Exorbitante - Sem justa causa

Diminuição de vôos e no movimento do Aeroporto da Pampulha não são suficientes para reduzir valor do estacionamento, que custa R$ 180 por cinco dias de permanência

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postado em 17/06/2008 16:00 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Licitação pode baratear valores cobrados no estacionamento - Juarez Rodrigues/EM/D.A. Press - 14/3/05 Licitação pode baratear valores cobrados no estacionamento
João Montsserrat - Estado de Minas

Vaga em estacionamento em Belo Horizonte tem se tornado cada vez mais artigo de luxo. Tanto pela dificuldade de conseguir uma quanto pelo valor cobrado. E os aeroportos - Tancredo Neves (Confins) e Carlos Drummond de Andrade (Pampulha) - compartilham da regra adotada na capital, de que a demanda é maior do que a oferta, para estabelecimento de preços, determinados, no caso, pela Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero). O problema maior está na tarifa cobrada no Aeroporto da Pampulha, que abriga, atualmente, somente vôos regionais, sendo que, conseqüentemente, o movimento é menor que o de Confins e cujos preços são, portanto, incompatíveis se comparados à esse último.

Veículos publicou na edição de 19 de abril a matéria "Faltam bons serviços", dado, à época, o reajuste de 100% na tarifa horária - passou de R$2 para R$4 - no estacionamento do Aeroporto de Confins. A explicação para o aumento foi de que o preço cobrado pela hora no local estava sendo alinhado com os demais aeroportos de categoria 1 e também o fim do subsídio como forma de incentivar o uso. Tais alegações, no entanto, não são aplicáveis ao Aeroporto da Pampulha, uma vez que não configura na categoria do Aeroporto de Confins e que não há ou já houve necessidade de subsidiar o preço do estacionamento, além, também, da considerável diminuição de vôos e movimentação. Em Confins, o preço vai diminuindo gradativamente após a primeira hora de estacionamento, o que diminui consideravelmente o valor final a ser pago, enquanto que na Pampulha os preços são preestabelecidos para diária de 12 e 24 horas, em, respectivamente, R$24 e R$36.

Edirlei Magalhães de Paula, supervisor do estacionamento da Pampulha, pela administradora MinasPark, explica que só uma nova licitação poderia mudar os valores cobrados no aeroporto. "Se verificarmos, nenhum aeroporto tem valores iguais, tudo depende da licitação. Quem tiver a melhor oferta de serviço vence a licitação. Para rever este preço, haveria necessidade de um novo contrato, nova administração. Tudo depende disso, mas é um processo longo", afirma. O supervisor diz ainda que o valor pode ser negociado no caso de uma permanência prolongada, tendo em vista o preço alto das diárias. "Se o cliente disser que o estacionamento está caro, nós oferecemos a mensalidade de RS100. Para nós é lucro tê-lo como mensalista e não como horista. Temos placas com todos os valores cobrados e é ele quem tem que pechinchar", explica.

Ele conta ainda como pode ser feita essa negociação para que o cliente pague como mensalista, em vez de pagar pela diária, o que, dependo do tempo de permanência, sai muito mais caro. "Para que eu possa cadastrar, o pagamento é antecipado. O cliente preenche uma ficha e nós o cadastramos. Mas, para isso, temos que receber o pagamento antecipado do cliente como mensalista, porque depois não dá para negociar, pois o sistema que usamos é da Infraero e, depois que gerou o valor, não há condições de alterar", finaliza.
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