Manutenção - Detector de borra

Equipamento eletrônico testa a capacidade de lubrificação do óleo do motor. Procedimento sem custo indica ao condutor se já está na hora de fazer a troca

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postado em 28/11/2007 13:03 Rafael Bozzolla /Estado de Minas
Barras na tela de cristal líquido mostram como está a vitalidade do lubrificante - Marlos Ney Vidal/EM - 22/11/07 Barras na tela de cristal líquido mostram como está a vitalidade do lubrificante
A borra do óleo do motor, que é a perda do poder de lubrificação devido à oxidação e conseqüente adensamento do produto, é problema que afeta proprietários de carros. Em alguns casos, pode acarretar prejuízos consideráveis, o que inclui até retífica no motor, serviço caro.

Como todo produto químico, o óleo tem durabilidade determinada e perde a eficácia. Mas os casos de formação de borra começaram a ficar mais freqüentes com a chegada dos óleos sintéticos, cuja recomendação de troca chegava aos 20 mil quilômetros, mas que, muitas vezes, se oxidavam bem antes do tempo previsto. As causas ainda não foram completamente explicadas, mas a maioria dos fabricantes reduziu o intervalo de trocas para evitar transtornos.

De qualquer forma, há situações que podem diminuir o tempo de utilização do óleo, ou o proprietário pode se esquecer de verificar ou substituir o lubrificante. No entanto, há um aparelho que pode evitar surpresas desagradáveis com a falta de lubrificação no motor.

A Shell começa a equipar os postos de sua rede com o Teste de Vitalidade do Óleo (TVO), que faz a análise da vitalidade do lubrificante para carros de passeio movidos a álcool, gasolina ou GNV. Silvia Kremer, especialista em marketing de varejo da Shell, ressalta que o teste não é válido para veículos a diesel e nem tampouco mede a qualidade do óleo que está sendo utilizado, mas sim o poder de lubrificação.

O teste em si é simples. O frentista recolhe uma amostra de 2,5 ml com uma seringa e a coloca no aparelho eletrônico do tamanho de um cartão de crédito. Uma tela redonda de cristal líquido informa visualmente com base em cores. Se as barras da tela apontam o campo verde, o óleo está em bom estado, se chegam até a zona amarela, é uma indicação de que o produto já está se deteriorando. Se o resultado indica a área vermelha, é o fim da durabilidade. "A análise é feita gratuitamente e a decisão de trocar ou não o óleo é do cliente. O TVO serve apenas para orientá-lo", explica Silvia.

O teste e o aparelho ainda são novidades no Brasil. O desenvolvimento ocorreu no exterior e a implantação na rede começou este ano. A expectativa é de chegar ao fim do ano com 400 postos equipados no país e mais 200 até o fim de 2008. Estamos trabalhando para isso. Fornecemos o equipamento na forma de comodato e fazemos o treinamento dos frentistas. Mas a adesão não é obrigatória, esclarece a gerente. Em Minas Gerais, já há postos habilitados a fazer o teste em Belo Horizonte, Betim, Nova Lima, Caxambu, Juiz de Fora e São Sebastião do Paraíso.
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