Faróis - Luz amarela para as azuis

Resolução 294 do Contran estabelece novos requisitos para os sistemas de iluminação e sinalização dos veículos e, implicitamente, limita o uso dos faróis de xenônio

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postado em 17/12/2008 19:19 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Em 2009, faróis de xenônio deverão vir acompanhados com lavadores e regulagem automática dos fachos - Giulliano Ricciardi/Citroën/Divulgação Em 2009, faróis de xenônio deverão vir acompanhados com lavadores e regulagem automática dos fachos
Os condutores que instalaram faróis de xenônio em seus veículos devem ficar atentos às novas normas que regulamentam o equipamento. Tudo porque, na visão do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), esse farol, utilizado fora dos requisitos estabelecidos, pode provocar ofuscamento dos demais veículos, possibilitando a ocorrência de acidentes. Por isso, a partir do próximo ano, os carros que têm faróis de xenônio devem estar equipados com lavadores de faróis (para que a sujeira não mude a direção do facho) e reguladores automáticos de altura dos fachos (para não ofuscar os demais veículos quando o carro passar por desníveis ou estiver com o porta-malas carregado).

De acordo com Giovanni Barros, engenheiro óptico da Magneti Marelli, uma possível adaptação dos veículos equipados com o kit xenônio é inviável em termos de custo porque a regulagem automática é um sistema muito complexo, com sensores de carroceria e uma central eletrônica que controlam o movimento do facho, além do fato de as oficinas e concessionárias não terem condições de prestar esse serviço. Outros dificultadores são que nem todo carro tem um sistema elétrico que comporta as alterações e nem espaço para instalar os lavadores e o sistema de regulagem automática dos faróis. Tudo isso vai forçar, sim, os proprietários a readaptarem suas antigas lâmpadas halógenas.

O engenheiro explica que no farol, em condições originais, existem refletores ou lentes que direcionam os pontos que vão receber mais e menos intensidade luminosa (para iluminar o caminho e não ofuscar os demais motoristas), além de linhas que limitam a altura do facho de luz. Barros considera absurda a idéia de instalar o kit, composto apenas por lâmpadas e reatores, porque estas lâmpadas (que iluminam até três vezes mais que as halógenas) alteram toda essa distribuição das luzes do farol. Nos veículos que vêm com farol de xenônio de fábrica, esse componente é devidamente construído para projetar essa luminosidade corretamente.

Barros, que está participando de discussões entre o Contran e os fabricantes nacionais de lâmpadas e faróis a respeito do assunto, acredita que o país caminha para a proibição desse tipo de adaptação, a exemplo do Japão, Estados Unidos e Europa. "Para se ter uma idéia de como essa questão está avançada, nesta mesa de discussões, composta inclusive por fabricantes de lâmpadas de xenônio, apenas uma empresa ainda é a favor da adaptação", conta o engenheiro. Quem insistir no uso dos faróis fora das novas especificações terá de pagar multa de R$ 127,69 e o veículo ficará retido até que a situação seja regularizada.

As alterações propostas não se aplicam nem aos veículos que vêm com o farol de fábrica e nem aos que instalaram o kit e cumpriram todo o trâmite necessário para registrar a alteração no documento do carro. Como esse último caminho é longo e a fiscalização, fraca, é notório que uma parcela ínfima de quem realiza qualquer alteração no carro regularize a situação. Para se ter uma idéia, o caminho correto para quem deseja alterar qualquer característica original do carro é primeiro solicitar autorização ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e, depois de a modificação ter sido realizada, levar o veículo a uma instituição técnica licenciada para realizar inspeção veicular. Se aprovado, essa instituição vai emitir o Certificado de Segurança Veicular (CSV), que vai permitir a modificação do documento do veículo.
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