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Cesvi analisa vulnerabilidade de veículos em alagamentos e lança índice baseado na avaliação das características técnicas essenciais dos modelos para mobilidade

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postado em 30/04/2008 17:01 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Substituir peças do motor contaminado por água pode custar caro ao proprietário - Marcos Vieira/Esm - 15/3/05 Substituir peças do motor contaminado por água pode custar caro ao proprietário
João Montsserrat - Estado de Minas

Como forma de orientar futuros compradores e atuais donos para os danos decorrentes de alagamentos, o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) lançou um índice em que avalia as características técnicas essenciais para mobilidade, classificando diversos modelos, dos fabricantes Citroën, Fiat, Ford, General Motors, Peugeot, Renault e Volkswagen. Para compor o índice, foi realizada uma análise detalhada de cada modelo, sendo avaliados os possíveis danos por calço hidráulico e o comprometimento causado pelo mau funcionamento de componentes fundamentais (vide quadro), sendo: sistema de admissão, sistema de escape, cilindrada do motor, taxa de compressão, alternador, centrais elétricas, sensor de oxigênio (lambda), sensor de rotação do motor, unidades de controle e embreagem. Segundo Felício Schilingovski Félix, analista técnico do Cesvi e responsável pelo estudo, foi analisada, basicamente, a concepção das peças - as diferentes formas, variando de montadora para montadora -, a localização de cada uma no compartimento do motor e a altura em relação ao solo.

Caro
Félix alerta que os custos para reparos das peças são altos e, em alguns casos, o veículo pode até ter perda total. "São componentes caros, que não são passíveis de manutenção corretiva e a reparação é necessária. Os valores médios para veículos populares, hatches e sedãs compactos com motorização baixa, entre danos de componentes mecânicos e eletroeletrônicos, ficam entre R$2 mil e R$2,5 mil. Dependendo dos danos, não só nos componentes fundamentais para funcionamento do veículo, mas também de funilaria e estofamento, o custo facilmente ultrapassa os 75% estipulados para perda total na maioria das seguradoras", afirma.

Orientações
De acordo com o analista técnico, a travessia por regiões alagadas é desaconselhável e o próprio manual dos fabricantes estabelece um limite de água para passagem. "Sob hipótese alguma existe incentivo. A travessia deve ser evitada a todo custo. Não aconselhamos passar em uma região alagada. De acordo com os fabricantes de veículos, uma travessia aceitável seria por até 13 cm de água ou metade da altura da roda. Isso é constatado na maioria dos manuais", adverte.

Caso seja inevitável a passagem pelo local alagado, Felício dá algumas orientações, diferentes para veículos com câmbio manual e automático. "Em veículos com câmbio manual, a primeira orientação é manter aceleração mais elevada, evitar trafegar em marcha lenta e manter a rotação entre 2.500 rpm e 3.000 rpm. Deve-se fazer a travessia em baixa velocidade e trafegar provocando o mínimo de ondulação na superfície de água, para impedir sua entrada na tomada de ar do motor. Em veículos com transmissão automática, por não ter pedal de embreagem, o condutor deve alternar a posição da alavanca entre neutro e low - baixa, em inglês -, pois o câmbio não trocaria de marcha. Aceitaria aceleração maior e manteria elevada para ter regularidade. Deve alternar entre N, L ou 1, dependendo do console do veículo", explica.

COMO E FEITO O TESTE

Sistema de admissão
É por este componente que a água pode ir para o interior dos cilindros do motor. Método de avaliação:

. Altura da tomada de ar sujo em relação ao solo;
. Ponto mais alto do duto de admissão em relação ao solo;
. Altura compreendida entre os pontos mais alto e mais baixo do duto de admissão;
. Distância percorrida pela água até atingir o ponto mais alto do duto de admissão.

Sistema de escape
Outra via de acesso para água, principalmente em casos em que o motor esteja desligado. Método de avaliação:

. Altura máxima do sistema de escape.

Cilindrada do motor
Quão maior for a cilindrada, mais fácil é a absorção de água pelo duto de admissão. Método de avaliação:

. Obtenção da cilindrada.

Taxa de compressão
Quão maior for a taxa de compressão, menor o tamanho da câmara de explosão e a tolerância à admissão de volume de água. Método de avaliação:

. Obtenção da taxa de compressão.

Alternador
Pode causar a parada do veículo por causa de danos no sistema de carga de bateria. Método de avaliação:

. Medição da altura em relação ao solo;
. Análise da concepção do corpo do alternador, visando a identificar quão fácil é a entrada de água;
. Análise da posição em relação ao motor.

Centrais elétricas
A contaminação dos quadros elétricos por água compromete os respectivos circuitos protegidos por fusíveis ou acionados por relés, podendo, indiretamente, ocasionar a parada do veículo. Método de avaliação:

. Medição da altura em relação ao solo;
. Análise do tipo de comprometimento inserido em seu quadro;
. Análise de localização junto ao veículo.

Sensor de oxigênio (lambda)
Em contato com a água, pode distorcer a leitura ou mesmo interrompê-la, comprometendo ou impedindo o gerenciamento da injeção eletrônica, vital para o funcionamento do motor. Método de avaliação:

. Medição da altura em relação ao solo.

Sensor de rotação do motor
Depende do monitoramento perfeito de um elemento referência. Havendo contaminação por água de seu captador, pode ocorrer falha e interrupção do gerenciamento da injeção eletrônica ao motor. Método de avaliação:

. Medição da altura em relação ao solo;
. Análise da localização junto ao motor.

Unidades de controle
A contaminação por água fatalmente produzirá curto-circuito, comprometendo seu funcionamento. Método de avaliação:

. Medição da altura em relação ao solo;
. Análise da vedação oferecida pelo respectivo encapsulamento;
. Análise de sua localização junto ao veículo.

Embreagem
Funcionamento depende de elementos de fricção para assegurar o fluxo de propulsão do motor até as rodas. Quando esses elementos são contaminados pela água, podem comprometer sua aderência e a tração do veículo.

. Medição da altura da caixa seca até o solo;
. Concepção da carcaça da caixa seca em relação aos possíveis acessos para a passagem de água ao seu interior;
. Posicionamento junto ao veículo.

Fonte: Cesvi Brasil
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