Chuva - Para não ficar à deriva

Depois de longo período de seca, as águas começam a rolar. Por isso, é preciso ter atenção redobrada na direção para enfrentar pistas escorregadias e trechos alagados

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postado em 21/10/2007 11:28 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Ao transpor área alagada, engate a primeira ou segunda marcha e acelere pouco - Marcos Michelin/EM - 30/11/06 Ao transpor área alagada, engate a primeira ou segunda marcha e acelere pouco
O início do período das chuvas é sempre um tormento para os motoristas, pois, depois de longa estiagem, as pistas ficam cobertas por uma traiçoeira camada de óleo. Com a chuva, ficam ainda mais escorregadias, aumentando o risco de acidentes. Mas é preciso ter cuidado também com aquaplanagem, trechos alagados e buracos escondidos pela água.

Aquaplanagem
As lâminas de água que cruzam as estradas podem fazer com que o carro perca o contato com o solo, deslizando completamente sem controle. O fenômeno acontece em velocidades mais elevadas (normalmente acima dos 70 km/h), mas pode variar para menos, dependendo da largura e da profundidade dos sulcos dos pneus. Pneus carecas são um convite à aquaplanagem, pois sobem com mais facilidade sobre a camada de água, como se estivesse subindo em uma cunha.
Alcione Ferreira/DP - 20/4/07

Uma maneira de se identificar o risco de aquaplanagem é observar pelos retrovisores as marcas deixadas pelos pneus: enquanto forem mais visíveis, as possibilidades são menores, mas quando ficam esmaecidas, o perigo é grande e o motorista deve reduzir a velocidade. Se o carro aquaplanar, não resta muita coisa a fazer. Como as rodas estão sem atrito, não adianta frear, acelerar e nem virar o volante, pois o carro não obedece a nenhum comando. Ao perceber a situação de deslizamento, a única recomendação é desacelerar, manter o volante em linha reta, segurando-o firme, e não frear.

Calço hidráulico
O problema ocorre quando o veículo transpõe trechos alagados, pois o motor pode aspirar água ou ela entra pelo escapamento, chegando à câmara de combustão e ao interior dos cilindros. Quando o pistão tenta subir, encontra enorme resistência da água, que, diferente do ar, não é compressível, e assim as bielas empenam, resultando em calço hidráulico e travamento do motor. O reparo custa caro, pois o motor geralmente precisa ser aberto para brunimento de cilindros, revisão de cabeçote, conferência de pistãos, polimento no virabrequim e a troca da(s) biela(s), casquilhos, anéis, jogo de junta e, em casos mais graves, até do bloco.

Para fugir do calço hidráulico, evite passar por locais alagados, mas, se não tiver outro jeito, o motorista deve tomar muito cuidado. Engate a primeira ou segunda marchas, mas não acelere muito, evitando que a rotação fique elevada e a força de aspiração de ar pelo motor facilite a puxada da água pelo sistema de captação de ar para dentro da câmara e do cilindro e para fazer com que o volume de gás expelido pelo veículo seja suficiente para impedir a entrada de água pelo escapamento. Se o carro "morrer" durante a travessia, não tente fazer o carro pegar, coloque em ponto morto e empurre o carro até um local seguro.

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