo, sete por mil quilômetros (no Brasil são 250), problemas de falha humana, como direção agressiva, são comuns e ocorrem, por ano, 42 mil acidentes com mortes no país. Desses, 30% envolvem caminhões. As frotas, contudo, têm idade média entre três e seis anos e passam por pelo menos quatro inspeções ao ano.

Mas um dos grandes problemas do transporte nos EUA é o mesmo do Brasil: a falta de mão-de-obra qualificada. Conforme os executivos, há três anos, levantamento revelou vagas em aberto para 20 mil motoristas, número projetado para 110 mil em 2014. O salário inicial é de US$ 40 mil a US$ 45 mil por ano.

(*) Jornalista viajou a convite da Volvo do Brasil
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