Negócio - Sonho sem pesadelo

Embora toda compra seja emocional, é preciso usar um pouco da razão no momento de adquirir veículo usado, tomando cuidados importantes antes de assinar o cheque

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postado em 26/10/2008 18:00 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Arte/EM
Ao comprar um carro usado, de particular, em feiras, agências ou concessionárias, o consumidor deve deixar de lado a paixão à primeira vista e tomar alguns cuidados importantes para não arrumar um verdadeiro "casamento forçado", sem direito a divórcio.

Em meio à crise mundial, será que agora é uma boa hora para se comprar um usado?

Mecânico
É sempre bom levar um mecânico de confiança para uma análise geral do carro. Ele pode identificar problemas mais sérios. Se não for possível, o comprador deve fazer um test-drive, observando se sai fumaça azulada do escapamento, sintoma de que o motor está queimando óleo e, em breve, precisará de uma retífica; se a caixa de marchas emite barulhos diferentes, como um ronco, que é sinal de problemas; se a suspensão range ou permite que a carroceria balance muito ao passar por lombadas, o que significa que os amortecedores precisam ser trocados; se o volante está alinhado, pois, quando entorta em cima, é sinal de que algo também entortou embaixo; e se os freios estão funcionando perfeitamente (pedal não pode estar esponjoso, distância de parada não pode ser muito longa, entre outros).

Lanterneiro
Mais importante do que levar um mecânico é pedir a um lanterneiro que examine o carro, pois a aparência, que é fundamental para a sua valorização ou não, depende, principalmente, do estado da lataria e da pintura. Esse profissional, com certeza, poderá identificar o tipo de acidente em que, porventura, o veículo tenha se envolvido e se o serviço de reparo foi de qualidade. Se não for possível levar um lanterneiro, observe se as portas, capô, pára-choque e tampa traseira estão alinhados ou se existem diferentes tons na pintura, que são sinais de que o carro se envolveu em alguma batida.

Pneus
Observe bem o estado dos pneus, pois eles são caros. Um pneu 175/70 (medida mais comum) custa em torno de R$ 200. Se o comprador tiver que trocar os quatro, vai gastar cerca de R$ 800. Existem algumas malandragens de vendedores inescrupulosos, como virar o dano (rasgo, ovo etc.) para o lado de dentro, dificultando a visualização por parte do comprador.

Hodômetro
Observar a quilometragem que aparece no hodômetro do veículo é importante, mas ela não é garantia de nada, pois atualmente existem fraudadores capazes de adulterar qualquer equipamento, seja ele digital, seja mecânico. Por isso, é fundamental que a quilometragem registrada no hodômetro seja compatível com o estado geral do veículo. Muitas vezes o carro acusa uma quilometragem baixa, que não condiz com o desgaste avançado de pedais, volante, alavanca do câmbio e até revestimento dos bancos. Nesses casos, provavelmente o hodômetro foi adulterado.

Motor trocado
O comprador tem que prestar muita atenção ao comprar um veículo que teve o motor trocado, para não levar um verdadeiro "abacaxi" para casa. O Detran passou a exigir o número do motor no ato da transferência. Existem muitos carros rodando por ai que tiveram o propulsor trocado, mas o antigo proprietário não providenciou a regularização no Detran. Nesses casos, o comprador não consegue a transferência, porque o número do motor não bate com o que está registrado no órgão de trânsito.

Algumas agências recorrem a um serviço privado de pesquisa, que informa se o número do motor é o mesmo registrado no Detran. Outro problema gerado por essa exigência é que, em alguns veículos (como Fiat Marea, Ford Ranger, entre outros), o número do motor fica tão escondido que o comprador tem que levar o carro a uma concessionária, para que sejam retiradas algumas peças (dependendo do veículo, esse serviço pode custar até mais de R$ 300) e emitido um laudo informando o número do motor. Portanto, carro com motor trocado precisa ter nota fiscal do novo propulsor.

Particulares
Ao comprar um carro de particular, os cuidados devem ser maiores, principalmente com a documentação. Também é preciso cautela com algumas pessoas que se apresentam como particulares, mas que, na verdade, são vendedores profissionais não-regulamentados. Essas pessoas podem, inclusive, comercializar veículos salvados de segurados (os chamados perda total), sem informar ao cliente sobre isso.

Agências
Se for comprar carro em agências, prefira aquelas que já estão há mais tempo estabelecidas no mercado. Procure também informações sobre a idoneidade do estabelecimento, perguntando por exemplo a quem já fez negócio com a empresa.

Feiras
O cuidado também deve ser dobrado nesses locais e o negócio somente deve ser fechado na segunda-feira (as feiras são geralmente nos fins de semana), depois de uma ampla consulta aos órgãos de trânsito sobre multas, queixas de furto, impedimentos etc.

Carros PT
Outros "abacaxis" que circulam por ai são os carros batidos que são dados como perda total pelas seguradoras e acabam vendidos em leilões. Tem muita gente recuperando esses carros e os vendendo como se não tivessem se envolvido em um grave acidente. Além do problema da insegurança, o comprador desse tipo de veículo tem o desgosto de não conseguir fazer seguro do veículo, pois as próprias seguradoras não aceitam (elas têm uma lista com os números de chassis desses carros) e não informam aos Detrans e ao público de uma forma geral (por meio de sites, por exemplo) quais veículos foram dados como perda total. Pesquisar junto às seguradoras para saber se elas fariam seguro do veículo pretendido é uma atitude providencial para evitar a compra de um carro perda total.

Micos
Não custa nada fazer uma pesquisa de mercado para saber se o carro que está sendo comprado é daqueles que acabam gerando um "casamento", em vez de um negócio.
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