Sete lugares - Protegendo a retaguarda

Fabricantes contam o que fazem para resguardar os passageiros da terceira fileira escamoteável de bancos, para evitar deformação, em caso de colisão traseira

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postado em 29/04/2009 16:37 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Cinto de três pontos, apoios de cabeça e barras de proteção para todos os ocupantes do SW4 - Malagrine Studio/Toyota/Divulgação Cinto de três pontos, apoios de cabeça e barras de proteção para todos os ocupantes do SW4
Nos veículos em que a última fileira de bancos fica bem próxima da tampa traseira, caso dos modelos que trazem aqueles dois assentos rebatíveis, a falta do espaço normalmente usado como porta-malas dá a impressão de que aqueles ocupantes estão mais expostos aos riscos de uma colisão traseira. Como o habitáculo é destinado aos passageiros do veículo, no caso de uma batida, a integridade desse espaço deve ser mantida em nome da segurança de seus ocupantes.

Claudemir Rodriguez, analista técnico do Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária), explica que as carrocerias mais recentes são construídas visando a maior absorção da energia do impacto em regiões que tendem a se deformar, as chamadas zonas de deformação programada. De acordo com Rodriguez, os principais pontos de absorção estão nas longarinas e no capô. Diferente das longarinas antigas, em que a função é somente estrutural e podiam dobrar em qualquer região, as mais modernas absorvem o impacto e se deformam em regiões fora do habitáculo.

Travessas
Integradas aos para-choques, existem travessas fixadas nas longarinas que também têm a função de absorver o impacto em regiões preestabelecidas. Em caso de uma colisão que tenha afetado essas regiões de deformação programada, o Cesvi não recomenda que essas peças sejam reparadas, e sim substituídas. Outro ponto importante para absorção de energia são os pontos fusíveis localizados no capô, projetados para dobrarem em caso de colisão, evitando que os componentes do motor sejam projetados para dentro do habitáculo.

Pensando na segurança desses passageiros, os fabricantes tomam cuidados especiais. Por exemplo, a linha Adventure do Doblò não oferece o banco suplementar no lado esquerdo, porque ali, do lado de fora do veículo, se localiza o estepe. Segundo a Fiat, como a área de deformação é menor, o projeto do modelo previu que a energia de uma batida traseira seja distribuída por toda a carroceria. Outra atenção especial é dada à fixação desses bancos e do cinto de segurança à carroceria.
Doblò: estepe traseiro ou banco suplementar - Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 18/7/06 Doblò: estepe traseiro ou banco suplementar

Energia
De acordo com Eduardo Grassioto, gerente de Pós-Vendas da Citroën do Brasil, a tendência dos impactos traseiros é de ter menor intensidade que os dianteiros, já que parte da energia é dissipada pelo deslocamento do carro que é empurrado para frente. No Grand C4 Picasso, além de longarinas, travessas e áreas predeterminadas de deformação, o veículo é equipado com airbags de cortina, que abrangem a terceira fileira de bancos, cinto de três pontos e apoio de cabeça regulável para todos os ocupantes.

Com o SW4, a Toyota também teve a mesma preocupação, providenciando cinto de três pontos com pré-tensionadores e encosto de cabeça para todos os ocupantes, além das barras de proteção lateral, que se estendem até a terceira fileira de bancos. De acordo com o fabricante japonês, apesar de aparentar, essa área de deformação não é tão pequena. A carroceria do SW4 tem áreas de deformação programada para reduzir os impactos da colisão e assegurar a proteção dos passageiros no interior do habitáculo.

Lamentável foi a posição adotada pela Chevrolet e pela Renault, que não se interessaram em falar sobre a segurança de modelos como a Zafira, Kangoo e Grand Scénic. Recentemente, o EuroNCAP (sigla para Programa de Avaliação de Novos Carros Europeus), teste obrigatório para todos os carros daquele continente, começou a realizar testes de colisão traseira, focados na prevenção das consequências do efeito chicote, que pode causar danos na coluna, por meio da avaliação do desenho do banco e do encosto de cabeça.

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