Luzes - Lei para quê?

Detran do Ceará descumpre Resolução nº 294 do Contran e licencia carros equipados com faróis de xenônio sem portarem lavadores nem regulagem automática de altura do facho

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postado em 24/01/2009 14:00 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Em Fortaleza, proprietário de Polo Sedan consegue licenciar o carro, conforme documento, equipado com faróis de xenônio, mas sem cumprir requisitos previstos pelo Contran - Jackson Romanelli/EM/D.A Press Em Fortaleza, proprietário de Polo Sedan consegue licenciar o carro, conforme documento, equipado com faróis de xenônio, mas sem cumprir requisitos previstos pelo Contran
No começo do ano, à luz da Resolução nº 294 do Contran, o uso de faróis de xenônio deveria obedecer a alguns requisitos. Mas não é o que está acontecendo, pelo menos no estado do Ceará, onde o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) está licenciando veículos que instalaram o kit xenônio sem as devidas alterações estabelecidas pela resolução: lavador e regulagem automática de altura do facho dos faróis. O instrutor de mecânica José Rogério Maciel Ferreira Filho, morador de Fortaleza, conseguiu licenciar o equipamento no Detran daquele estado sem que seu carro esteja cumprindo os requisitos necessários.

O veículo do instrutor passou pela inspeção numa Instituição Técnica Licenciada (ITL) pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que emitiu o Certificado de Segurança Veicular, documento necessário para obter o licenciamento junto ao Detran. Poucos dias depois José retirou os novos documentos que mencionavam e davam aval à modificação irregular.

. Faróis - Luz amarela para as azuis

O Detran do Ceará alega que não está sendo rigoroso em relação ao assunto porque existem muitas dúvidas em relação à interpretação da Resolução nº 294 e que as três empresas credenciadas para realizar a inspeção no estado não têm o equipamento necessário para medir a intensidade da luz. Contrariamente, Francinaldo Soares Macena, engenheiro mecânico do Cipetran, empresa de inspeção veicular, mesmo ITL em que Luís levou seu Polo Sedan 2003 para inspeção, afirma que a empresa tem os aparelhos necessários para medir a coloração e a intensidade das luzes.
Reprodução

De fato o Cipetran inspeciona a cor dos faróis, que, de acordo com a Resolução Contran nº 277, devem ser brancos. Dessa forma, a medição não pode ultrapassar os 6 mil Kelvin. Faróis azuis, a partir de 8 mil Kelvin, não são aprovados pela empresa. Porém, de acordo com Giovanni Barros, engenheiro óptico da Magneti Marelli, a coloração do farol não tem nenhuma relação com sua intensidade, que é o fator que deve ser levado em conta se a intenção não for ofuscar os demais veículos.

Apesar de Francinaldo afirmar que a intensidade da lâmpada é medida durante a inspeção, essa aferição é inútil, já que ela deveria servir para constatar se o veículo deve ou não portar lavadores e regulagem automática do facho dos faróis. O engenheiro também demonstra desconhecimento sobre o assunto ao afirmar que as mudanças só eram válidas para os veículos fabricados ou alterados em 2009, enquanto as exigências valem para todos, com a exceção dos veículos com xenônio de fábrica e os que instalaram o kit xenônio devidamente licenciados antes de 2009, todos os veículos devem estar de acordo.

O engenheiro mecânico Marcus Vinícius Aguiar, membro da Câmara Temática do Contran que discute o assunto, esclarece a importância de ressaltar que o uso dos faróis de descarga de gás (xenônio) não está proibido. As pessoas só devem prestar atenção ao fato de os faróis com intensidade superior a 2 mil lúmens exigirem as adaptações previstas na Resolução nº 294.
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