Não compre no escuro - As fraquezas de um ícone

Está de olho num Monza? Especialistas mostram os defeitos mais recorrentes do modelo da Chevrolet, para que os pretensos compradores tomem uma decisão mais consciente

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postado em 01/02/2009 11:31 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Fotos: General Motors/divulgação
O modelo focalizado esta semana pela série Não compre no escuro é o Chevrolet Monza. Para orientar na compra de um usado e também ajudar a montar um plano de manutenção, especialistas em diversas áreas (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento e emissão de ruído) listaram os principais defeitos apresentados. Além do custo médio dos reparos, a série informa os recalls dos modelos.

O Monza chegou ao mercado brasileiro em 1982. Curiosamente, o carro foi lançado apenas com carroceria hatch, com três portas e motor 1.6. No ano seguinte foi a vez do sedã, junto com a opção do motor 1.8, que melhorou um pouco seu desempenho. Nessa época, opcionais como ar-condicionado, direção hidráulica e câmbio manual de cinco marchas eram itens de encher os olhos. Em 1985, o modelo passou por seu primeiro face-lift.

Naquele ano, o hatch ganhou versão esportiva, com rodas largas, frisos, bancos Recaro e, sob o capô, o motor 1.8 com carburador de corpo duplo e outro coletor de admissão. O modelo alcançava a velocidade máxima de 180km/h. No ano seguinte, foi lançada a versão de luxo, denominada Classic, que trazia muitos opcionais e carburação dupla. Em 1987, chegou ao mercado o motor 2.0, que tirou de linha a motorização 1.6. No ano seguinte, o Monza passou novamente por retoques estéticos. A carroceria hatch deixou de ser produzida em 1989.

O Monza ganhou injeção eletrônica em 1990, mas apenas no motor 2.0. Em 1991, o modelo passou por nova reestilização, ficando semelhante ao Omega. No ano seguinte, todas as versões receberam injeção eletrônica, sendo algumas multiponto e outras monoponto. Para abrir espaço para o Vectra, em 1993 a Chevrolet tirou de cena a versão topo de linha do Monza. Já em 1996, quando a segunda geração do Vectra foi lançada, foi decretada a aposentadoria do Monza.

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Problemas e orçamento

MECÂNICOS

Folga nas buchas das barras de direção
Troca: R$ 200

Folga nos coxins com rolamento
Troca: R$ 180

Folga na direção
Troca das buchas da barra de direção: R$ 52

Sujeira no corpo da borboleta
Limpeza: R$ 90

Entupimento da mangueira do Sensor MAP
Troca da mangueira: R$ 80

Desgaste prematuro dos retentores de válvula
Troca: R$ 500

Vazamento na junta da tampa de válvula
Troca da junta: R$ 30

Vazamento na tampa seletora de marcha
Troca do retentor e junta: R$ 55
Primeiro Monza, o hatch, lançado em 1982 - Primeiro Monza, o hatch, lançado em 1982

ELÉTRICOS

Geral
Eletroventilador com durabilidade reduzida

Falha do contato de ignição
Troca: R$ 100

Falha no sensor MAP
Troca: R$ 215

Monza MPFI, Classic e 500 EF

Queima do relé da injeção eletrônica ou mal contato nos conectores do relé
Troca do relé: R$ 110
Troca dos conectores: R$ 105

Queima da central eletrônica
Reparo: R$ 700

Falha no debímetro (medidor de fluxo de ar da mistura ar/combustível)
Reparo: R$ 550

Queima das lâmpadas do painel digital
Troca: R$ 135

MONZA 1.8 E 2.0 EFI

Falha no sensor Hall (módulo de ignição que fica dentro do distribuidor)
Troca do sensor e da bobina impulsora: de R$ 280 a R$ 370

Falha no sensor de posição da borboleta
Troca: R$ 120

Oxidação do conector do sensor de temperatura da água
Troca do conector: R$ 75
Troca do sensor: R$ 105

Defeito no sensor de velocidade
Troca: R$ 220

Queima da placa retificadora e do regulador de tensão provocada por falha no alternador
Troca da placa e do regulador: R$ 155
Conserto do alternador: R$ 120
Troca do alternador: R$ 650

. Melhor custo/benefício - Compactos premium - Sem prêmio para a segurança
. Melhor custo/benefício - Sedãs com motor 1.4 e 1.6 - Franceses em destaque
. Melhor custo/benefício - Sedãs com motor 1.0 - Mais por menos
. Melhor custo/benefício entre R$ 30 mil e R$ 45 mil - Caro em conta
. Melhor custo/benefício entre R$ 23 mil e R$ 29 mil - Peladinho com conteúdo

LATARIA/CARROCERIA

Com o passar dos anos, as soldas da carroceria se soltam, causando barulho devido ao atrito entre as chapas de aço.
Refixação dos pontos de solda: de R$ 100 a R$ 500

Peso dos vidros laterais dos modelos duas portas estraga a máquina do vidro
Reparo: R$ 90

PAINEL É FRÁGIL

RUÍDOS (causados por)

Dilatação das peças plásticas do painel
Folga nos faróis
Folga na estrutura dos bancos, nas portas e nos componentes do vão do motor
Vibração do capô
Isolamento ruim do estepe, chave de rodas, macaco e triângulo

A mão-de-obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir de R$ 200

RECALL

Troca dos protetores da mangueira do cânister
Ano do recall: 1991

Corrigir sistema de travamento do cinto de segurança
Ano do recall: 1991

Troca dos parafusos de fixação dos cintos de segurança dianteiros com regulador de altura na coluna central
Ano do recall: 1995

Colaboraram para a reportagem: AutoWay (31-3442-7342); Alinha Rodas (31-3295-3913); o "tira-grilos" Luiz Fernando Machado (31-3226-2677); Autowatt (31-2526-4516); Marcha Livre (31-3481-3200); Magnus Alinhamento (31-3463-9720).

Modelos já analisados: Gol; Palio; Celta; Fiesta; Clio; Peugeot 206; Fox; Uno; Corsa; Ka; Santana; Tempra.
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