Pajero Sport - À deriva no asfalto

Utilitário com pouco tempo de uso e baixa quilometragem apresenta muitos defeitos desde novo, e deixa proprietária no meio do caminho por pane no módulo eletrônico

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postado em 05/07/2008 23:58 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Maria da Conceição Ribeiro, de 85 anos, e o neto, de 7, ficaram no meio da caminho - Nelson Ribeiro/Divulgação Maria da Conceição Ribeiro, de 85 anos, e o neto, de 7, ficaram no meio da caminho
João Montsserrat - Estado de Minas

Antes da Pajero Sport partir de Belo Horizonte rumo a São José do Jacuri, região do Rio Doce, a 350 quilômetros da capital, com a proprietária Maria da Conceição Correa Assumpção Ribeiro, de 85 anos, e mais quatro ocupantes, entre eles uma criança de 7 anos, o carro já havia passado pela oficina da concessionária Mitcar várias vezes para reparos por falhas e no controle de qualidade. Mas a gota dágua para o engenheiro civil Edmundo Reis de Paula Pinto, procurador da proprietária, ocorreu naquela viagem, quando o módulo HPE do veículo teve curto-circuito ao entrar em contato com água por falha na vedação e, também, pelo fato de a Mitassistence, serviço de assistência técnica da montadora, mostrar mais cuidado e atenção para lidar com o utilitário do que com a proprietária do mesmo, que se encontra em estado de saúde debilitado.

A viagem começou às 8h, e a pane na estrada ocorreu três horas e meia depois. Desde então, Edmundo começou a interagir com a Mitassistence a fim de solucionar o caso. O horário de chegada ao destino estava previsto para 14 horas, mas, com o problema no veículo e a demora na tomada de decisões da assistência técnica da Mitsubishi, chegarem somente às 21h30. Entre o defeito na Pajero e a chegada a São José do Jacuri passaram-se 10 horas.

HPE
Segundo Edmundo, o maior descontentamento com a Mitsubishi é justamente o defeito no módulo HPE por falha na vedação, ocorrido durante a viagem. "Tenho certeza absoluta de que amanhã ou depois outra Pajero Sport irá desligar também. Um carro como esse cortar a direção, motor e freio deixa o motorista sem defesa. Estão tapando o sol com a peneira ao falar que resolveram o problema no veículo, com vedação de silicone. A bronca com a Mitsubishi é a recusa em acreditar que há problema de vedação e que pode causar danos materiais e físicos aos seus clientes", afirma.

Quanto ao fato de entre os passageiros estar Maria da Conceição, que tem sérios problemas de saúde, Edmundo diz que poderia resolver a situação com mais agilidade caso o serviço de assistência técnica de Mitsubishi houvesse informado que não teria condições de agir com rapidez. "A família ficou na estrada esperando o carro do Mitassistence. Discuti os procedimentos para voltar para Belo Horizonte, e avisei que a Pajero estava com cinco pessoas e carregada da bagagem para uma estada de 10 a 12 dias e pedimos socorro porque estava a dona Conceição, vítima de uma doença complicada, sem condições de usar instalações sanitárias e etc. A prancha chegou em duas horas, e lá tem socorro por perto em Santa Maria do Itabira e Itabira. Pedi que providenciassem o mais rápido possível tanto o carro socorro, táxi ou veículo de substituição. Se tivessem colocado dificuldade, eu pedia um táxi e resolvia tudo", queixa-se.

Reparo
De acordo com Marco Aurélio Silva, gerente de serviços da Mitcar, o reparo no módulo HPE da Pajero foi feito com os recursos que tinham em mãos e da melhor maneira possível. "Na situação em que estava o carro eu não tinha outro recurso senão fazer a vedação. Cabia à fábrica corrigir ou orientar como deveria ser feita", diz. Segundo Silva, porém, posteriormente um técnico da fábrica deu o aval para que o veículo retornasse à proprietária. "Um técnico, juntamente com o cliente, depois de ter visto o veículo com ele, falou que estava reparado, em condições de uso e que ele poderia ficar com o carro. O técnico verificou tudo, fez ajuste pedido e entregou o automóvel. O carro ficou reparado e em condições de uso, isso é indiscutível", afirma.

Segundo Fernando Matarazzo, diretor de peças e serviços da Mitsubishi, o procedimento de vedação do módulo HPE foi realizado da mesma forma como é feito na fábrica. "Foi um defeito de fabricação e deu um pequeno vazamento que pingou em cima do módulo. O componente molhou e o carro parou. O reparo é feito internamente, atrás do painel. Tirou-se aquele vedador e passou-se um outro, como se estivesse selando novamente. O serviço foi feito dentro do padrão, procedimento igual ao da fábrica, feito como manda o manual", explica.

Mitassistence
Matarazzo diz ainda que a demora no atendimento ao utilitário na estrada deveu-se ao fato de o serviço de assistência ter que sair de Belo Horizonte, a 140 quilômetros do local do ocorrido. "Como o Mitassistence é para socorrer pane no carro, vai alguém tentar solucionar o problema, pois a maioria das vezes é possível solucionar ali mesmo. Tenta-se o reparo primeiro, facilita para o consumidor. Porém, como estavam a 140 quilômetros e na região não tinha atendimento, esse teve que sair de Belo Horizonte. Ele foi, chegou lá depois de quase uma hora e meia, tentou, fez os procedimentos, foi constatado que não era possível fazer o reparo e acionou o guincho e táxi, que teve que sair da capital por volta das 14h. E não se consegue fazer o trajeto em menos de uma hora e meia. O motivo do atraso foi a saída da capital. Nesse caso, foi um pouco mais demorado. Entendemos a situação e pedimos formalmente desculpas pelo tempo. Foi um transtorno para o cliente, não tenho dúvida disso", finaliza.
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