Manutenção - Perigo camuflado

Depois de pequena batida em que o carro fica intacto, o pior acontece na estrutura que reduz a energia do impacto. Dispositivo precisa ser substituído quando é atingido

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postado em 10/01/2009 15:21 Daniel Camargos /Estado de Minas
Uma batida sem danos aparentes pode afetar o crash-box, que precisa ser trocado  - Cesvi/Divulgação Uma batida sem danos aparentes pode afetar o crash-box, que precisa ser trocado
O arranca e para das grandes cidades é causa de seguidas batidas, que, muitas vezes, não deixam vítimas e nem prejuízos aparentes, mas podem danificar a estrutura dos automóveis. De acordo com pesquisa encomendada pela Volvo, 75% dos acidentes de trânsito ocorrem em situações em que os veículos estão em velocidade abaixo de 30 km/h. Existem veículos, como o Volvo XC 60, que chega ao mercado nacional nos próximos meses, equipados com dispositivo para evitar esse tipo de batida, capaz de reconhecer um veículo parado à frente e parar o automóvel em velocidade de até 30 km/h. Porém, como nem todos podem comprar veículos assim, o melhor é ficar atento aos danos das pequenas batidas, principalmente aqueles que ficam ocultos.

O Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi ) realiza estudos de reparabilidade e efetua colisões dianteiras e traseiras à velocidade de 15 km/h. "Com os testes, passamos a observar que os veículos mais modernos são equipados com travessas dianteiras, chamadas de crash-box, que reduzem o custo de reparabilidade, pois diminuem a energia do impacto", explica o analista técnico do Cesvi Claudemir Rodriguez.

Entretanto, quando ocorre colisão em baixa velocidade ou durante manobra, o crash-box pode ser afetado, mesmo que não tenha nenhum dano aparente. "Muitas vezes, o plástico que reveste o para-choque se deforma e depois retorna ao estado natural. As pessoas não observam dano algum e continuam dirigindo normalmente", explica Claudemir. O problema, segundo o analista, é que o crash-box pode ser deformado e, quando isso acontece, deve ser substituído.

Claudemir explica que caso o crash-box permaneça danificado a energia de impacto pode ser transferida para a longarina: "Com a longarina atingida, pode haver danos no radiador e o eletroventilador (ventoinha) e outras peças, causando prejuízo". A lista de itens que podem ser danificados, caso o crash-box esteja com problemas, contempla também itens que ficam na traseira: o porta-malas, o painel traseiro e a lataria lateral.

Para chegar a essas conclusões, o Cesvi realizou teste com a Renault Mégane GrandTour, que após o impacto teve o para-choque (que estava intacto) retirado e foi possível constatar que o dano foi grande no crash-box. Sem alterar o item, o veículo foi submetido a outro impacto, que, devido ao problema no crash-box, provocou o rompimento do para-choque.

Outro detalhe importante é o airbag, pois o crash-box está ligado ao acionamento da bolsa inflável e, se estiver danificado, pode ter o acionamento comprometido em segundo impacto.
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