Sandero 1.6 16V Privilège - O bonito da família

Ao desenvolver o hatch, a renault fez de tudo para desvinculá-lo do sedã Logan, principalmente no estilo, que é bem mais moderno. Destaque para o espaço interno

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postado em 26/12/2007 11:28 Eduardo Aquino /Estado de Minas
Fotos: Marlos Ney Vidal/EM - 18/12/07
O Sandero é o primeiro carro mundial da Renault produzido fora da Europa: foi desenvolvido em conjunto pelos técnicos franceses e pelo centro de engenharia que a marca francesa tem em São José dos Pinhais (PR), onde o modelo está sendo fabricado. O hatch tem a mesma plataforma mecânica do sedã Logan. Mas as semelhanças param aí.

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Linhas
Quem olha rapidamente para o Sandero não fala que tem o mesmo sobrenome do sedã Logan, pois o estilo, com formas mais arredondadas e modernas, é bem diferente. A frente tem faróis maiores, mais espichados, que entram pelos pára-lamas. O capô ganhou vincos levemente marcados, que ajudam a compor o visual mais atualizado. A grade dianteira também é diferente, em forma de colméia, que cobre ainda a tomada de ar inferior, protegendo o radiador. A pintura da parte de baixo do pára-choque é fosca e aparenta aspecto ruim, mas foi feita assim para que amassados e arranhões apareçam menos.

Perfil
De lado, o hatch tem algumas sacadas interessantes, para fugir do parentesco com o sedã: pára-lamas salientes; coluna C com desenho diferente; largo friso, aplicado na parte inferior das portas; e vinco em forma de arco nas portas, que dá ao carro um toque de requinte. Outros detalhes interessantes no perfil são o recorte das portas, facilitando o acesso ao habitáculo; e os repetidores (dos indicadores de direção) laterais, que, além de melhorar a aparência, aumentam a segurança. A traseira também não lembra em nada a do 'irmão' maior, com lanternas verticais (de lentes centrais transparentes) e tampa do porta-malas e pára-choque com recortes mais modernos. O vidro traseiro ficou de bom tamanho e, aliado à baixa altura do banco traseiro, possibilita boa visibilidade traseira.

Por dentro
As mudanças continuam no habitáculo. O painel tem dois tons: preto, em cima e em baixo; e cinza, no centro. Os bancos são forrados por tecido navalhado, de bonita padronagem, mas ficaram curtos para apoiar bem as pernas. O do motorista tem ajuste de altura bem simples. O volante de três raios permite boa pega e boa visualização dos instrumentos, mas a buzina é difícil de ser acionada e a coluna de direção não regula nem em altura nem em profundidade. Os marcadores de temperatura do motor e do nível de combustível são digitais, com escalas, e não possibilitam leitura precisa. O sistema de ar-condicionado é eficiente, com saídas de ar circulares (parecidas com as dos modelos da Ford), que têm melhor alcance. Para economizar, a Renault pôs os comandos dos vidros no painel central e no console, locais de difícil acesso.

Espaço
Se o Sandero é diferente do Logan em vários aspectos, os dois têm o mesmo amplo espaço interno, embora o do hatch, por ter menor distância entre-eixos, aperte as pernas de quem se senta no banco traseiro. Mas, na largura, os dois dão um banho nos outros médios, acomodando com conforto três adultos no banco de trás. O problema é que o passageiro do meio fica menos protegido, pois não tem apoio de cabeça e nem cinto de três pontos. Mas o nível de segurança é bom: freios ABS e airbags frontais duplos estão na lista dos opcionais. O espaço do porta-malas (de 320 litros) se compara ao dos outros médios. O ponto negativo é o estepe, que fica do lado de fora, debaixo do compartimento de bagagens.

Fôlego
O motor 1.6 flex, embora seja multiválvulas, tem bom fôlego em baixas rotações e dá conta do recado de forma satisfatória. Mas o motorista precisa pisar mais fundo no acelerador, para fazer o carro ficar esperto. Outras qualidades desse propulsor são o consumo reduzido de combustível e o nível baixo de ruídos. O câmbio tem engates precisos e macios e relações de marcha bem adequadas. A suspensão apresenta um bom equilíbrio entre estabilidade e conforto, e não é barulhenta como a de alguns hatches médios. A direção é um dos pontos negativos do Sandero: pesada em manobras e baixas velocidades, e emite vibração e ruídos muito estranhos, quando se gira o volante com o carro parado.

Leia mais e assista ao teste do Sandero no Veja Também, no canto superior direito desta página. Aproveite e confira o teste do Sandero 1.6 8V e o comparativo entre Sandero e Fox.
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