Bichos de estimação - Quietos, calmos e seguros

Lei não obriga retenção, mas é preciso manter animal longe do motorista e acessórios ajudam na segurança. Em viagens, é preciso ter atenção aos documentos obrigatórios

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 10/12/2008 19:19 Paula Carolina /Estado de Minas
Cadeiras, como as usadas para crianças, são presas ao assento - Marcus Sinhoreto/Tubline/Divulgação Cadeiras, como as usadas para crianças, são presas ao assento
Se a displicência com crianças já é grande; com animais, sem comentários. São transportados soltos no carro, no colo de passageiros ou até do motorista e nas carrocerias das picapes como se as leis da física não se aplicassem a eles. Para completar, a lei é omissa e proíbe apenas que o bichinho seja levado junto ao motorista (no colo, entre as pernas ou à sua esquerda, próximo à porta) ou nas partes externas do veículo (carroceria, teto). Transportar o animal com segurança passa a ser questão de consciência.

Caixas
O tipo de acessório mais comum para o transporte de animais são caixas próprias, mais adequadas para gatos e cachorros pequenos ou de tamanho médio. No entanto, como normalmente ficam soltas dentro do carro, podem se tornar um grande perigo aos demais ocupantes, em caso de acidente ou de freada forte. Além disso, como lembra o médico veterinário Márcio Waldman, "em viagem de duas, três horas, é complicado deixar o animal dentro da caixa. Há outros acessórios menos traumáticos para o cachorro. Já para os gatos é recomendada a caixa de transporte, pois pulam muito, fazem muita bagunça. É outro temperamento".



Ideal
O mais seguro, no entanto, é o cinto de segurança, que "veste" o peitoral do animal e é conectado ao cinto normal do carro. Para cães menores, opção também segura é a cadeirinha, semelhante às usadas para bebês, que já tem o cinto de segurança e é presa ao banco do veículo. A Transpet, por exemplo, da Tubline, tem altura e trava para coleira reguláveis, que é onde é preso o cinto de segurança (para coleiras de modelo peitoral) e pode ser usada em cachorros de até 10 kg.
Grade vertical evita que cachorro pule para os bancos da frente. Caixas são equipamento mais comum, porém ficam soltas no carro - Márcio Waldman/Pet Supermarket/Divulgação Grade vertical evita que cachorro pule para os bancos da frente. Caixas são equipamento mais comum, porém ficam soltas no carro

Grandes
Outros equipamentos interessantes, que começam a ser importados para o Brasil, são as grades de segurança, ótima opção para animais maiores. Entre as invenções, uma grade vertical, que é colocada entre os dois bancos da frente, presa do chão ao teto, foi criada com o objetivo de impedir que o bicho pule para a parte da frente do carro. "Evita que o animal distraia o motorista ou até pule no seu colo, incorrendo em multa. Mas é recomendado, mesmo com a grade, o uso do cinto de segurança", acrescenta Márcio Waldman, que é também responsável pelo site Pet Supermaket e importador das grades. Outro tipo interessante, segundo ele, é a de janela, que impede que o animal ponha a cabeça para fora, com risco de machucar, morder alguém ou até vir a ter hipotermia (temperatura do organismo cai abaixo do normal). O equipamento, de acordo com Waldman, é dobrável e de fácil instalação.

Multa
Dirigir o veículo transportando animais, pessoas ou volume à esquerda do motorista ou entre os braços e pernas é infração média, com multa de R$ 85,13 e perda de quatro pontos na carteira (artigo 252/Código de Trânsito Brasileiro). Já conduzi-los nas partes externas do veículo (exceto em situação com autorização) é infração grave: multa de R$ 127,69, perda de cinco pontos e possibilidade de retenção do veículo para transbordo.

Viagens
Além dos cuidados relativos à segurança do animal no trânsito, em viagens dentro do Brasil há regras a serem seguidas pelos donos de animais, determinadas pelo Ministério da Agricultura. Para cães e gatos, especificamente, a partir de 18 de julho de 2006, acabou a exigência de porte da Guia de Trânsito Animal (GTA), que era obrigatória até então. Mesmo assim, o chefe da divisão de trânsito animal do Ministério, Bruno Cotta, explica que há necessidade de porte da carteira de vacinação e de atestado de saúde emitido por veterinário particular.

Já para qualquer outro tipo de animal, continua sendo exigida a GTA, que é fornecida pelo órgão executor de defesa sanitária estadual (em Minas é o Instituto Mineiro de Agricultura/IMA) ou por veterinário particular habilitado pelo Ministério da Agricultura para este fim. Cotta explica que as regras para a obtenção da GTA variam conforme o animal (aves, roedores, bovinos etc.) e dependem, ainda, de haver ou não programa sanitário para a espécie, mas todas podem ser encontradas no site do órgão (www.agricultura.gov.br). Segundo ele, além de evitar a contaminação por doenças, o objetivo é o controle de origem e destino dos animais.

A fiscalização de porte dos documentos durante a viagem fica a cargo dos órgãos executores de defesa sanitária de cada estado e não há penalidade pecuniária, mas o motorista pode ser impedido de seguir viagem.

Leia também

. Transporte de objetos - Cada um no seu lugar
. Transporte - Bom para cachorro

Veículos

Encontre seu veículo

Últimas notícias

ver todas
10 de janeiro de 2011
18 de dezembro de 2009

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação