Não compre no escuro - De vilão a mocinho

O principal problema do Marea é a formação de borra no motor de cinco cilindros. Fique atento à troca de óleo para não ter que desembolsar muita grana na retífica

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postado em 15/03/2009 17:36 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Quem quer um carro mais nervoso, pode optar pela versão 2.4 de 160 cv - Fotos: Fiat/Divulgação Quem quer um carro mais nervoso, pode optar pela versão 2.4 de 160 cv
Esta edição da série Não compre no escuro focaliza o Fiat Marea. A série foi criada para auxiliar o leitor na compra de um usado, além de contribuir com informações aos que já têm o modelo a montar um plano de manutenção. As informações (defeitos mais frequentes e o preço do conserto) são passadas por especialistas de diversas áreas (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento e emissão de ruído). Outra informação importante é se o modelo passou por algum recall.

O Marea chegou ao mercado brasileiro em 1998 para substituir o Tempra. O modelo foi lançado com duas versões de acabamento, ELX e HLX, ambas com o motor 2.0 20V, de cinco cilindros, com variador de comando de admissão, que rendia 142 cv. No mesmo ano, a Fiat introduziu no mercado mais duas versões: SX, de entrada, com 127 cv; e Turbo, mais esportiva, de 182 cv. No ano seguinte, as versões intermediárias perderam potência, igualando-se à SX, que em 2000 ganhou um propulsor mais simples, 1.8 16V, perdendo de potência.

Ainda no ano 2000 as versões ELX e HLX voltaram à potência original, 142 cv, e foi lançado o propulsor 2.4 20V, com variadores de comando de válvula e do coletor de admissão, que rendiam 160 cv. No ano seguinte, o Marea passou por uma reestilização, principalmente na traseira, com novas lanternas triangulares. Em 2005, além de suaves mudanças estéticas, o modelo ganhou opção de motor 1.6 16V, que desenvolvia 106 cv. A partir de 2007, esta seria a única opção de motor para o modelo.

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Problemas e orçamento
Apesar de ser considerado uma dor de cabeça por alguns mecânicos, especialistas no modelo garantem que a manutenção do Marea não é nenhum bicho-de-sete cabeças, mas exige conhecimento técnico e ferramentas específicas. Por serem importadas, a maioria das peças dos motores de cinco cilindros é cara.
Em 2001, modelo ganhou nova traseira, com lanternas triangulares. Perua e sedã foram lançados com o mesmo motor 2.0 de 20V. Feito em plástico, painel apresenta folgas que causam ruídos incômodos - Marlos Ney Vidal/EM/D. A Press - 31/8/05 - Eduardo Rocha/RR - 22/6/01 Em 2001, modelo ganhou nova traseira, com lanternas triangulares. Perua e sedã foram lançados com o mesmo motor 2.0 de 20V. Feito em plástico, painel apresenta folgas que causam ruídos incômodos

MECÂNICOS
Folgas prematuras nas buchas inferiores dos amortecedores traseiros
Troca: R$ 350

Folgas frequentes nos braços oscilantes e bieletas da barra estabilizadora
Troca: R$ 600

Vazamento no retentor do virabrequim
Troca do retentor: R$ 320

Vazamento no atuador de embreagem
Troca: R$ 400

Vazamento no atuador do pedal de embreagem
Troca: R$ 800

Desgaste do variador de fase
Troca: R$ 1.300

Folga no rolamento da direção hidráulica
Troca: R$ 680

BORRA NO MOTOR
Prevenção: Como esse motor trabalha num regime muito mais alto de temperatura e giro que os demais propulsores usados no Brasil, características de motores modernos, a condição essencial para evitar a carbonização é o uso do tipo de lubrificante recomendado pela fábrica. Por precaução, a periodicidade da troca deve ser reduzida: a cada 5 mil quilômetros ou de seis em seis meses, o que ocorrer primeiro.

ELÉTRICOS
Queima da resistência da primeira velocidade do eletroventilador
Troca: R$ 280

Subdimensionamento do cabo massa (negativo da bateria) pode causar indicação errada da temperatura no painel
Troca do cabo: R$ 140

Queima da central que controla o atuador de marcha lenta, ar-condicionado e eletroventilador
Troca da central: R$ 2.680

Falha na sonda lambda
Troca: R$ 410

Queda de tensão na bateria causa oscilação do ponteiro de temperatura do motor
Troca do cabo: R$ 160

Queima do sensor de rotação
Troca: R$ 420

Falha no sensor de massa de ar
Troca: R$ 560

Falha na central eletrônica do ABS
Troca da central: cerca de R$ 2 mil

Reparo da central: a partir de R$ 400

Queima da bobina de ignição
Troca: R$ 340

Falha no conector da bomba de combustível
Troca: R$ 140

Queda de tensão no fio positivo do alternador faz a bateria descarregar
Instalação de um cabo de reforço: R$ 180

Melhor custo/benefício - Peruas atrevidas
Melhor custo/benefício - Compactos premium - Sem prêmio para a segurança
Melhor custo/benefício - Sedãs com motor 1.4 e 1.6 - Franceses em destaque
Melhor custo/benefício - Sedãs com motor 1.0 - Mais por menos
Melhor custo/benefício entre R$ 30 mil e R$ 45 mil - Caro em conta
Melhor custo/benefício entre R$ 23 mil e R$ 29 mil - Peladinho com conteúdo


LATARIA/CARROCERIA
Com o passar dos anos, as soldas da carroceria se soltam, causando barulho devido ao atrito entre as chapas de aço
Refixação dos pontos de solda: de R$ 100 a R$ 500

RUÍDOS (causados por)
Para-choques bambosMá regulagem do capô e das portasFolgas no painel de instrumentos, nos trincos das fechaduras e na máquinados vidrosAfrouxamento da estrutura dos bancosPontos de solda que estalamForro do teto bamboFolga nas dobradiças do banco traseiro (no Weekend)

A mão-de-obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir
de R$ 200

RECALL
Não existe recall para este modelo

Colaboraram para a reportagem: AutoWay (31-3442-7342); Alinha Rodas (31-3295-3913); o "tira-grilos" Luiz Fernando Machado (31-3226-2677); Autowatt (31-2526-4516); Magnus Alinhamento (31-3463-9720); High Torque (31-3272-5655); e Remo, da Inforlub (3491-7896).

Modelos já analisados: Gol, Palio, Celta, Fiesta, Clio, Peugeot 206, Fox, Uno, Corsa, Ka, Santana, Tempra, Monza, Escort, Kombi, Tipo, Vectra, Verona e Apollo.

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