Serviço - Preservando a faísca

Manutenção preventiva de velas e cabos de ignição pode evitar problemas como falhas nas acelerações, dificuldades na partida, perda de potência e aumento de consumo

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postado em 16/07/2008 18:34 Caderno de Veículos /Estado de Minas
A NGK recomenda a revisão do sistema de ignição do carro a cada 10 mil quilômetros - NGK/Divulgação - 17/10/02 A NGK recomenda a revisão do sistema de ignição do carro a cada 10 mil quilômetros
Manter o motor do carro em boas condições de funcionamento é certamente uma maneira de reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera. Por isso, é importante fazer a revisão preventiva de cabos e velas de ignição, componentes que contribuem diretamente com a eficiência do propulsor. Quando estão com problemas, causam aumento de poluição e ainda trazem prejuízos ao desempenho do carro e ao bolso do proprietário.

Função
Nos motores a gasolina, álcool e gás natural (ciclo Otto), o início da combustão é feito a partir de uma faísca que salta entre os eletrodos da vela. Essa faísca é produzida pelo sistema de ignição, que nos carros modernos é gerenciado por eletrônica. Esse sistema determina que a bobina transforme os 12 volts armazenados na bateria em cerca de 30 mil volts, que serão encaminhados às velas. Assim, as velas de ignição produzem faíscas elétricas, que dentro da câmara de combustão são responsáveis pela queima da mistura ar/combustível, gerando a energia necessária para fazer o motor trabalhar. O encaminhamento dessa alta voltagem às velas é feito por cabos com isolamento elétrico especial.

Tradicionais e modernos
Os sistemas de ignição tradicionais são compostos por bobina, cabos de alta tensão, distribuidor (com tampa e rotor na parte superior e sistema mecânico de avanço na parte inferior) e velas. Já nos mais modernos, a bobina está instalada diretamente sobre a vela, evitando perdas de carga e simplificando a ignição.

Como ocorre o desgaste?
De acordo com fabricantes de velas, combustíveis de procedência duvidosa ou adulterados contribuem para reduzir a durabilidade do componente, provocando superaquecimento das peças e a carbonização dos eletrodos. Filtros de ar e combustível sujos ou válvulas injetoras com problemas de funcionamento também contribuem para a perda de eficiência das velas.

Problemas
Velas e cabos de ignição com defeito certamente vão provocar aumento de consumo de combustível e do nível de emissão de poluentes, pois o catalisador terá sua eficiência comprometida. Outros problemas acarretados pelas más condições das velas são dificuldades na partida, perda de potência e falhas nas acelerações e retomadas.

Quando trocar?
A Bosch recomenda que a troca das velas de ignição deve ser feita de acordo com as orientações do fabricante do veículo ou a tabela de aplicação disponíveis nos postos de vendas. É importante verificar também qual a vela de ignição correta para cada motor, pois a aplicação incorreta causará danos. Outro fabricante, a NGK, recomenda a manutenção de velas e cabos de ignição a cada 10 mil quilômetros, para automóveis, e 3 mil quilômetros para motos. A empresa orienta também que seja consultado o manual do fabricante do carro, e acrescenta que a durabilidade das velas e cabos de ignição está diretamente relacionada às condições de uso do veículo e à procedência do combustível usado. Os fabricantes de velas afirmam que a manutenção preventiva em oficinas com profissionais especializados é a melhor forma de evitar problemas no sistema de ignição.
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