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Estudo aponta benefícios do airbag como item de série dos veículos na redução de mortos e feridos no trânsito. Economia seria de R$2,2 bilhões em sete anos

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postado em 20/08/2008 16:30 Caderno de Veículos /Estado de Minas
Adoção do airbag como item de série poderia evitar 489 mortes por ano desde 2001 - Fiat/Divulgação Adoção do airbag como item de série poderia evitar 489 mortes por ano desde 2001
João Montsserrat - Estado de Minas

O número de mortos no trânsito brasileiro é alarmante. Por ano, são cerca de 35 mil vítimas fatais. E o airbag, dispositivo que minimiza ferimentos e protege os ocupantes se usado junto com o cinto de segurança, poderia evitar que 489 mortes, 1,4% do total de 35 mil, e que 10.150 ficassem feridos anualmente. Esta é a constatação de um estudo publicado pelo Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária), que avalia o impacto potencial que a adoção do airbag como item de série nos automóveis traria para o Brasil.

O estudo do Cesvi concluiu que, nos últimos sete anos, 3.426 mortes e 71.047 feridos poderiam ter sido evitados, gerando economia de R$ 2,2 bilhões de dinheiro público em custos e perdas, sendo R$ 630 milhões em função das vidas salvas, média de R$ 90 milhões por ano. E outros R$ 1,58 bilhões decorrentes da minimização dos ferimentos, média de R$ 315 milhões anuais. A pesquisa avaliou também que cada aumento de 10% de adeptos ao uso do cinto de segurança poderia salvar mais 1.600 vidas, com impacto econômico de R$ 156,6 milhões ao ano. O índice médio de utilização do equipamento hoje é de 82,7% nas rodovias e 75,2% na cidade.

Obrigatório
Segundo José Antônio Oka, supervisor de segurança viária do Cesvi, o objetivo do estudo é fornecer embasamento para as discussões no Senado à respeito da obrigatoriedade de implantação do airbag nos veículos. "A informação reforça a importância que tem esse componente, em função da conscientização do consumidor. Porém, não podemos esquecer que temos também conjunto de recursos que ajuda a prevenir acidentes, como freios ABS, controle de tração, entre outros. O ideal é que as discussões fossem realizadas utilizando todos os equipamentos de segurança disponíveis atualmente", afirma.

Oka diz ainda que se somadas as etapas que compreendem do acidente à recuperação da vítima, uma única vida salva pode gerar economia de valores altíssimos para o país. "Cada vida salva tem impacto médio de R$ 300 mil em rodovias e R$ 144 mil nas cidades. Isso só em função de resgate, tratamento médico, recuperação, destruição de bens, entre outros gastos. O tratamento de vítima de trânsito é um dos mais caros", informa.

Dados
A pesquisa foi baseada em análises de três tipos de dados de diferentes instituições, no período de 2001 a 2007, e avalia o impacto que a decisão de tornar o airbag obrigatório teria no trânsito brasileiro caso fosse tomada no início deste século, para motoristas de automóveis e camionetas. Por falta de dados, não foram considerados os possíveis efeitos do componente para condutores de picapes e passageiros dianteiros de veículos equipados com o airbag.

As informações sobre a efetividade do airbag foi coletadas do instituto norte-americano National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA). As estatísticas sobre frota de veículos, acidentes e vítimas, e quantidade de automóveis segurados foram colhidas do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e outros órgãos nacionais. E, por fim, a estimativa de custos e impacto econômico associado à mortes e feridos em acidentes de trânsito foram coletadas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e Denatran.
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