Enchentes - Melhores até debaixo d'água

Pesquisa do Cesvi mostra até que ponto conserto de veículo atingido por alagamento é viável. Estudo aponta melhores e piores modelos nacionais nesse tipo de avaliação

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postado em 06/05/2009 18:23 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Modelos da Peugeot, como o 207 SW 1.6 16V, foram os mais bem colocados no ranking dos carros que oferecem o menor risco de serem danificados em enchentes - Marlos Ney Vidal/EM/D. A Press - 29/12/08 Modelos da Peugeot, como o 207 SW 1.6 16V, foram os mais bem colocados no ranking dos carros que oferecem o menor risco de serem danificados em enchentes
Problemas comuns em muitas cidades, a falta de uma infraestrutura adequada e a impermeabilização do solo contribuem para a ocorrência de enchentes, que podem surpreender o motorista em seu trajeto. O nível considerado limite entre seguir em frente num trecho alagado ou interromper a viagem é quando a lâmina d'água alcança até a metade das rodas do automóvel. A partir daí, já existe o risco de ficar no meio do caminho, porque algum componente do veículo pode ser afetado pela água. Mas até que ponto um veículo atingido por uma cheia pode ser reparado?

O Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil) considera que o veículo foi totalmente atingido pela enchente quando o nível da água atinge o início dos vidros laterais. Isso significa que, do ponto de vista do custo dos reparos, esse carro não é recuperável. Dependendo da localização e características dos componentes fundamentais para a mobilidade de um determinado veículo, quando a lâmina d'água está na metade da sua porta, o carro já pode ser considerado completamente avariado.

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Calço hidráulico
De acordo com Felício Félix, analista técnico do Cesvi, um dos problemas mais temidos nessa situação é o calço hidráulico, a entrada de água nos cilindros, proveniente tanto do sistema de admissão de ar do motor quanto do escapamento. O custo médio desse conserto é de R$ 1.500. Na parte elétrica, o dano mais comum é quando o módulo da injeção eletrônica é atingido. O proprietário gasta em média R$ 800 para solucionar esse problema. No interior do veículo, o reparo dos estragos causados pela água podem partir de uma simples higienização até a substituição de componentes, como estofamentos e forrações. O custo médio desses serviços é de R$ 500.

O centro de pesquisa desenvolveu um estudo para saber quais carros oferecem menos risco durante uma cheia. Foi avaliada a possibilidade de danos causados pelo calço hidráulico e pelo comprometimento de alguns componentes. Foram feitos testes na localização e na concepção de componentes fundamentais para a mobilidade do veículo como o sistema de admissão, sistema de escape, alternador, centrais elétricas, sensor de oxigênio, sensor de rotação do motor, unidades de controle e embreagem.

Peugeot 307 - Banho de lama

Altura
De acordo com o Cesvi, quanto mais alto esses componentes estão localizados, menor a probabilidade de o veículo sofrer danos. O mesmo modelo pode apresentar o risco variado, de acordo com sua versão ou motorização, devido às diferentes configurações dos componentes. No sistema de admissão, além de seu formato, posicionamento e ângulo, a vulnerabilidade à entrada de ar é agravada quando o veículo tem cilindrada e taxa de compressão mais elevadas. Nas versões com suspensões mais altas, esse risco pode ser menor quando comparado à versão convencional.

Os modelos da Peugeot encabeçaram o ranking de quase todas as categorias em que eram representantes: hatch compacto e perua compacta, com o 206 1.6 16V Flex, e hatch médio, sedã médio e perua, com o 307 2.0 16V a gasolina. A Cesvi avaliou 90 veículos. Para saber como seu carro se saiu na avaliação, basta pesquisar no site do Cesvi (www.cesvibrasil.com.br).
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