TESTE

Desempenho do Renegade melhora depois de aperfeiçoamento do motor 1.8 flex

Linha 2017 do Renegade 1.8 flex ganhou uma série de aprimoramentos para melhorar o desempenho e reduzir o consumo de combustível. Comportamento na cidade foi o principal avanço, mas modelo ainda fica devendo

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postado em 10/04/2017 11:14 Pedro Cerqueira /Estado de Minas

Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

Como resposta às críticas de que o Jeep Renegade com motor 1.8 flex tinha desempenho fraco e consumo bastante elevado, a marca introduziu no fim do ano passado uma série de aperfeiçoamentos visando melhorar justamente esses dois quesitos. Na época, tivemos um rápido contato com o veículo, quando constatamos uma evolução, mas ainda não sabíamos se seria o bastante para torná-lo um carro prazeroso de dirigir. Agora, esse Renegade 1.8 Flex, na versão Limited, chega para uma avaliação mais aprofundada.

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O trabalho principal feito no motor foi a adoção de um coletor de admissão variável, que resultou no ganho de 7cv de potência e 0,2kgfm de torque. Mais que o ganho numérico, o novo coletor privilegia o torque até as 4.000rpm, e depois disso prioriza potência. Trazendo isso para as ruas, a ideia é te dar mais torque para rodar na cidade – onde o veículo para e arranca inúmeras vezes e precisa vencer todo tipo de relevo – e mais potência na estrada, onde é possível desenvolver melhor o carro.

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CIDADE E é isso que o Renegade entrega? Em parte, sim! A dirigibilidade do carro na cidade está mais agradável, já que o torque está disponível em rotações mais baixas e se desenvolve de forma mais linear. O câmbio automático de seis marchas teve papel importante nessa melhoria. O novo mapeamento, junto com o melhor desempenho do motor, permitiu a evolução de marchas mais rápida, deixando a condução menos travada. Porém, como o motor também não chega a esbanjar força e o peso do utilitário-esportivo é alto, ele também não hesita em reduzir marchas para não deixar cair o desempenho. Se quiser “cambiar”, existe opção de trocas manuais também por aletas no volante.

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ESTRADA Porém, na estrada, a vida do Renegade continua dura. Ultrapassagens e retomadas ainda são lentas e gradativas, mesmo usando o recurso da tecla Sport (que troca as marchas com giros mais altos), ficando pouco perceptível uma evolução. Para concluir a parte mecânica, a suspensão do Renegade continua gentil com os ocupantes, da mesma maneira que cumpre sua função de garantir sua estabilidade. Evolução que chegou tarde, mas é mais que bem-vinda, foi a extinção do tanquinho de partida a frio, substituído pelo aquecimento do combustível no distribuidor.

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CONSUMO O Renegade também ganhou uma série de recursos para diminuir o consumo de combustível. O mais perceptível (e chato para alguns motoristas) é o sistema Stop/Start, que desliga o motor quando o carro para e o liga novamente assim que o motorista tira o pé do freio. Mas, para quem acha que o recurso atrapalha em certos momentos, há a opção de desligá-lo. Outros recursos são menos perceptíveis, como os pneus de baixa resistência à rolagem, o alternador inteligente, que recarrega a bateria do veículo quando o motor não está sendo muito exigido, e a bomba de combustível que só funciona quando existe demanda. Até o monitoramento da pressão dos pneus foi colocado para que não rodem vazios, o que aumenta o consumo. A melhoria foi perceptível e está próxima dos 10% que a fábrica divulgou.

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TOPO A versão testada Limited é a topo de linha, e bastante equipada. Visualmente, ela se diferencia principalmente pela grade prateada, as rodas de 18 polegadas e o teto pintado de preto. Os faróis de xênon oferecem uma bela iluminação. Ignição e acesso ao veículo são por chave presencial. O interior tem bancos em couro. Uma função muito prática é o acionamento automático do freio de estacionamento assim que se coloca a alavanca de câmbio em modo de estacionamento (P). Na cidade, onde o trânsito é intenso, melhor configurar o alerta de ponto cego apenas no modo luminoso (quando uma luz acende no retrovisor), caso contrário o alerta sonoro vai tocar a todo momento. No mais, as mesmas características de sempre do Renegade: estilo rústico, acabamento caprichado, porta-malas pequeno, mas que pelo menos guarda o estepe idêntico ao usado no carro, visibilidade traseira ruim, e central multimídia com tela pequena, com apenas 5 polegadas (a que equipa a unidade testada é de 6 polegadas, mas é opcional).

 

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CONECTIVIDADE

Como opcional de um pacote muito caro, a unidade testada estava equipada com a central multimídia com tela de 6 polegadas. É que o Renegade é constantemente criticado pela tela de 5 polegadas do sistema mais simples. Porém, para o usuário, o ganho está apenas na tela maior, já que essa central traz as mesmas funções da que equipa o modelo de série: basicamente navegação por GPS, telefonia e mídias (rádio, USB, entrada auxiliar e Bluetooth). O interessante dessas centrais (tanto a de série quanto a que é muito cara) são os comandos por voz, que permitem que o motorista foque a atenção na direção.


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FICHA TÉCNICA

MOTOR
Dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 16 válvulas, 1.747cm³ de cilindrada, que desenvolve 135cv (gasolina)/139cv (etanol) de potências máximas a 5.750rpm e torques máximos de 18,7kgfm (gasolina) e 19,3kgfm (etanol) a 3.750rpm

TRANSMISSÃO

Tração dianteira e câmbio automático de seis marchas

SUSPENSÃO/RODAS/PNEUS
Dianteira, independente, do tipo McPherson, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora; e traseira, independente, do tipo McPherson, com links transversais/laterais e barra estabilizadora/ 7 x 18 polegadas, de liga leve / 225/55 R18

DIREÇÃO
Do tipo pinhão e cremalheira, com assistência elétrica

FREIOS
A discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira, com ABS e controle de estabilidade

CAPACIDADES
Do tanque, 60 litros; e de carga útil (passageiros mais bagagem), 400 quilos

CONSUMO
(Inmetro)
Cidade (km/l): 9,5 (g)/6,5 (e); Estrada (km/l): 10,9 (g)/7,6 (e)

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EQUIPAMENTOS

DE SÉRIE
Airbags dianteiros, freios ABS, controle de estabilidade, tração, anti-capotamento, cinto traseiro central de três pontos, encosto cabeça traseiro central, Isofix, sensor de estacionamento traseiro, câmera traseira, sistema de monitoramento indireto dos pneus, assistente de partida em rampa, assistente de frenagem de emergência, alarme, faróis de xênon, faróis e lanterna de neblina, luz diurna, acendimento automático dos faróis, sensor de chuva, ajuste do volante em altura e profundidade, banco do motorista com regulagem de altura, retrovisor interno eletrocrômico, retrovisores com rebatimento elétrico, apoio de braço com porta-objetos, freio de estacionamento eletrônico, acesso e partida por chave presencial, ar-condicionado automático dual zone, bancos em couro, chave canivete com telecomando, comandos no volante, parafuso antifurto nas rodas, rack de teto, piloto automático, sistema multimídia com tela de 5 polegadas e navegação, sistema Stop/Start.

OPCIONAL
Pintura metálica, Kit Segurança (airbags laterais, de cortina e de joelhos para o motorista) e Kit Tecnologia (detector de ponto cego, sistema multimídia com tela 6,5 polegadas e navegação GPS).

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QUANTO CUSTA
O Jeep Renegade 1.8 Flex Limited tem preço sugerido de R$ 98.990. Com os pacotes de opcionais – pintura metálica (R$ 1.421), Kit Segurança (R$ 3.250) e Kit Tecnologia (R$ 4.978) – a unidade testada custa R$ 108.639.

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NOTAS
Desempenho 8
Espaço interno 8
Porta-malas 7
Suspensão/direção 8
Conforto/ergonomia 8
Itens de série/opcionais 9
Segurança 9
Estilo 9
Consumo 7
Tecnologia 8
Acabamento 9
Custo/benefício 8

 

Tags: 2017 cerqueira pedro vrum teste limited flex 1.8 renegade jeep

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