Rastreamento - Peculiaridades via satélite

Resolução do Contran, que obrigará a instalação de dispositivos antifurto em dois anos, levanta discussão sobre uso de equipamentos que ajudam na recuperação de carro

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postado em 23/08/2007 12:07 Paula Carolina /Estado de Minas
Na sala de monitoramento da Telecom Track, Alessandra de Oliveira observa a movimentação do veículo e recebe aviso, em caso de emergência - Fotos: Jair Amaral/EM - 16/1/07 Na sala de monitoramento da Telecom Track, Alessandra de Oliveira observa a movimentação do veículo e recebe aviso, em caso de emergência
Até 1º de novembro, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) deverá estabelecer as especificações do dispositivo antifurto com sistema de rastreamento, que deverá ser instalado em todos os veículos novos, a partir de 1º de agosto de 2009, conforme determinou a Resolução 245, publicada no dia 1º deste mês. O argumento é o combate às ações de furto e roubo, crescentes no Brasil. Mas a polêmica está no provável aumento no custo do veículo, que deverá sair de fábrica equipado com o rastreador via satélite, e de despesa extra para o motorista, que terá que escolher uma empresa para ativar o sistema e pagar mensalmente pelo monitoramento. Opiniões à parte, Veículos explica o funcionamento e mostra algumas opções do serviço já existente no mercado, independentemente da obrigatoriedade.

Funcionamento
De maneira simplificada, os rastreadores são equipamentos que captam por GPS (via satélite) as coordenadas de localização do veículo e transmitem os dados a uma central de monitoramento por GPRS (pela rede de telefonia celular), possibilitando seu acompanhamento. Os aparelhos precisam ser homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), também responsável pelo licenciamento das empresas prestadoras do serviço. Segundo a agência, atualmente há, pelo menos, 22 empresas licenciadas no país.

Diferente
É importante não confundir os rastreadores com os navegadores, que também funcionam via satélite, mas com outro objetivo: orientar o condutor, com mapas, sobre endereços e percursos determinados.

Instalação
Para ter o equipamento hoje, o caminho é procurar empresa prestadora do serviço de monitoramento, que fará a instalação – o motorista pode comprar o rastreador ou assinar contrato de comodato – e o acompanhamento, que exige pagamento mensal. A partir de 1º de agosto de 2009, a proposta é que os carros novos já sejam equipados com o rastreador, tendo o consumidor que ativar o sistema, contratando empresa para o monitoramento.

Sirene, botões de pânico, bateria de back up, antenas GPS e GPRS, hardware e microfone para escuta compõem o kit a ser colocado no automóvel - Sirene, botões de pânico, bateria de back up, antenas GPS e GPRS, hardware e microfone para escuta compõem o kit a ser colocado no automóvel
Uma questão a ser definida é que, atualmente, cada empresa representa um fabricante, como se fosse concessionária autorizada a vender veículos de determinada marca. Porém, quando o equipamento for instalado pela montadora, ela provavelmente fará parceria com o fabricante que melhor lhe convier, mas o consumidor não poderá ficar obrigado a ativar o sistema somente com representantes daquele fabricante, o que desvirtuaria o mercado. A vantagem apregoada na parceria e produção em série seria a queda no custo da instalação do equipamento.

Tipos
Atualmente o usuário pode escolher entre vários tipos de serviço. A Telecom Track, por exemplo, que vende produtos Maxtrack, dispõe desde uma opção simples, restrita ao monitoramento em situações de sinistro e bloqueio do carro, a até uma sofisticada lista de serviços que inclui cerca eletrônica (cria-se espécie de barreira próxima a determinada rota; se o veículo ultrapassar os pontos marcados, um sinal é enviado à central) e monitoramento de pontos de controle (sempre que o veículo passar em um certo local, é transmitido aviso). De acordo com a empresa, é possível adaptar o serviço às necessidades do cliente. As informações são captadas de minuto em minuto e podem ser acompanhadas pelo próprio motorista, pela internet.

Preços
Veja quanto e como cobram algumas prestadoras do serviço em Minas:

Crown Telecom: trabalha com equipamentos fabricados pela Web Tech e instala em comodato, sem custo. Pela ativação do serviço, é cobrada anuidade de R$ 780 (exceto em Goiás e Distrito Federal), ou R$ 65 por mês, incluindo serviços de assistência 24 horas, como auxílio em casos de pane seca, substituição de pneu furado, chaveiro, despachante, anjo da guarda, motorista, táxi, socorro médico etc. Com a instalação do equipamento em série pelas montadoras, a empresa acredita que a anuidade deverá cair para R$ 250. Informações: www.crowntelecom.com.br

Tracker do Brasil: instala equipamentos Motorola e faz rastreamento via satélite e por radiofreqüência (tecnologia Low Jack). Não há custo para instalação do serviço em comodato, e a mensalidade (para o serviço via satélite) fica em torno de R$ 149. Se a opção for por radiofreqüência, o aparelho pode ser comprado por R$ 900 mais R$ 600, por ano, de manutenção, ou ser instalado por comodato, a R$ 75 por mês. Informações: www.trackerdobrasil.com.br

Telecom Track: cobra em torno de R$ 1,2 mil a instalação do equipamento por comodato ou cerca de R$ 2 mil pela venda. O monitoramento custa entre R$ 80 e R$ 90 por mês. Informações: www.telecomtrack.com.br

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