CARRO ELÉTRICO

Samba carioca com sotaque francês e ritmo japonês

Escola de samba Salgueiro levará para a avenida em 2014 o enredo sobre a sustentabilidade e agora conta com o patrocínio da aliança Renault/Nissan, que há projetos para carros elétricos para o Rio de Janeiro

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postado em 27/05/2013 17:42 / atualizado em 27/05/2013 19:00 Evaldo Costa /Vrum Verde
Regina Celi, presidente do Salgueiro, e François Dossa, presidente da Nissan do Brasil, durante a cerimônia de anúncio - Nissan/Divulgação Regina Celi, presidente do Salgueiro, e François Dossa, presidente da Nissan do Brasil, durante a cerimônia de anúncio
Rio de Janeiro
- E que ninguém duvide que essa pode ser uma mistura de sucesso, pois o carioca já provou ser bom na arte de fazer samba e festa. Os japoneses são os melhores no ritmo da produção e o sotaque francês ultrapassa os limites do idioma para proporcionar requinte especial aos produtos. Foi em tom festivo, e não poderia ser diferente, que o sempre simpático e carismático presidente da Nissan do Brasil François Dossa oficializou, em nome da Aliança Renault-Nissan, o patrocínio à Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, para o Carnaval de 2014.

Em ritmo de samba, o anuncio ocorreu em 20 de Maio, na quadra da Escola no bairro do Andaraí, na presença de jornalistas, concessionários, fornecedores e convidados.

Os presentes ouviram a presidente do Salgueiro Regina Celi e o diretor Marcelo Montéro, posicionados entre dois carros elétricos (um Nissan Leaf e um Renault Fluence ZE), dizerem que “o patrocínio é mais do que um investimento: é o início de uma longa e vitoriosa parceria”. Nunca antes uma montadora de veículos automotores havia patrocinado uma escola de samba. A Salgueiro foi a primeira a conseguir, e começa com o “pé direito”, pois atraiu de uma só vez, dois pesos pesados da indústria automobilística global.

Em seu discurso, Dossa revelou que a parceria teve início quando a empresa tomou conhecimento de que a Salgueiro havia desenvolvido um enredo sobre sustentabilidade para o Carnaval de 2014. Então, o presidente mundial da Aliança Renault-Nissan Carlos Ghosn, visitou a escola, gostou do que viu e os passos seguintes fluíram naturalmente. Dossa, não revelou a valor do patrocínio, mas quando salientei que o orçamento de uma escolar de samba do porte do Salgueiro fica em torno de 10 milhões, ele frisou que o valor ficou longe disso.

Dossa é francês, mas parece brasileiro e de sangue Carioca. Esteve todo o tempo muito a vontade para interagir com os presentes, fazer o seu pronunciamento e se integrar com naturalidade aos membros durante a apresentação de boas vindas preparado pela escola, que tem a monumental atriz e modelo Viviane Araújo como madrinha da bateria.

Na conversa com o VerdeSobreRodas, Dossa ressaltou que a empresa veio para o Rio de Janeiro com visão de longo prazo. Seu desejo é construir uma história de sucesso com a cidade. Daí, nada melhor do que começar pelo Carnaval que é um grande orgulho da população.

Além disso, o Rio de Janeiro é o local onde a parceira Renault tem a maior participação de mercado (6,72%) no país. Portanto, um motivo a mais para que a Nissan tenha escolhido a cidade para ser a sua sede, disse Dossa. Nunca é demais lembrar que a Aliança é também a patrocinado oficial dos jogos olímpicos de 2016, que ocorrerá no Rio de Janeiro. Depois disso, não será nenhuma surpresa se a empresa vier a patrocinar um grande time de futebol do Rio, a exemplo do que faz a Fiat em Minas Gerais e outras regiões do país.

Dossa disse ainda que a Nissan está “namorando” com um órgão do governo para colocar seus carros. Perguntado se ele se referia a PM, sorriu e respondeu que com a PM já é “casamento”. Lembrou ainda, que estão a caminho mais 10 taxis elétricos para a cidade.

Questionado se o consumidor brasileiro já pode comprar os carros elétricos, ele disse que ainda não. Segundo Dossa, a Aliança está negociando nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal) para que isso se torne possível o quanto antes. Atualmente, se o governo decidir comprar VEs, pagará menos do que o consumidor final, já que, naturalmente, não arca com os impostos e taxas de sua esfera jurisdicional.

Dossa, acrescentou que somente com benefícios para produção e consumo será possível ter preço competitivo para VEs. Para ele é preciso que o governo e a iniciativa privada (montadora e demais envolvidos na cadeia de fornecimento) trabalhem alinhados para que o veículo elétrico se torne acessível.

Também, lembrou que o consumidor precisa ser melhor informado sobre as vantagens dos VEs. Ele ainda não se deu conta de que o VE é muito seguro e traz muitos benefícios para o meio ambiente e portanto para os atuais e futuros habitantes do nosso planeta.

Dossa, acrescentou dizendo que Aliança Renault-Nissan pretende alcançar, no mercado brasileiro, 16% de market share até 2016 (atualmente, as duas detém 8,7%). Para ele o maior potencial está nas cidades do interior do país, já que considera os grandes centros urbanos, a exemplo de São Paulo, com capacidade de crescimento esgotada.

A Nissan crescerá muito no Brasil e no Rio de Janeiro, especialmente a partir de Janeiro do próximo ano, quando será inaugurada a planta de Rezende (RJ), com capacidade para produzir 200 mil veículo por ano e terá o March como principal produto, lembrou Dossa.

A Nissan encontrará terreno fértil para crescer no Rio de Janeiro. O estado continuará evoluindo, uma vez que há muitos e volumosos investimentos em curso, a exemplo dos ligados aos esportes, metalurgia e petróleo & gás. A marca goza de grande prestígio e os seus carros, especialmente o March, parecem ter conquistando a preferência do consumidor.

No entanto, a tarefa não deverá ser fácil, pois os concorrentes investiram em novos modelos para o mercado brasileiro. A Nissan terminou o ano de 2010 em 12° lugar, entre as doze maiores montadoras do país. Em 2011 ela ficou em 11°, em 2012, foi a 7ª, sua melhor colocação, desde que chegou no país.

Daí, de Janeiro a Abril de 2013, estacionou na 9° posição, pois foi afetada pelas novas regras do governo brasileiro, que criou limites para importação de carros. Não fosse isso, provavelmente estaria em melhor situação. A sua frente no mercado brasileiro, em Abril de 2013, ficaram: Hyundai (8°), Honda (7°), Toyota (6°) e a sua parceira Renault (5°), Ford (4°), GM (3°), VW (2°) Fiat (1°).

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