Segurança - Parece mentira

Pesquisas de sistemas para evitar acidentes mudam de paradigma e intervêm não só nas máquinas, mas também sobre o motorista, para aumentar eficiência

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postado em 21/05/2008 17:42 Rafael Bozzolla /Estado de Minas
Arte de Quinho/EM
Infelizmente é fato. Enquanto no Brasil o único carro nacional equipado de série com controle de estabilidade (ESP) saiu de linha por ser muito sofisticado para o mercado e ainda se discute se o preço cobrado pelas montadoras pelo ABS é viável, no exterior as pesquisas na área de segurança ativa (aquela que previne o acidente) atingem níveis dignos da ficção científica. Nosso consolo é que, talvez, num futuro distante, esses equipamentos possam se disseminar por aqui.

A assistência eletrônica de frenagem (ESP) e até mesmo radares que monitoram a distância dos veículos que trafegam à frente, se ainda não são lugares-comuns, já estão disponíveis e são equipamentos de série nos modelos mais sofisticados. As investigações seguem duas correntes: aperfeiçoar sistemas já existentes e, quando possível, atuar sobre o motorista, e não apenas na máquina, para evitar colisão.

VW
Com apoio da União Européia, a Volkswagen está desenvolvendo o sistema Intersafe de redução de acidentes em cruzamentos, que consiste de três princípios de funcionamento. O Left turn assitance (Assistência de conversão à esquerda) detecta a intenção de convergir à esquerda e usa câmeras e laser para monitorar o tráfego. Se for detectada situação de perigo, um indicador no painel alerta o motorista. Já o Right of way assistance (Assistência à preferência), além de monitorar o tráfego e alertar o condutor, interpreta os sinais da via para determinar de quem é a preferência. Finalmente, o Traffic light assistant function (Função de assistência em semáforo) ajuda o condutor a monitorar sua velocidade para passar no sinal verde ou parar em tempo caso a luz fique vermelha.

Ford
O fabricante americano também está pesquisando sistemas otimizados para diminuir acidentes na cidade. Um sistema de câmeras na frente e atrás faz 50 cálculos por segundo para determinar qual aceleração e freio devem ser aplicados para se manter uma distância segura no tráfego. Caso o motorista fuja dos padrões, o sistema atua automaticamente nos freios ou cortando a aceleração.

Mazda
A subsidiária japonesa da Ford é outra que trabalha em conjunto com as autoridades. O Intelligent transport system (Sistema de transporte inteligente) usa o mesmo princípio das pesquisas desenvolvidas pela Volkswagen. A novidade é que a Prefeitura de Hiroshima, no Japão, faz parte do projeto, adequando sinalização e sistemas de tráfego para que funcionem melhor com os equipamentos eletrônicos de detecção de tráfego e interpretação dos sinais instalados nos veículos.

Saab
A marca sueca aperfeiçoa os equipamentos que previnem acidentes pela falta de atenção ou sonolência do motorista. Sistemas desse tipo já existem, como em alguns modelos Citroën, que interpretam que o carro está mudando de faixa e dão uma sacolejada no banco. A pesquisa da Saab vai além e monitora as piscadas de olho do condutor para julgar se ele está caindo no sono. O primeiro alerta é feito por três campanhias sonoras, e de uma mensagem de texto no instrumento. Se o motorista não reagir, uma voz sintetizada pergunta se o condutor está cansado. Se não houver reação, a mesma voz aumenta o volume e fica repetindo: “Você está perigosamente cansado, pare assim que possível”. A mensagem só pára quando o motorista efetivamente parar o carro.
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