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Estado de Minas

Kawasaki Vulcan VN 900 Classic - Elixir da longevidade

Modelo tem freio a disco na roda traseira, transmissão por correia e refrigeração líquida. Mas conserva o tradicional estilo custom/cruiser


postado em 08/08/2006 08:50

Banco baixo, confortável e grande distância entre-eixos favorecem as viagens longas(foto: Fotos: Kawasaki/Divulgação - 7/8/06)
Banco baixo, confortável e grande distância entre-eixos favorecem as viagens longas (foto: Fotos: Kawasaki/Divulgação - 7/8/06)
A família Kawasaki Vulcan, que é também conhecida simplesmente como VN em alguns mercados, tem início ainda em 84, com o lançamento da Vulcan 750. Com uma linhagem fiel ao estilo custom e ao motor de dois cilindros em V, seguiram gerando ‘filhotes’ ao longo de todo este tempo. A ‘cria’ mais recente é a Vulcan VN 900 Classic, nascida em 2006 e que chega para substituir o modelo Vulcan VN 800. A caçula, no entanto, tem porte bastante avantajado e soluções bem clássicas de estilo.

As motos da linha Vulcan já adotaram estilo diferenciados, indo do totalmente retrô ao cover da Harley. Hoje se enquadram em um desenho mais clássico presente até no próprio nome, conforme as exigências do segmento, criando uma curiosa padronização geral. Os diversos modelos da linha, como a gigante Vulcan VN 2000, e até de outras marcas, vão ficando cada vez mais parecidos. A nova Vulcan VN 900 Classic e a Honda Shadow 750 (vendida no mercado brasileiro), por exemplo, são quase irmãs siamesas.

Coincidência

A semelhança indica que a Vulcan 900 Classic (ainda sem data para ser importada), teria espaço no segmento das custom nacionais, desde que tivesse preço próximo ao da concorrência. A Vulcan 900 Classic tem motor de dois cilindros em V, com 903 cm³, quatro válvulas por cilindro, alimentação por injeção eletrônica e refrigeração líquida, que fornece 54cv a 6.000 rpm e torque de 8,4kgfm a apenas 3.500 rpm, para poder rodar sem problema em baixas velocidades e reduzir o número de troca de marchas.

Para não destoar do estilo, o radiador foi camuflado entre os tubos do quadro e as aletas de refrigeração mantidas. Outra modernidade também fica escondida. A suspensão traseira, do tipo mono (regulável e com 100 mm de curso), não aparece, deixando a impressão de ser um modelo soft tail, ou a ‘rabo duro’ de antigamente. Novidade também é a transmissão final, feita com correia, em vez da tradicional corrente, e o freio traseiro a disco, com 270 mm de diâmetro.

Padrão

O estilo segue a cartilha das custom/cruiser. Conforto para o piloto, com um banco largo e baixo, plataforma para os pés, que ficam mais esticados, guidão largo e câmbio de cinco marchas bem escalonado. O que dificulta, como sempre nas motos do segmento, é a grande distância entre-eixos (de 1.645 mm), e a baixa altura, que limita sua performance nas curvas e no trânsito do dia-a-dia. É um modelo com vocação para encarar estradas, de preferência com longas retas e de asfalto liso.

Para tanto, as rodas raiadas têm pneu 130/90 em aro de 16 polegadas na dianteira e 180/70 em aro de 15 polegadas na traseira. A suspensão dianteira é convencional telescópica e o freio dianteiro, a disco único de 300 mm de diâmetro. O painel fica em cima do tanque (18 litros), e tem o velocímetro como destaque. Os pára-lamas são bastante envolventes e os escapes duplos e longos, com pontas chanfradas. O farol é redondo e único e o peso a seco, de 253kg. Informações: (21) 2552-6897.

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