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Seguro contra terceiros é proteção importante e acessível aos veículos mais antigos porque a cobertura total é muito mais cara do que a de carro fabricado recentemente

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postado em 11/07/2009 20:47 Pedro Cerqueira /Estado de Minas
Quando se pensa em fazer um seguro automotivo, o que predomina no pensamento do brasileiro é primeiro resguardar seu patrimônio dos reveses que estão sujeitos todos que enfrentam o trânsito. Mas muitos se esquecem da responsabilidade civil que envolve um acidente, que corresponde a seus danos materiais e corporais. E é justamente para esse tipo de cobertura que existe o seguro de terceiros. Segundo o corretor de seguros Adalberto Mendes dos Santos, quase sempre quem o procura para contratar um seguro para o automóvel também inclui no pacote a cobertura para terceiros. Essa modalidade de seguro também é interessante para quem não optou por fazer seguro total do veículo porque é bem mais barata.

O corretor conta que, depois de convencer o cliente sobre a importância do seguro para terceiros, o desafio é estabelecer na apólice valores de indenizações que condizem com a realidade. Valter Pereira, da Zurich Minas Brasil, não recomenda contratar valores que pareçam altos, como R$ 20 ou R$ 30 mil, porque os componentes de vários modelos, principalmente os importados, são realmente muito caros e se o custo do conserto ficar além do valor contratado o segurado terá que tirar a diferença do bolso. Sobre danos corporais, Pedro Souza Pimenta, da Allianz Seguros, explica que a indenização é baseada nas despesas médicas e numa relação entre a idade e a renda da vítima, o que pode ficar muito caro.

Adequado
Pedro ainda cita outra situação em que o seguro para terceiros, que prevê indenizações adequadas, possa de fato salvar as finanças do cliente: se um veículo estragar a fachada de um estabelecimento comercial, o seguro, além de quitar a reforma da frente da loja, cobre também o prejuízo do estabelecimento causado pela interrupção de seu funcionamento normal. A característica mais atraente dessa modalidade de seguro é que não existe franquia para acioná-lo. Sendo assim, se o carro do segurado não teve grandes estragos, ele resolve a situação sem custos. É que, mesmo sem pagar a franquia, o cliente perde o bônus, desconto para o segurado sem histórico de sinistros.

Natureza
Diferente do seguro para terceiros, não existe mistério em estabelecer o valor do prêmio do seguro do veículo, que sempre é seu valor de mercado. Normalmente esse seguro cobre colisão, incêndio, furto e roubo. Dúvida eterna é se os danos causados por fenômenos naturais, como chuva de granizo, a queda de uma árvore numa tempestade ou uma enchente, são indenizados por essa cobertura básica. A informação passada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, é que não existe uma cobertura obrigatória para as seguradoras. Tudo depende das coberturas contratadas pelo segurado, que devem estar especificadas na apólice.

Serviços
Existem também coberturas adicionais, como a dos vidros, faróis e lanternas e som, criadas porque (geralmente) seu custo é inferior ao valor da franquia do seguro do veículo. Além das coberturas, as seguradoras oferecem diversos serviços agregados. Sobre isso Pimenta aconselha contratar apenas o que atenda o uso do veículo. Por exemplo, um carro usado apenas na cidade, como o segundo carro da família, não precisa ter uma cobertura de muitos quilômetros para o reboque e socorro mecânico. O segurado também deve ter atenção à situação e período em que contrata o uso do carro reserva. Existem também serviços de hospedagem e transporte e até assistência de chaveiro para a residência do cliente.

Dicas
De acordo com Adalberto, o cliente não deve fornecer informações falsas com o objetivo de reduzir o custo do seguro. "Este é o principal problema junto às seguradoras. Muitas vezes eu até perco o cliente que quer fornecer o endereço de um conhecido que mora num lugar cujo CEP deixa o seguro mais barato, o que diz que tem garagem em casa ou no trabalho enquanto o carro fica mesmo é na rua", conta o corretor, afirmando que as seguradoras podem fazer uma sindicância e negar a indenização se ficar provado que foram fornecidas informações falsas.

As orientações da Susep no ato de contratar um seguro é prestar muita atenção na hora de assinar o contrato e tirar todas as suas dúvidas sobre o que se tem direito em cada cobertura para saber o que foi contratado. Entre as dicas passadas pelo corretor está a de ter critério ao acionar o seguro para não perder o bônus nem ter o seguro recusado quando for renovado. Outra medida interessante é não acumular muitos seguros no nome de uma pessoa, como um chefe de família que tem em seu nome o seguro da mulher e dos filhos. Isso porque, se algum desses seguros for acionado, o preço dos outros também pode aumentar na renovação.
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