Serviço - Não é para sempre

Único contato entre o carro e o solo, o pneu tem que ser descartado se não for usado depois de algum tempo, pois a borracha perde propriedade. Calor e oxigênio são vilões

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postado em 27/07/2009 15:08 Daniel Camargos /Estado de Minas
Número 15 representa a semana e 02 o ano, ou seja, foi fabricado na 15ª semana de 2002 - Jair Amaral/EM/D.A Press Número 15 representa a semana e 02 o ano, ou seja, foi fabricado na 15ª semana de 2002
O pneu é feito de um componente natural - o látex - e reage com os componentes químicos do meio ambiente. "O mais grave é o oxigênio, que é a principal fonte de envelhecimento da borracha", destaca o gerente de marketing e produto para pneus de passeio da Michelin América do Sul, Flávio Santana. Por isso, ele explica que é difícil estabelecer um prazo de validade para o pneu, pois cada região sofre uma incidência diferente. A prática da Michelin, segundo ele, é garantir cinco anos a partir da data da venda, pois é possível atestar que nos estoques o pneu está protegido. "Após esse período pode começar um processo de envelhecimento e o pneu perde elasticidade e aderência", explica Santana.

Quente

O diretor de pesquisa e desenvolvimento da Pirelli América Latina, Roberto Fallkenstein, destaca que a degradação é mais acelerada onde há maiores concentrações de oxigênio e calor. Exemplos comuns são estepes colocados no capô, perto do motor, ou sob o assoalho, rente ao escapamento. Falkenstein ressalta que a durabilidade depende das condições externas e do uso, mas que em média é estimado de seis a sete anos, mas com a validade máxima de nove anos, desde a data de fabricação. O diretor de pesquisa da Pirelli explica que os produtos em regiões brasileiras como o Nordeste e alguns locais da Amazônia, além de regiões desérticas no mundo, têm a durabilidade comprometida.

Santana, da Michelin, destaca outros fatores que provocam danos que só são percebidos com o passar do tempo. É comum, principalmente em pneus que ficam como estepes, sempre inflados, terem a zona metálica (pequenos cabos que passam pela borracha e formam a estrutura) danificada pela passagem do ar comprimido, que contém muito oxigênio e escapa para a atmosfera. A passagem do ar comprimido também provoca a oxidação das lonas, o que pode gerar um dano muito grave, pois solta a estrutura do pneu. Por isso, é necessário calibrar o pneu a cada 15 dias para tê-lo na pressão correta quando for necessário usá-lo.

De qualquer forma, Santana explica que não é simples mensurar uma quantidade exata de tempo, pois depende sempre das condições de uso e das condições externas. Mas o conselho é que não ultrapasse 10 anos da data de fabricação. A data é impressa na parte lateral do pneu, em um padrão internacional, que vem primeiro a semana e na sequência o ano.

Nitrogênio

Um dos mitos do mercado, muito utilizado por colecionadores, é inflar o pneu com nitrogênio, pois tem menor quantidade de oxigênio. Porém, Falkenstein explica que a Pirelli realizou testes e não viu resultado efetivo, apesar de a teoria ser plausível. Ele explica que são desenvolvidos estudos com materiais com o intuito de prolongar a durabilidade da borracha e que, nos últimos anos, os que surtiram mais efeito foram antioxidantes e antiozonantes. "Nos anos 1970 os pneus eram muito frágeis, tinham que ser substituídos com cerca de 4 ou 5 anos, pois era comum ver o pneu todo rachado", lembra Falkenstein.
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