Segurança - Tecnologia e atitude

Allianz mantém centro de pesquisa para testes em veículos, mas também busca mostrar importância da decisão individual quanto ao uso de dispositivos que evitam acidentes

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postado em 01/11/2008 17:30 Paula Carolina /Estado de Minas
Laboratório na Alemanha tem acesso a modelos recém-lançados e faz um crash test por semana, avaliando índice de reparabilidade e absorção de impactos - EuroNCap/Divulgação - 22/12/06 Laboratório na Alemanha tem acesso a modelos recém-lançados e faz um crash test por semana, avaliando índice de reparabilidade e absorção de impactos
De São Paulo (SP) - Tecnologia é importante, mas atitude é fundamental para reduzir impactos em acidentes e poupar vidas. Com esta filosofia, o Grupo Allianz, empresa mundial de seguros, serviços financeiros e administração de fundos, busca mostrar aos usuários de veículos que não basta o desenvolvimento de um carro seguro, se o motorista (e passageiros) abdicar do uso de cintos de segurança ou não der importância a equipamentos como airbags. Durante coletiva, esta semana, em São Paulo, representantes da empresa falaram do seu centro de tecnologia e pesquisa (Allianz Center for Technology/AZT), que realiza testes em veículos e materiais, e ressaltaram a importância da atitude do motorista. A Allianz é também patrocinadora da equipe AT&T; Williams e parceira oficial global da Fórmula 1. Aproveitando a realização do Grande Prêmio do Brasil, amanhã, o grupo buscou a participação do piloto alemão Nico Rosberg, da Williams, que também falou sobre a importância dos dispositivos de segurança, que salvam vidas na F-1.

O Centro de Tecnologia foi fundado há 76 anos, em Munique, Alemanha, como um escritório de testes de materiais e com o objetivo de dedicar-se à análise de falhas em quase todos os segmentos da indústria, a fim de desenvolver mecanismos para a prevenção de riscos. Em 1971, estendeu suas atividades para abranger, em especial, a tecnologia automotiva, sendo criada uma subdivisão específica para esse segmento, o Instituto Automotivo. Sempre em contato com as fabricantes de automóveis, o centro realiza crahs tests, buscando analisar o veículo e, obviamente, repassar o que foi detectado ao fabricante.

Um teste de colisão é feito por semana, concentrado no índice de reparabilidade e redução das vítimas, mas também levando-se em conta a segurança, com análises do comportamento dos cintos, airbags e materiais, além do nível de absorção de impacto. "O problema nem é tanto entender onde estão os perigos, mas saber o que pode ser feito para a redução de riscos e machucados", acrescenta o ex-piloto de F-1 e embaixador de segurança da Allianz, Christian Danner. Segundo ele, muito do que é analisado e desenvolvido pelo AZT pode ser aplicado nos veículos de série. Como exemplo, cita a evolução dos sistemas de imobilização eletrônicos de motores, que colaboraram drasticamente com a redução de furtos de veículos na Europa.

A parceria firmada com a Williams em 2000 e com a F-1 em 2007 possibilita também a troca de informações. "A F-1 está trabalhando em muitas áreas tecnológicas que têm um grande potencial para o futuro, como o uso de materiais com componentes muito leves. Existe uma sinergia de conhecimento, por exemplo, em relação aos testes destes materiais", diz Danner. "Depois da tragédia com o Ayrton Senna, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) começou a focar muito em segurança. Houve muitos avanços e o que aconteceu com o Robert Kubica (piloto da BMW) recentemente mostra isso. Ele sofreu um grave acidente, seu carro ficou destruído e ele não teve nada. Isso é devido ao investimento e ao suporte que se dá em testes de segurança", completa Nico Rosberg.

Influência
A gerente de comunicação da Allianz SE e responsável pela parceria global com a Fórmula 1, Sandra Nulty, explica que há estudos até com relação à influência que os videogames podem causar na maneira de dirigir das pessoas. "Quando se fala em segurança rodoviária, as pessoas têm que saber que elas também precisam se manter seguras", enfatiza, novamente ressaltando a importância do uso do cinto de segurança e de controle do próprio comportamento, como não dirigir depois de beber. "Há cerca de 940 milhões (frota de automóveis e caminhões que circulam em rodovias públicas do mundo, segundo estatística da Allianz) de pessoas dirigindo no mundo. E mais de 3 mil sofrem, diariamente, acidentes fatais. Muitos podem ser prevenidos", acrescenta Nulty.

Em relação ao número de acidentes no Brasil, o presidente da Allianz Seguros, Max Thiermann, citou dados da Polícia Rodoviária Federal que revelam a seguinte situação: 80,75% ocorrem em pistas bem conservadas; 71,4% em retas; 53,6% durante o dia; 63% em tempo seco. "A imprudência é a principal causa de acidentes no trânsito e nas estradas, de acordo com levantamento da PRF. Ou seja, quem tem a maior responsabilidade pela segurança no trânsito é o próprio motorista", completa. Ele lembra que o interesse na apuração do acidente, suas causas e conseqüentemente sua redução faz parte do interesse da seguradora. Dentre os segurados e indenizados pela Allianz, no Brasil, dados revelam que somente 6% dizem respeito a furto ou roubo, o que mostra o índice alto de ocorrências por acidentes de trânsito.

Ações
No Brasil, a Allianz realiza cursos gratuitos de direção defensiva com empresas que têm frotas seguradas e já chegou a observar queda de 60% na sinistralidade em alguns casos. Atualmente, a empresa estuda uma forma de transmitir a aplicação de conhecimentos e gerar maior consciência também em motoristas particulares, que são clientes da seguradora.

(*) Jornalista viajou a convite da Allianz Seguros.
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