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Estado de Minas

Mega Quinta - Do hospital para a pista

Confira uma entrevista com Giovanni Leonel, piloto das categorias ATD e ATD+ que sobreviveu uma grave doença, ficou internado e se recuperou para voltar às pistas do Mega Space


postado em 01/05/2010 20:27

(foto: Mega Space/Divulgação)
(foto: Mega Space/Divulgação)
Como esporte individual, o automobilismo depende muito da garra do piloto, que tem que demonstrar equilíbrio e força de vontade para vencer, para fazer valer aquele esforço pessoal e, na maioria das vezes, de uma equipe. Não raro, essa vontade também é exibida em outras situações na vida desses profissionais. Como foi o caso de Giovanni Leonel, piloto que compete nas categorias ATD e ATD+ no Mega Space. Giovanni passou por "maus bocados" este ano, quando contraiu dengue hemorrágica.

Internado no hospital em estado grave, o piloto recebeu o apoio dos frequentadores e competidores do espaço. Durante os eventos, houve a mobilização geral, que envolveu a família dele, amigos e colegas de pista, que cooperaram em todos os sentidos. Desde orações à doações de sangue. Confira uma entrevista com o piloto dos carros 135 e 2650 feita para especialmente para o Vrum por Suzana Horta.

- Giovanni, você é daqui de Belo Horizonte? E você acelera no Mega Space a quanto tempo?


Moro em Belo Horizonte, no Bairro Planalto, na região Norte da capital. E acelero no Mega Space há aproximadamente quatro anos.

- Corre uma notícia aqui no Mega Space de que você foi considerado em meio aos pilotos como o maior campeão de um "Desafio" que colocou em risco a sua própria vida? Conta para gente como foi essa vitória?

Eu passei por uma dengue hemorrágica, uma situação muitíssimo delicada. Fiquei internado durante 10 dias no Hospital Felício Roxo, sendo que foram três dias no CTI entre a vida e a morte. Pelo que eu contei, foram 10 litros de soro. Tive muito apoio da minha família, que não me deixou só nem um minuto sequer e do meu filho que está aqui me acompanhando. Eles são a minha vida e não sei o que faria sem eles diante de uma situação tão grave assim. Ainda fiz duas transfusões de sangue, uma de plaquetas que demandou a doação de 15 voluntários.

- O que mudou em sua vida depois de tudo isso e como foi voltar a este mundo da adrenalina?

Eu ainda não estou 100% recuperado. Mas tinha que vir aqui, inclusive para agradecer os amigos. Todos os pilotos que, em peso, foram solidários com a minha situação. Todos ligavam atrás de notícias diariamente, me visitavam. Fazem parte de uma turma que eu não sabia que seria tão amiga quanto demonstrou ser.

Foram muitas orações e eu sei que Deus atendeu a todas. Me considero um milagre vivo da ação dele. E, depois disso, eu nunca me senti tão vivo em meio a este barulho de motor, pessoas e amigos. Tive alta do hospital na quarta-feira e já estou aqui, acelerando e colocando o coração à prova. Hoje eu dou muito mais valor a qualquer coisa que signifique saúde. E estar aqui é uma prova real disso.

- E Giovanni, você concorre com quantos carro e em quais categorias? Você participa de outros eventos fora do Mega Space?

Tenho dois carros, que até estão no site do Mega Space e no Orkut. Eu corro na categoria ATD e ATD+. Hoje eu só participo aqui no Mega Space, mas já cheguei a me arriscar nas ruas. Hoje todos precisam de um lugar como aqui para podermos acelerar com segurança e se divertir muito mais. Me casei, constituí família, tinha que dar um basta em brincadeiras para não dar mal exemplo para os meus filhos.

Meu filho me acompanha nos eventos de arrancadas desde os 12 anos e sempre deixei claro para ele que tudo isso é errado. Quando eu conheci o Mega Space, pude reviver meus tempos de juventude e reacender a adrenalina e, o melhor, estar totalmente autorizado para "colar o acelerador".

- Voltando ao assunto da dengue, nós estamos nos envolvendo neste momento de conscientização do combate ao mosquito transmissor. Você gostaria de deixar um recado como quem viveu pessoalmente o efeito do desleixo de alguns?


Gente, não vamos deixar água parada em casa não! O foco, quase sempre, está dentro da nossa própria casa. E bastam dois mosquitos para derrubar uma família inteira. Vamos vasculhar qualquer pouquinho de água parada. Você pode estar protegendo a sua família e fazendo bem a outra que talvez você nem conheça. Nunca sabemos quando podemos entrar para a lista de vítimas. E a doença pode ser fatal, como quase foi no meu caso, que contraí a forma mais grave da dengue.

- Giovanni, eu desejo a sua recuperação total e breve, agradeço pelo seu esforço e gentileza em nome
do Mega Space e do Vrum.


Eu que os agradeço pela oportunidade de estar vivo para dar esta entrevista!

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