Proteção - Carnê do mercado

Crescimento da violência e da sensação de insegurança impulsionam mercado de carros blindados, que já tem planos de financiamento para revestimento à prova de balas

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postado em 21/09/2008 16:56 Daniel Camargos /Estado de Minas
Devido ao peso extra, recomenda-se que blindagem seja feita em veículos com motores acima de 130 cv - Eduardo Rocha/RR - 10/9/02 Devido ao peso extra, recomenda-se que blindagem seja feita em veículos com motores acima de 130 cv
Até o fim do ano cerca de 60 mil automóveis blindados circularão pelo país. As empresas que pertencem à Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) congregam 70% do mercado brasileiro e estimam um crescimento de 13,6% neste ano. Fatores como a economia aquecida, o bom momento da indústria automotiva e a onipresente violência - que gera sensação de medo em toda a sociedade - contribuem para o crescimento. Porém, um ingrediente novo possibilita que quem não tenha cerca de R$ 50 mil (preço médio da blindagem) possa se proteger: o financiamento.

Coqueluche no mercado de automóveis, com modalidades que se alongam até por 72 meses, a prática se volta agora para mercado destinado, em princípio, às pessoas endinheiradas e que temem a violência com toda a amplitude e variáveis, como seqüestros, assaltos e tipos que se reinventam a cada dia. Só que mesmo aqueles que têm dinheiro podem diminuir o impacto. O Banco Panamericano, desde o início do mês, parcela o serviço em até 24 vezes. A blindadora Guard, que fez parceria com o banco, espera que com essa opção o número de blindagens tenha acréscimo de 10%.

Entretanto, para o presidente da Abrablin, Christian Conde, está longe de acontecer a popularização da blindagem. "O que ocorre atualmente são pessoas que descem de status e, muitas vezes, deixam de comprar um veículo importado e escolhem modelos como Toyota Corolla, Honda Civic, Volkswagen Jetta, Ford Fusion e Chevrolet Vectra para blindar", explica. No passado, segundo Conde, era comum serem blindados carros mais caros.

No ano passado as empresas associadas da Abrablin blindaram 5.312 veículos e os mais blindados, na ordem, foram: Toyota Corolla, Honda Civic, Mitsubishi Pajero, Toyota Hillux SW, VW Jetta, Ford Fusion, Land Rover Freelander e Chevrolet Vectra. A maior parte do público (35%) é de executivos e empresários, seguidos por artistas e cantores (23%), juízes (15%) e políticos (15%). De acordo com Conde, uma vez que a pessoa blinda o automóvel, dificilmente ela consegue deixar de fazer o mesmo em um próximo veículo. "O cliente incorpora o acessório e, se deixa de usar a sensação de insegurança cresce", analisa.

Requisitos
A recomendação dos blindadores é de que um automóvel para receber a proteção tenha potência superior a 130 cv, pois o peso extra diminui a potência. Porém, nos últimos anos foram desenvolvidas novas técnicas de blindagem e o revestimento para um Corolla, que era de 500 kg, hoje pesa 180 kg. Blindagem de picapes pequenas é outro recurso para economizar, pois se blinda apenas a cabine, suficiente para transportar motorista e passageiro.
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