Empresa mineira lança réplica do Lotus Seven

Esportivo S7 produzido pela Starling Seven em Belo Horizonte aposta na receita da boa relação peso/potência

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postado em 12/12/2009 20:37 Julio Cabral /Estado de Minas
Fotos Julio Cabral/Portal Uai
Poucos automóveis foram tão reproduzidos como o emblemático Lotus Seven. Lançado em 1957, o modelo minimalista apostava na receita do baixo peso para obter um bom desempenho geral. Com lugar para dois lugares, o Seven ficou marcado como um esportivo capaz de vexar rivais de maior potência, que ficavam para trás em circuitos travados, uma verdadeira motocicleta sobre quatro rodas. E é esse compromisso que a Starling Seven, um pequeno fabricante de Belo Horizonte, reafirmou com uma nova réplica do Lotus, batizada como S7. Um projeto que começou em 2005 e agora chegou em sua fase comercial.

Exibido na Bienal do Automóvel de Belo Horizonte, o pequeno carro de apenas 3,55 metros de comprimento tem duas opções de motorização. A menos potente é o Ford Duratec 2.0 16V de 147 cv a 7.100 rpm e 19,1 kgfm de torque a 4 mil giros. O suficiente para levar o Starling Seven de zero a 100 km/h em apenas 6 segundos, com uma arrancada da imobilidade aos 400 metros em 14,9 segundos.

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O desempenho fica ainda melhor com o Volkswagen AP 2.0 Flex, que com uma preparação chega aos 160 cv a 6.400 rpm e 20,5 kgfm de torque a 3.600 rpm. Com esse propulsor, o tempo de aceleração até os 100 km/h cai para 5,2 segundos, enquanto o "sprint" até os 400 metros dura 12,8 s. Tamanho fôlego deve ser dividido com o baixíssimo peso de apenas 480 kg quando equipado com a mecânica Ford e 500 kg com o motor VW. Na configuração mais potente, a relação peso/potência é de apenas 3,1 kg por cv. Melhor do que em muitos esportivos de renome.

O chassi é tubular em aço, mas a carroceria é feita em fibra de vidro com partes em alumínio aeronáutico rebitado. No peso contido o modelo repete as consagradas fórmulas de Colin Chapman, o seu criador. "Adicionar potência faz você ser mais rápido nas retas. Subtrair peso faz você ser mais rápido em qualquer lugar".

A sua frente o motorista tem uma instrumentação completa e toda a estrada pela frente - A sua frente o motorista tem uma instrumentação completa e toda a estrada pela frente


A suspensão dianteira é por duplos braços sobrepostos, como em um modelo de competição. A traseira conta com eixo rígido, mas uma versão independente está em projeto. Os freios são a disco sólidos nas quatro rodas. As rodas são de liga leve de 15 polegadas com pneus 195/60. A estabilidade é auxiliada pelo baixo centro de gravidade do carro.

O purismo fica claro no despojamento geral. Não há portas nem "perfumaria". O espaço é suficiente para dois passageiros. E o entusiasta tem ao seu dispor uma experiência não filtrada e eletrizante de condução. Ficam de fora qualquer sistema eletrônico, como freios ABS. Nem mesmo a direção tem assistência hidráulica, tal como os freios.

Se o comprador quiser ele pode equipar o S7 com capota rígida, painel com instrumentos digitais além de substituir as partes da carroceria feitas em fibra de vidro, como o cone frontal, os para-lamas, painel de instrumentos e base do para-brisa por outras, feitas em fibra de carbono.

A Starling Seven está se mudando para um novo galpão em Confins, onde terá capacidade para construir até quatro carros simultaneamente. Cada carro leva 90 dias entre a encomenda e a entrega. E o S7 foi bem recebido. Além dos dois carros que já estão sendo produzidos, outros dois foram vendidos na feira até agora. Quer um brinquedo deste? O S7 sai por R$ 52 mil. Os compradores também serão agremiados em um clube de proprietários que irá se reunir em eventos estilo "track day", em que poderão aprimorar as suas habilidades em um circuito profissional.

Para maiores informações, acesse o site do fabricante.

www.starlingseven.com.

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