Não compre no escuro - Pisadas da botinha

Se você pretende comprar um Uno, é melhor conhecer os principais problemas que o modelo apresenta e os respectivos preços do conserto para não entrar em uma fria

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postado em 28/12/2008 16:34 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 30/5/06
Editada para auxiliar o leitor na compra de um usado e também para ajudar quem já tem o modelo a estabelecer um plano de manutenção, a oitava edição da série "Não compre no escuro" é sobre o Fiat Uno. A análise é feita por especialistas em diversas áreas (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento, emissão de ruídos) que também calculam o custo médio dos reparos.

. Fiat Uno Economy 1.0 flex - Avesso à bebedeira

O Uno foi lançado no Brasil em 1984 com os motores 1.0 e 1.3 de seu antecessor, o 147. O ano de 1991 marcou o lançamento do Uno Mille e a nova dianteira, com faróis e grade de perfil baixo. Em 1992, o uso de catalisadores trouxe como resultado a perda de potência. Para compensar, a Fiat equipou o modelo com o motor Fiasa 1.5, que, com adoção da injeção eletrônica e ignição digital, dispensou o uso do catalisador. Para os 1.0 a resposta foi o Mille Eletronic, com ignição digital e carburador de corpo duplo. Em 1994, o modelo ganha versão de luxo denominada ELX. E em,1995 todas as versões 1.0 passaram a ser equipadas com injeção eletrônica; o Mille Eletronic finalmente recebeu a frente rebaixada já presente nas versões superiores; o motor 1.6 MPI passa a equipar uma nova versão do modelo; as versões ELX passaram a ser denominadas EP e a Eletronic passou a ser i.e.

Com a chegada do Palio, em 1996, as versões 1.5 e 1.6 do Uno foram tiradas de linha. No ano seguinte, a SX vira EX, que em 2000 mudou para Smart, com nova grade. Foi só em 2001 que o Uno passou a vir com o motor 1.0 Fire. O veterano foi submetido a um face-lift em 2004, com nova frente e traseira. A versão bicombustível chegou em 2005. Em 2006, foi lançada a versão Way, mais alta. A novidade de 2008 foi o Mille Economy, com apelo voltado à economia. As versões esportivas sempre fizeram parte da história do Uno: em 1985 foi lançada a SX, pioneira, que trazia o motor 1.3 com carburador de corpo duplo. Dois anos depois chega a linha R, com o motor Sevel 1.5 (argentino) e, em 1991, o Sevel 1.6. Em 1993, foi lançado o Uno Turbo i.e.

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Problemas e orçamento

MECÂNICOS
Um dos problemas é a má qualidade das soldas da carroceria, que provocam barulho. Setor de direção folga com pouco tempo de uso e conserto é caro - Eduardo Rocha/RR - 29/6/01 e Fiat/Divulgação Um dos problemas é a má qualidade das soldas da carroceria, que provocam barulho. Setor de direção folga com pouco tempo de uso e conserto é caro

Uno (Geral)
Buchas dos braços oscilantes e pivôs folgam facilmente
Troca das buchas e pivôs:
R$ 220

Setor de direção folga com pouco uso
Troca do setor: R$ 400

Rangidos no feixe de molas traseiro
Reparo do feixe de molas:
R$ 120

1.5R e 1.6R
Vazamento de óleo na tampa de válvula
Troca da tampa: R$ 40

Mille Eletronic
Válvula Ecobox
Troca da válvula: R$ 400

Uno Fire
Desgaste precoce da embreagem
Troca da embreagem: R$ 308

Vazamento de água
Troca do selo do bloco obturador: R$ 228

Barulho na bomba d'água
Troca da bomba: R$ 200

Vazamento de óleo
Troca dos retentores, junta da tampa de válvulas e da tampa de enchimento de óleo:
R$ 355

Mau contato no conector do corpo de borboleta
Troca do conector: R$ 105

Caso a troca do óleo não seja feita de acordo com o manual do proprietário, o motor pode apresentar borra

ELÉTRICOS

. Melhor custo/benefício - Sedãs com motor 1.4 e 1.6 - Franceses em destaque
. Melhor custo/benefício - Sedãs com motor 1.0 - Mais por menos
. Melhor custo/benefício entre R$ 30 mil e R$ 45 mil - Caro em conta
. Melhor custo/benefício entre R$ 23 mil e R$ 29 mil - Peladinho com conteúdo

Queda de tensão na bateria
Troca da bateria: de R$ 140 a R$ 220

Testes elétricos e de injeção:
R$ 80

Curto-circuito no chicote do sensor MAP
Reparo do chicote e testes de injeção: R$ 120

Mau contato no conector do sensor de rotação
Troca do conector: R$ 80

Defeito no sensor de temperatura da água
Troca do sensor: R$ 175

Defeito no sensor de velocidade
Troca do sensor: R$ 200

LATARIA/CARROCERIA

Má qualidade das soldas da carroceria fazem com que as chapas de aço se soltem e causem barulho
Refixação dos pontos de solda: de R$ 100 a R$ 500

PROJETO

Nos motores Fire, o cabo de vela está localizado numa região muito quente do cabeçote, que faz sua borracha ressecar, fragiliza o cabo, que perde a capacidade de condução
Troca de vela e cabo de vela: R$ 140

ACABAMENTO

Materiais plásticos de má qualidade

RUÍDOS (causados por)

Má sustentação dos pára-choques
Folgas em trincos e dobradiças
Falta de isolamento das portas, painel, estepe e outros equipamentos (macaco, chave de roda e triângulo)
Isolamento inadequado do porta-malas

A mão-de-obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir de R$ 200

RECALLS

Análise e verificação do sistema de freio para eventual substituição da pinça de freio
Início: 12 de fevereiro de 2002

Análise, verificação e eventual substituição do fecho de afivelamento dos cintos de segurança dos bancos dianteiros
Início: 1º de junho de 2001

Modelos já analisados: Gol, Palio, Celta, Fiesta, Clio, Peugeot 206 e Fox.

Colaboraram para a reportagem: AutoWay (31-3442-7342); Alinha Rodas (31-3295-3913); o "tira-grilos" Luiz Fernando Machado (31-3226-2677); Autowatt (31-2526-4516); Magnus Alinhamento (31-3463-9720).
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