Carga comprometida

Para instalar equipamentos que exigem corrente elétrica, quando o veículo está desligado, é preciso atenção à amperagem da bateria ou até sua substituição

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postado em 16/02/2008 14:50
Ao fazer chupeta, não se pode inverter o pólo dos cabos da bateria - Marcos Vieira/EM - 23/3/05 Ao fazer chupeta, não se pode inverter o pólo dos cabos da bateria
Uma bateria de automóvel dura, em média, dois anos. Mas, se não for usada corretamente, a durabilidade pode diminuir muito. Para instalar equipamento de som, ar-condicionado e outros dispositivos ligados à bateria é preciso ficar atento à amperagem. O Fiat Mille Uno, por exemplo, tem uma das baterias com menores correntes elétricas do mercado: 36,1 ampères. Tanto que os veículos que saem de fábrica com ar-condicionado são equipados com baterias de 45,14 ampères, o que ressalta a importância da compatibilidade da corrente elétrica com o número de equipamentos.

Alternador
O responsável por gerar a energia elétrica, quando o carro está em movimento, é o alternador, que possibilita o funcionamento de diversos componentes - motor, som, ar-condicionado, faróis - sem descarregar a bateria. Quando o veículo está desligado e os equipamentos em funcionamento, a bateria é exigida. O consultor técnico da Eletrotécnica Consultoria e Treinamento, José Augusto Queiroz, explica que sistemas de som com módulo de potência e ar-condicionado são vilões quando usados com o carro desligado. Além disso, Queiroz ressalta que existe o consumo sempre acionado do sistema de alarme, mas que é previsto. Se não houver nenhum equipamento eletrônico extra instalado e a bateria perder carga, o consumo deve ser medido com um amperímetro, pois o problema pode estar no alternador.

Luz
O primeiro sintoma de que há problema no sistema elétrico é a luz no painel, no formato da bateria. Se a luz ficar apagada, quando o motorista gira a chave de ignição, é sinal de que existe problema, ou no regulador de voltagem ou em algum componente interno do alternador. Se isso acontecer, o motorista deve ir à oficina rapidamente, pois, caso contrário, a bateria pode perder toda a carga.

Chupeta
Quando a carga acaba, uma solução provisória é fazer a popular chupeta, usando outra bateria. Mas deve-se tomar o cuidado de não inverter a polaridade, que pode provocar a queima de uma central eletrônica. Desconecte primeiro o cabo negativo e, ao instalar, ligue primeiro o positivo e depois o negativo. Tentar fazer o veículo pegar no tranco - outra opção, quando a bateria acaba - não é recomendado, pois danifica o catalisador.

Cuidados
Mesmo com a recarga, em breve, será preciso trocar a bateria por uma nova. Se a troca demorar muito após a descarga completa, as centrais eletrônicas (vidro, injeção, rádio, alarme e outras) podem perder a programação. Se isso ocorrer, só a oficina especializada refaz a programação. No caso do alarme, o sistema, muitas vezes, atua de forma inteligente e dispara, quando a bateria é acionada, mas basta ligar o controle para ele voltar ao funcionamento normal. No caso do som, é importante guardar o cartão com o código, que será usado na reprogramação. Já a maior parte dos vidros com dispositivo antiesmagamento pode ser ajustada com o carro totalmente fechado, mantendo-se depois o comando pressionado por cinco segundos. Outro cuidado é com o airbag. Se a luz do dispositivo ficar acesa após a troca da bateria, é sinal de que não funcionará em caso de acidente.
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