O Inovar-Auto abrirá as portas para os carros elétricos e híbridos no Brasil?

A partir de agora, até 2017, as montadoras deverão melhorar em, no mínimo, 12%, a eficiência energética dos veículos

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postado em 30/05/2013 09:10 / atualizado em 30/05/2013 09:32 Evaldo Costa /Vrum Verde


Mitsubishi/Divulgação
O Inovar-Auto é o regime automotivo brasileiro, que tem a meta de promover a competitividade através de incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva da indústria automotiva nacional. No dia 20 de maio, o governo fez alguns ajustes, que poderá contribuir para o desenvolvimento da mobilidade 'verde' no país. A partir de agora, até 2017, as montadoras deverão melhorar em, no mínimo, 12% a eficiência energética dos veículos. Caso contrário não serão beneficiadas com descontos no Impostos Sobre Produtos Industrializados (IPI), além de pagar pesadas multas. O que dificilmente ocorrerá, pois elas já detêm tecnologia suficiente para garantir que essa meta seja alcançada. Apesar de ser uma medida de boa vontade do governo com a mobilidade 'verde', o caminho até alcançar incentivos mais relevantes, e capaz de estimular as vendas de veículos elétricos (VE) e híbridos, poderá ser longo. Tão importante quanto as adoções de medidas de aumento da eficiência energética dos veículos, seria rever a tributação, criando alíquotas adequadas e que estimule a fabricação e venda dos VEs e híbridos no país. Atualmente, tanto os VEs quanto os híbridos, pagam 55% de IPI e 35% de Imposto de Importação (já que nenhum modelo é fabricado no território nacional), além de outros encargos. Para se ter uma ideia do que isso representa, basta comparar o preço do Mitsubishi i-Miev, único carro elétrico vendido no Brasil, com seu valor no exterior. Na Califórnia, Estados Unidos, o i-Miev pode ser adquirido por US$30 mil, deduzindo o incentivo de governo de US$7,5 mil, o consumidor paga em torno de US$23,3 mil, equivalente a 46,6 mil reais. Em São Paulo o i-Miev é vendido por 200 mil reais, (aproximadamente, US$100 mil), ou seja, no Brasil ele custa quase cinco vezes mais. Com os híbridos a situação não é muito diferente. Há apenas três ou quarto modelos a venda no Brasil. O mais conhecido é o Toyota Prius que pode ser comprado por algo em torno de US$60 mil, aproximadamente 120 mil reais. Já na Califórnia, por exemplo, ele pode ser adquirido pela metade do preço que é vendido por aqui (US$29 mil ou R$59 mil). Caminho diferente tomou a China que na última semana anunciou robusta iniciativa para colocar, somente em Pequim, 50 mil carros elétricos nos próximos três anos. Para isso inaugurou vários postos de abastecimento, incluindo um que já é considerado o maior do mundo, com capacidade de carregar até 400 veículos por dia. Além disso, o governo chinês oferece o equivalente a 9.800 dólares de incentivo aos compradores de veículos elétricos. Vamos esperar e torcer para que o Brasil tome iniciativa evitando que a indústria automobilística do país, fique defasada com relação a tecnologia do veículo híbrido e elétrico. Aliás, no início da década de 1990, a indústria de autoveículos nacional encontrava-se tão defasada, que o então Presidente Fernando Collor de Mello, foi a público dizer que os carros brasileiros mais pareciam carroças.

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