Estado de Minas

Fiat Palio Weekend Trekking 1.4 - Sobra beleza, falta força Perua aventureira passa a ter nova denominação e é equipada com motor 1.4 flex, que teve potência e torque aumentados, mas ainda insuficientes para o peso do carro

Paulo Eduardo - Estado de Minas

Publicação: 13/08/2008 19:35 Atualização:

 (Fotos: Marlos Ney Vidal/EM/D. A Press - 5/7/08)
Se as lanternas da geração anterior não agradaram, a Fiat se redimiu e a versão Trekking da Palio Weekend tem equilíbrio em suas linhas. A começar pelos faróis com máscara negra, grade frontal e as tradicionais molduras da antiga Adventure nas caixas de rodas. Completam o conjunto as lanternas horizontalizadas e estreitas, no estilo Alfa Romeo - a marca esportiva é da Fiat. No interior, poucas alterações, com o tradicional painel central na cor preta de plástico duro.

Espaço
É apenas suficiente para uma perua compacta, que só oferece conforto para dois adultos no banco traseiro. Três ocupantes é só em percurso curto e como quebra-galho. No banco traseiro, há três apoios de cabeça de série. A Fiat é o único fabricante nacional que equipa seus carros assim desde as versões mais simples. A maioria só em versões topo de linha. O cinto traseiro central continua sendo de dois pontos, menos eficientes do que os de três pontos. Porta-malas é grande e há espaço suficiente para a bagagem da família. O que mais incomoda é a posição do estepe, do lado de fora sob o porta-malas (ver avaliação técnica) e a Fiat trocou a gaveta tradicional pelo suporte mais simples de metal.

Dirigindo
A direção leve e muito rápida incomoda bastante quando é preciso fazer manobras rápidas. Os engates nem sempre são precisos em trocas rápidas e o curso da alavanca é longo. A embreagem trepida em arrancadas. A visibilidade é boa, apesar de a linha de cintura ser ascendente, oque diminui um pouco o último vidro traseiro. Comandos de vidros e de computador de bordo estão bem localizados. O motorista sente falta mesmo é demais força do motor em subidas e ultrapassagens com o carro repleto de bagagens, cinco ocupantes e ar-condicionado ligado. Aí, é preciso ter paciência e cuidado na estrada, pois as reações são lentas e leva-se mais tempo do que se imagina. É o pecado.
Ao contrário da geração anterior, o conjunto traseiro está bem equilibrado
Ao contrário da geração anterior, o conjunto traseiro está bem equilibrado

Suspensão
Estabilidade é boa, apesar da altura em relação ao solo. A inclinação da carroceria em curvas pode assustar inicialmente, mas depois se acostuma. As imperfeições do solo são transferidas para o habitáculo, sacrificando um pouco o conforto. Em estrada de terra, habita preferido dessa versão, que é também apropriada para asfalto ruim, o conjunto cumpre bem a função. A boa altura em relação ao solo (15 cm a partir do ponto mais baixo) permite determinadas extravagâncias no asfalto ruim da maioria das ruas e avenidas de qualquer ponto geográfico do país.

Os freios são eficientes e podem ser equipados opcionalmente com sistema ABS. Airbags frontais também estão na lista de opcionais. O consumo depende muito da maneira de dirigir e na cidade, com álcool, varia de 5,7 km/l a 6,8 km/l e de 8 km/l a 10 km/l na estrada. Dados registrados pelo computador de bordo.

Veja a avaliação técnica, os equipamentos, o preço e a ficha técnica no Veja Também, no canto superior direito desta página.

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