Ecosport - O mistério da vontade própria

Motor de modelo com câmbio automático desliga repentinamente e proprietário fica em apuros para controlá-lo. Concessionárias Jorlan e Ímpar não conseguem reparar defeito

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postado em 05/07/2008 23:59 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Problemas do utilitário começaram logo depois da revisão de 20 mil quilômetros realizada na concessionária Jorlan - Marcelo Sant'Anna/EM/D.A Press Problemas do utilitário começaram logo depois da revisão de 20 mil quilômetros realizada na concessionária Jorlan
Quando retirou um Ford Ecosport automático modelo 07/07 zero quilômetro na concessionária Jorlan, o engenheiro civil Jorge Lessa, de 57 anos, mal imaginava as amolações que o utilitário iria lhe causar por um mesmo e único problema: o motor desliga repentinamente. Antes de atingir 20 mil quilômetros rodados, e com as revisões previstas pelo fabricante feitas, o veículo começou a apresentar o defeito, repentina e repetidamente. Era o começo do calvário de Jorge, que continua até hoje, sem que uma solução seja apresentada pela Ford, ou seus distribuidores, a fim de solucionar o problema e, também, para aliviá-lo dos riscos iminentes de acidente.

Defeito
Segundo Lessa o problema começou após a retirada do veículo na Jorlan para revisão dos 20 mil quilômetros. "Fiz a revisão, fui viajar e aconteceu de o carro desligar. E foi piorando. Antes acontecia a cada 100 quilômetros percorridos, depois com 50 quilômetros, 40 e finalmente a cada 5 quilômetros. É como se cortassem o combustível. O motor simplesmente desliga. Levei na Jorlan e informaram que era porque eu usava outras chaves no chaveiro, junto com a do carro. Separei as chaves e continuou a mesma coisa", explica.

O engenheiro civil diz ainda que todas as visitas às concessionárias para tentar resolver o problema esteve na Jorlan, onde comprou o veículo, e na Ímpar, de Itaúna, de onde foi encaminhado à de Pará de Minas, durante uma viagem - já somam mais de dois meses do automóvel em oficinas. "Levo o carro e quando me entregam acho que ele está consertado. Apresenta o defeito e volto. É sempre assim. Já estive umas três ou quatro vezes na Jorlan, na qual o veículo ficou por cerca de 40 dias e mais 10 dias na Ímpar. Hoje o veículo está na Jorlan há cerca de 15 dias e sem previsão de entrega, pois não sabem qual é o defeito", queixa-se.

Ímpar
Segundo Hélio de Oliveira, gerente de serviços da concessionária Ímpar, houve problemas para identificação do problema no veículo, dado o reparo realizado na Jorlan. "Tivemos dificuldade de dar o diagnóstico, pois o automóvel tinha sido reparado na Jorlan. Ele chegou aqui sem defeito, normal. Então ligamos para o cliente, que explicou que o motor desligava repentinamente. Fizemos testes, andamos no carro cerca de 40 quilômetros e o problema ocorreu conosco. Pelo aparelho de diagnóstico que usamos, estava dando código de falha com respeito à alimentação da bomba de combustível, mas não encontramos nada defeituoso. O problema é intermitente. Andamos cerca de 300 quilômetros nos testes e então identificamos que o sensor trívio de combustível, no aparelho, apontou deficiência. Trocamos e não deu mais problema. Avisamos e pedimos uns dias para fazer teste. Ficou mais dois dias, andamos demais depois da troca da peça e não deu problema mais. Ele mandou buscar o carro, foi até Belo Horizonte e teve problema depois de alguns quilômetros", explica.

Jorlan
Leonardo Mello, diretor da Jorlan Ford, afirma que o veículo esteve na concessionária por três vezes, sendo que na primeira oportunidade não foi identificado problema algum, enquanto que na segunda passagem pela oficina foi diagnosticado defeito e uma peça foi trocada. "Foram feitos vários testes e, três dias depois, o aparelho de diagnóstico verificou um código de falha, sendo indicada a substituição do módulo, o que foi feito pela nossa empresa. Vale salientar que, mesmo com o código de falha, o defeito não foi notado nos testes de rodagem", diz.

Posteriormente, na terceira passagem pela oficina, o automóvel teve o defeito identificado em outra peça, sendo então trocada. "O veículo retornou a nossa empresa com a mesma reclamação. Foram feitos vários testes e após alguns dias o veículo apresentou pela primeira vez o problema reclamado pelo cliente. Constatamos pressão insuficiente na bomba de combustível, sendo ela então substituída. O veículo foi entregue após teste de 60 quilômetros, com o proprietário do veículo, sem apresentar nenhum problema", finaliza Mello.

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