Não compre no escuro - Astro com boa fama

Se você está no encalço de um usado mais potente e completo, confira os problemas mais frequentes do Astra. Especialistas garantem que modelo não dá muito trabalho

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
postado em 12/04/2009 19:00 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Os rolamentos dos Astra equipados com rodas aro 16 se desgastam e como a troca deve ser feita junto com os cubos, a operação é dispendiosa - Fabio Gonzalez/Chevrolet/Divulgação Os rolamentos dos Astra equipados com rodas aro 16 se desgastam e como a troca deve ser feita junto com os cubos, a operação é dispendiosa
Esta edição da série "Não compre no escuro" é sobre o Chevrolet Astra. Especialistas em diversas áreas (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento, emissão de ruídos) listam os problemas mais comuns do modelo e quanto custa repará-los. O objetivo é auxiliar na compra de um usado e ajudar a quem já tem o modelo focalizado montar um plano de manutenção. Outra informação prestada pela série é a lista de recalls dos modelos.

Astra 2010 aparece oficialmente na Europa
No Brasil, Astra 2009 aposta na potência extra

Lançado no fim de 1994, importado da Bélgica, o Astra chegou ao Brasil nas versões hatch e perua. O motor era um 2.0, que desenvolvia 116 cv. A importação foi encerrada em 1996, devido a aumento significativo do imposto no ano anterior. A segunda geração, já fabricada no Brasil, foi lançada em 1998, com os propulsores 1.8 (de 110 cv) e 2.0 (112 cv), ambos com injeção multiponto. Apesar de essa geração ter descartado a perua, no ano 2000 o Astra ganhou versão sedã, com motor 2.0 16V, de 128 cv, que também estava disponível para o hatch. Em 2001, o sedã trazia a opção de motor 1.8 a etanol, que rendia 110 cv. Ainda naquele ano, os propulsores ganharam mais potência: o 2.0 16V passou para 136 cv e o 8V, 116 cv.

As novidades de 2003 foram o face-lift, que rendeu ao Astra linhas mais angulosas, e a chegada da carroceria hatch de cinco portas. Com foco nos taxistas, a Chevrolet lançou um kit de gás natural para o motor 1.8 a álcool. Em 2004, o modelo entrou na onda dos flexíveis, com o motor 2.0 8V, que rendia 121 cv com gasolina e 128 cv com álcool. Como se isso não bastasse, pouco depois a fábrica lançou o Multipower, um sedã 2.0 que andava com álcool, gasolina e gás natural. Em 2007, a carroceria hatch de três portas deixou de ser fabricada. Apesar de na Europa a segunda geração do Astra ter saído de linha em 2004, o Brasil continua a produzi-la.

Não compre do escuro - Volkswagen Logus/Pointer
Não compre do escuro - Ford Ranger
Não compre do escuro - Chevrolet Omega
Não compre do escuro - Fiat Brava
Não compre do escuro - Volkswagen Polo
Não compre do escuro - Ford Focus
Não compre no escuro - Volkswagen Golf
Não compre no escuro - Ford Courier
Não compre no escuro - Chevrolet Kadett e Ipanema
Não compre no escuro - Fiat Marea
Não compre no escuro - VW Apollo e Ford Verona
Não compre no escuro - Chevrolet Vectra
Não compre no escuro - Fiat Tipo
Não compre no escuro - Volkswagen Kombi
Não compre no escuro - Ford Escort
Não compre no escuro - Chevrolet Monza
Não compre no escuro - Fiat Tempra
Não compre no escuro - Volkswagen Santana
Não compre no escuro - Ford Ka
Não compre no escuro - Chevrolet Corsa
Não compre no escuro - Fiat Uno Mille
Não compre no escuro - Volkswagen Fox
Não compre no escuro - Peugeot 206
Não compre no escuro - Renault Clio
Não compre no escuro - Ford Fiesta
Não compre no escuro - Chevrolet Celta
Não compre no escuro - Volkswagen Gol
Não compre no escuro - Fiat Palio

PROBLEMAS E ORÇAMENTO

Os especialistas fazem
ressalva quanto às
peças da primeira geração do Astra, que em alguns
casos são caras e difíceis de encontrar.
Algumas peças da primeira geração do Astra, que vinha da Bélgica com propulsor 2.0 brasileiro, são caras e difícies de serem encontradas. Perua do modelo só foi produzida na primeira geração. Lançado em 2000, o sedã da Chevrolet ainda é fabricado - Arquivo/EM/D.A Press Algumas peças da primeira geração do Astra, que vinha da Bélgica com propulsor 2.0 brasileiro, são caras e difícies de serem encontradas. Perua do modelo só foi produzida na primeira geração. Lançado em 2000, o sedã da Chevrolet ainda é fabricado

MECÂNICOS

Geral
Vazamento de óleo na junta da tampa de válvula
Troca da junta: R$ 45

Vazamento de óleo no cárter
Troca da junta: R$ 150

1ª geração
Folga das buchas dos leques e das buchas da barra de direção
Troca: R$ 200

Vazamento no regulador de pressão de combustível
Troca: R$ 235

Vazamento na mangueira de arrefecimento
Troca: R$ 200

2ª geração
Folga nas bieletas da barra estabilizadora
Troca: R$ 150

Problemas no engate
das marchas
Troca do reparo do trambulador: R$ 400

Desgaste dos rolamentos das rodas (veículos com
rodas aro 16)
É necessário a troca dos cubos e rolamentos: R$ 2.000

Vazamento de óleo no
setor de direção
Troca: R$ 450

Vazamento de óleo no atuador hidráulico de embreagem
Troca: R$ 630

ELÉTRICOS

1ª geração
Falha na válvula de marcha lenta
Limpeza: de R$ 35 a R$ 80
Troca: de R$ 350 a R$ 400

Queima da válvula de purga (que conduz os gases do tanque de combustível até o canister)
Troca da válvula e do filtro de carvão: R$ 340
Quebra do conector da válvula de purga
Troca: R$ 72

Queima do sensor de rotação
Troca: R$ 360

Falha na sonda lambda
Troca: R$ 410

2ª geração
Queima do módulo de controle do arrefecimento
Reparação: R$ 250
Troca: R$ 660

Falha do sensor de temperatura
Troca: R$ 105

Sistemas de ventilação do cárter e do atuador obstruídos
Limpeza: R$ 140

Falha no atuador
Troca: R$ 360

Falha na sonda lambda
Troca: R$ 210

Queima do sensor de rotação
Troca: R$ 360

Mau contato no aterramento
do motor
Refazer aterramento: R$ 160

LATARIA/CARROCERIA

Com o passar dos anos, as soldas da carroceria se soltam, causando ruídos devido ao atrito entre as chapas de aço
Refixação dos pontos de solda: de R$ 100 a R$ 500

RUÍDOS (causados por)

Má regulagem do capô
Vibrações nos para-choques e na base dos faróis
Folgas nos componentes do vão do motor, máquinas dos vidros e estruturas dos bancos
Isolamento inadequado de painel, forração das portas, guarnições traseiras, estepe, macaco, chave de roda, triângulo e suportes das tampas de alto-falantes
Encaixe impreciso dos
bancos traseiros

A mão-de-obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir de R$ 200

Melhor custo/benefício - Peruas atrevidas
Melhor custo/benefício - Compactos premium - Sem prêmio para a segurança
Melhor custo/benefício - Sedãs com motor 1.4 e 1.6 - Franceses em destaque
Melhor custo/benefício - Sedãs com motor 1.0 - Mais por menos
Melhor custo/benefício entre R$ 30 mil e R$ 45 mil - Caro em conta
Melhor custo/benefício entre R$ 23 mil e R$ 29 mil - Peladinho com conteúdo


RECALL

Para saber se seu Astra está em dia com os recalls, ligue para o Centro de Atendimento ao Cliente Chevrolet:
0800-702-4200

Verificação e substituição das pastilhas do freio dianteiro
Ano do recall: 2007

Substituição do eixo da
caixa do diferencial
Ano do recall: 2004

Verificação e eventual substituição da pinça do
freio a disco
Ano do recall: 2002

Troca da junta da coluna
de direção
Ano do recall: 1999

Modelos já analisados: Gol, Palio, Celta, Fiesta, Clio, Peugeot 206, Fox, Uno, Corsa, Ka, Santana, Tempra, Monza, Escort, Kombi, Tipo, Vectra, Verona e Apollo, Marea, Kadett, Courier, Golf.

Colaboraram para a reportagem: AutoWay (31-3442-7342);
Alinha Rodas (31-3295-3913); o tira-grilos Luiz Fernando Machado (31-3226-2677); Autowatt (31-2526-4516); Magnus Alinhamento (31-3463-9720).

Encontre seu veículo

Últimas notícias

ver todas
10 de janeiro de 2011
18 de dezembro de 2009

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação